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Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: Clube mais cogitado para retorno ao estádio; texto relata interesse e preocupações de forma neutra

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Relato neutro: clube não considera o estádio como alternativa e prefere sua arena

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Relato neutro: chance de uso tratada como zero, texto apenas apresenta posição do clube

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Relato neutro: obstáculos listados sem tom crítico ou elogioso ao clube

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Tom levemente nostálgico ao citar ausência do 'jogo raiz' e do cannoli tradicional

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Menção breve e factual sobre calendário vazio até 2027, sem avaliação

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

santos palmeiras sao paulo lucas moura neymar corinthians morumbis vila belmiro portuguesa juventus neo quimica arena philippe coutinho paulistao feminino leila pereira arena barueri copa paulista uniao sao joao copinha pacaembu mercado livre allegra nubank parque higienopolis

Conteúdo Original

Futebol Como Pacaembu foi de 2ª casa a 'rebaixado' entre os grandes de SP Renan Liskai Do UOL, em São Paulo 04/11/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Fachada da Mercado Livre Arena Pacaembu Imagem: Renan Liskai/UOL São Paulo e Corinthians vão se enfrentar pela 34ª rodada do Brasileirão na Vila Belmiro, hoje, devido à indisponibilidade do Morumbis. A escolha por um estádio em Santos evidencia o afastamento daquele que já foi o principal estádio da cidade, o Pacaembu. Por anos a segunda casa de Corinthians, Palmeiras e São Paulo, o estádio foi "rebaixado" e, após, privatização, reformas e mudança de nome (com os naming rights vendidos, hoje ele se chama Mercado Livre Arena Pacaembu), pouco vive para o futebol. Os jogos em 2026 Em 12 de setembro, o estádio recebeu Juventus x União São João, pela volta das quartas de final da Copa Paulista. Compareceram 2.488 torcedores. Janaína Figueiredo Visita de Janones à Argentina prejudica Lula Milly Lacombe Clubes afundam e passam vergonha no STF Julio Gomes Por que mesmo Cunha foi descartado na seleção? Chico Barney Descobri o que deu errado em A Fazenda esse ano Só o setor oeste, de cadeiras cobertas, foi usado. O clima foi bem diferente do que é a rotina de jogos do time da Mooca na antiga Rua Javari, agora Arena Javari. Não houve o tradicional cannoli e nem mesmo o sentimento de "jogo raiz" para os torcedores do Juventus. Torcida do Juventus na Mercado Livre Arena Pacaembu durante jogo contra o União São João Imagem: Renan Liskai/UOL Agora, o Pacaembu só deve ser usado em jogos profissionais no dia 17 de novembro, quando Santos e São Paulo vão se enfrentar pelo Paulistão Feminino. O clássico no feminino será apenas o quarto jogo profissional no estádio em 2026. Aconteceram antes: 4/7/2026 - Santos 3 x 0 União São João - Amistoso 26/7/2026 - Juventus 3 x 1 Paulista - Copa Paulista 12/9/2026 - Juventus 1 x 1 União São João - Copa Paulista Continua após a publicidade O principal jogo de futebol do ano no Pacaembu foi a final da Copinha, um torneio sub-20. O Cruzeiro venceu o São Paulo e foi campeão — o público foi de 19 mil pessoas. No último final de semana, o estádio recebeu a final da Taça das Favelas SP. Três grandes na capital, três casas A primeira explicação para a queda de status é esportiva, e até a Allegra, administradora do estádio, a reconhece. O futebol brasileiro pós-2014 modernizou os estádios, e os grandes clientes do antigo Pacaembu não precisam mais dele. O movimento começou antes mesmo da privatização. O Corinthians, que chegou a cogitar assumir a administração do espaço antes da concessão atual, construiu a Neo Química Arena. O Palmeiras também modernizou o antigo Palestra Itália, hoje Nubank Parque. O São Paulo, por sua vez, já tinha o Morumbi. Soma-se a isso a capacidade de cada estádio. Corinthians e Palmeiras, que costumavam mandar clássicos no Pacaembu, agora têm arenas com, respectivamente, 48 mil e 43 mil lugares. O São Paulo pode colocar 66 mil pessoas em sua casa. Enquanto isso, após a reforma, o Pacaembu tem a capacidade de 26 mil lugares. No feminino, o Corinthians tem a Fazendinha, mas quando precisa jogar em outro lugar, tem optado pelo Canindé. O São Paulo usa o Morumbis e também joga em Cotia quando necessário. O Palmeiras usa a Arena