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Futebol São Paulo: Conselho aprova expulsões de Douglas Schwartzmann e Mara Casares Valentin Furlan Do UOL, em São Paulo 09/04/2026 17h03 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Douglas Schwartzmann, ex-diretor da base do São Paulo Imagem: Divulgação/São Paulo Diretores envolvidos no escândalo de camarote do Morumbis, Douglas Schwartzmann e Mara Casares estão expulsos do São Paulo. Fim da linha O Conselho Deliberativo do clube aprovou a eliminação da dupla — Douglas recebeu 217 votos, enquanto Mara, 223. O pleito aconteceu entre 22h (de Brasília) desta quarta e 17h desta quinta-feira, de maneira online. Ambos precisarão ressarcir o São Paulo pelos danos causados pelo escândalo do camarote. Schwartzmann perdeu seu mandato de conselheiro e também está inelegível por 10 anos; Mara havia pedido afastamento do cargo. PVC Sorte e competência de Fernando Diniz Juca Kfouri É justa a suspensão de Abel Ferreira? Alexandre Borges Lula rifou Moraes, para a surpresa de ninguém Josias de Souza TSE vai para 'toga' tida como gorjeta por Bolsonaro A decisão segue recomendação unânime da Comissão de Ética, que havia indicado a pena máxima no caso envolvendo a exploração irregular de camarote no Morumbis. A dupla foi enquadrada em duas ilicitudes: gestão temerária e danos à imagem do clube. Pelo estatuto, a punição poderia variar entre suspensão superior a 200 dias ou eliminação — opção adotada pelo Conselho. Com a aprovação, ambos deixam não apenas o Conselho, mas também o quadro de sócios do São Paulo. No caso de Schwartzmann, há ainda a perda do mandato como conselheiro vitalício. Mara Casares já havia renunciado ao cargo de conselheira eleita em dezembro de 2025, durante a repercussão do caso, mas ainda assim foi excluída do quadro associativo. Mais alvos A movimentação no Conselho não deve parar por aí. Outras figuras centrais da gestão Julio Casares também estão na mira de conselheiros e podem virar alvo de novos pedidos de expulsão nas próximas semanas. O ex-superintendente geral Márcio Carlomagno já foi excluído do quadro associativo por decisão da Comissão Disciplinar , que apontou omissão diante das irregularidades no caso do camarote. Continua após a publicidade Além dele, o ex-diretor de futebol Carlos Belmonte também é alvo de um pedido formal de expulsão protocolado por conselheiros . O dirigente está afastado da política interna do clube e até abriu mão do cargo na coordenação do Legião, seu grupo no Conselho. Outro nome citado nos bastidores é o de Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé , ex-diretor do clube social considerado próximo à gestão Casares e que também é alvo de solicitação semelhante. Por fim, Casares também é alvo de múltiplas representações . Os pedidos deverão ser encaminhados nas próximas semanas à Comissão de Ética. Relembre o caso Schwartzmann e Mara Casares protagonizaram um áudio no qual falam de uma suposta comercialização ilegal de ingressos de um camarote para o show da cantora Shakira , que ocorreu em fevereiro do ano passado, no Morumbis. Ambos seguem afastados e alvos de sindicância interna. O nome do Marcio Carlomagno, considerado internamente o 'braço direito' de Casares , indicado pelo mandatário como superintendente geral do clube no CT da Barra Funda e até então principal nome da situação política para a eleição presidencial do clube em 2026, também foi citado no áudio. Continua após a publicidade Douglas reconhece que a operação foi clandestina , afirma que Carlomagno tinha conhecimento dos fatos e demonstra preocupação com os reflexos internos no clube, incluindo o risco de punições e desgaste político para os envolvidos. O camarote envolvido é o 3A, localizado no setor leste do estádio e registrado nos sistemas internos como "sala da presidência". Mara Casares teria recebido de Carlomagno o direito de uso do camarote 3A do estádio e repassado o espaço para exploração comercial no show de