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Análise dos Times

São Paulo

Principal

Motivo: Detalha acusações de falha médica contra o clube, mas equilibra com versão de fontes dos bastidores sobre falta de empenho do jogador

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Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Thierry Henry Cotia Justiça do Trabalho

Conteúdo Original

Ex-joia da base do São Paulo , Thierry Henry, 19 anos, acionou o clube na Justiça do Trabalho com uma cobrança que beira R$ 5 milhões. O atleta, que tinha uma multa rescisória de 60 milhões de euros (cerca de R$ 360 milhões) quando assinou seu primeiro contrato profissional, em 2023, quer que o São Paulo seja responsabilizado por "acidentes de trabalho" ocorridos enquanto atuava na base. Henry chegou ao time tricolor com 13 anos de idade e assinou o primeiro vínculo aos 16. Porém, passou a conviver com sucessivas lesões - foram cinco, nos joelhos, coxa, tornozelo, mão e região púbica -, segundo ele todas sofridas enquanto representava o clube. Porém, a defesa do jogador acusa "falha médica" do São Paulo no tratamento das lesões. Por exemplo, cita que, em janeiro deste ano, quando exames feitos por ele pelo plano de saúde constatavam osteíte púbica e edema glúteo, o clube respondeu inserindo o atleta em um "programa de trabalhos preventivos". Depois, o liberou para treinos. Ele alega que, no ano passado, recebeu a liberação para jogar mesmo após 8 dias de ter feito um teste que acusou déficit de 34% no quadríceps direito. "A controvérsia, aqui, não está em saber se o atleta se lesionou — o próprio clube o admite por escrito —, mas em por que um empregador de elite, com departamento médico estruturado, registrou ruptura ligamentar como ―tendinopatia de Aquiles‖, liberou lesões antes da consolidação e respondeu a uma osteíte púbica com ―trabalho preventivo", diz o atleta, por meio de seus advogados. Henry culpa o São Paulo pelo que chamou de "falhas médicas" e citou até a multa contratual para explicar a expectativa criada em seu futebol. "O contrato revela o que o próprio clube projetava para o atleta: um centroavante de 1,93 m com cláusula de € 60 milhões para o exterior e escada salarial vinculada à sua chegada ao time principal. É esse o projeto de carreira que a condução médica comprometeu", afirmou a defesa do atleta. O pedido total de Henry no processo é de R$ 4.247.291,80, entre danos morais, indenizações, férias, cláusulas, lucros cessantes, custeio de tratamentos passados e futuros e outros, mais 15% de honorários em cima do valor da sentença. Caso todos os pedido sejam atendidos, por exemplo, o processo beiraria os R$ 5 milhões. O São Paulo ainda não foi citado no processo, portanto, não tem conhecimento. O clube vai se manifestar quando for comunicado do processo e tiver acesso aos autos. Segundo fontes de Cotia ouvidas pela coluna, nos bastidores Henry era visto como alguém que não se esforçava e que, após a renovação, faltava empenho e entrega. A partir dessa análise, o clube foi desistindo de contar com o jogador. A reportagem também apurou que o jogador pediu o desligamento do clube em março.