Shakira, em fevereiro. A venda dos ingressos ficou a cargo de Rita de Cássia Adriana Prado, que faturou cerca de R$ 132 mil com entradas de até R$ 2.100. O caso avançou para a esfera judicial após Adriana acionar uma empresa parceira por suposta apropriação de ingressos sem pagamento. Com o boletim de ocorrência e o processo em andamento, Douglas Schwartzmann e Mara passaram a pressioná-la para retirar a ação. O escândalo foi o que fomentou o afastamento dos diretores, alvos de auditorias interna e externa, bem como o processo de impeachment que culminou na renúncia de Casares à cadeira de presidente. Carlomagno acabou tendo demissão encaminhada dois dias depois de Harry Massis Júnior assumir a presidência do clube. Mara Casares repudia decisão A defesa de Mara Casares contatou o UOL repudiando a decisão do Deliberativo do São Paulo: Continua após a publicidade A Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares, por meio de seus Advogados Rafael Estephan Maluf e Paula Stoco de Oliveira, manifesta publicamente seu profundo repúdio à decisão proferida nesta data pelo Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, que determinou o encerramento do vínculo associativo com a instituição. Frisa-que que a Sra. Mara Casares respeita as instâncias do clube ao qual dedicou anos de trabalho com extrema dedicação e zelo. No entanto, discorda frontalmente da referida decisão emanada de um procedimento interno que se baseou unicamente em matérias jornalísticas. Ao longo de todo o procedimento, Mara colaborou irrestritamente com a apuração dos fatos, prestando todos os esclarecimentos solicitados e colocando-se à disposição da Comissão de Ética do São Paulo Futebol Clube. Não há, até o momento, qualquer evidência concreta de que tenha auferido benefício financeiro ou pessoal em relação aos fatos investigados. Uma condenação desta gravidade sem lastro mínimo probatório é, no mínimo, um grave equívoco institucional, seja para a Sra. Mara, seja para outros associados do SPFC, pois criou-se um precedente gravíssimo de utilização de apurações internas do clube como instrumento de manobra política. É lamentável que uma decisão desta magnitude, com consequências tão severas para a honra e a trajetória de uma pessoa, tenha sido adotada sem a observância do rigor probatório que o caso exige. Por fim, a Sra. Mara Casares permanece certa de sua inocência, amparada pela convicção de sua integridade e pela confiança de que a Justiça cumprirá seu papel. Continua após a publicidade Schwartzmann acusa Conselho de 'perseguição política' A defesa de Douglas Schwartzmann também enviou uma nota ao UOL: O processo administrativo que o Sr. Douglas Eleutério Schwartzmann a que foi submetido no SPFC pautou-se por perseguição política, linchamento midiático e flagrante cerceamento de defesa. A acusação utilizou em um áudio de origem controvertida, sem cadeia de custódia comprovada, divulgado de forma fragmentada e fora de contexto, que acabou sendo tratado como prova absoluta, apesar das inúmeras inconsistências já apontadas pela Defesa. A Defesa manifesta profunda preocupação com o perigoso precedente que se abre no âmbito do São Paulo Futebol Clube, especialmente diante da comemoração, por setores políticos, de uma decisão que se afasta diametralmente dos recentes julgados da própria instituição. Não obstante repudie com veemência a decisão tomada pelo Conselho Deliberativo do SPFC, Douglas mantém absoluto respeito com a instituição São Paulo Futebol Clube, time que dedicou parte relevante de sua vida, de sua história e de seu trabalho. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Retorno de Di María à Libertadores tem ex-Timão expulso, mas nada de gols Kassab alfineta Flávio em São Paulo: 'Experiência é fundamental' BBB: Vencedor da Prova do Anjo poderá ter contato físico com pessoa querida Mega-Sena acumula, e prêmio vai a R$ 40 milhões; confira dezenas Juliano Floss vence 15ª Prova do Líder do BBB 26 e está no Top 6