Barueri. Continua após a publicidade O gramado sintético O piso artificial é o segundo fator de afastamento. Corinthians, São Paulo e Santos jogam em estádios com gramado natural e evitam o sintético. O Palmeiras tem o artificial no Nubank Parque e na Arena Barueri — que é gerida pela Crefipar, empresa ligada a Leila Pereira, presidente do clube. Fontes ligadas ao estádio ouvidas pelo UOL apontam o movimento dos jogadores contra o sintético como um dos vilões. Em fevereiro do ano passado, atletas como Neymar e Philippe Coutinho, Santos, e Lucas Moura, do São Paulo, divulgaram um comunicado coletivo contra o uso do piso. Mercado Livre Arena Pacaembu antes de final da Copinha entre São Paulo e Corinthians em 2025 Imagem: Gustavo Vasco/Corinthians Trocar o gramado atual é algo levado em consideração pela própria administração. Recentemente, o São Paulo retomou as conversas para voltar a usar o estádio, mas demonstrou preocupação justamente pela grama. O Santos vive o mesmo cenário. Ao UOL , a Allegra afirmou não descartar a mudança para natural. A Mercado Livre Arena Pacaembu esclarece que está aberta à possibilidade de substituição do gramado, entendendo que essa mudança é compatível com a vocação multiuso da arena, mas que, acima de tudo, deve assegurar as melhores condições para todos os eventos realizados no complexo. A administração ressalta que uma eventual alteração do gramado depende de uma avaliação das condições técnicas e operacionais envolvidas, incluindo os investimentos necessários tanto para a troca quanto para a manutenção. A Mercado Livre Arena Pacaembu reforça que sua prioridade é garantir a excelência das condições de uso da arena, tanto para o futebol quanto para os demais eventos esportivos, culturais e de entretenimento Mercado Livre Arena Pacaembu, ao UOL Continua após a publicidade E o impedimento semiautomático? A tecnologia exigida pela CBF para jogos da Série A, que usa aparelhos posicionados de maneira estratégica, é um obstáculo mais contornável. O problema central não seria a instalação em si, mas fazer toda a adaptação sem garantia de que algum jogo seja levado para lá. A peregrinação dos grandes Sem o Pacaembu como opção neste momento, os clubes buscam outras saídas quando perdem sua casa. Desde a implementação do semiautomático, o São Paulo já jogou em Bragança Paulista, Campinas (Brinco de Ouro) e em Santos (Vila Belmiro). O Santos, por sua vez, já mandou jogos na Neo Química Arena e no Morumbis. "As portas estão abertas" Mesmo com esse cenário, a administradora mantém a esperança de voltar a receber grandes jogos. "As portas estão abertas", disse uma fonte ao UOL . Continua após a publicidade Por enquanto, o calendário é de shows e eventos. Até o fim do ano, estão previstas apresentações da banda Sepultura, do cantor Djavan e o Michelob Move Fest. No futebol, o cenário é de improbabilidade: os quatro grandes têm suas restrições com o estádio, e Portuguesa e Juventus estão sem calendário até 2027. O que os clubes pensam? O UOL consultou os quatro principais clubes de São Paulo sobre a utilização do Pacaembu. São Paulo Neste momento, é quem mais cogita jogar no estádio. O clube convive com shows no Morumbis, mas tem preocupações quanto ao sintético do Pacaembu. Uma eventual troca e adequação do estádio podem resultar em um acordo. Corinthians O nome do estádio não é tratado internamente como alternativa. O clube, inclusive, não tem precisado jogar fora da Neo Química Arena. Continua após a publicidade Palmeiras A chance, neste momento, é tratada como zero. A disponibilidade da Arena Barueri para quando o Alviverde não pode jogar no Nubank Parque mina a possibilidade do Pacaembu. Santos A capacidade do estádio, a conclusão das obras, alvarás e custos são vistos como os principais obstáculos, além do gramado. O outro lado: Higienópolis Quando o estádio ainda pertencia ao governo, o barulho após os jogos já mobilizava grupos do bairro de Higienópolis contra grandes eventos. Hoje a queixa principal mudou. O Coletivo Pró-Higienópolis, um dos principais grupos do bairro, se posiciona contra a "transformação progressiva em um espaço dominado pela exploração comercial". Em nota ao UOL , destacou a finalidade pública do estádio e como ele mudou depois da privatização. O Pacaembu foi criado para cumprir finalidades públicas não mercantilizáveis. A substituição progressiva de sua oferta tem ocorrido após a concessão de sua administração. Sua degradação como equipamento público, em todos os sentidos, é demonstrada pelos fatos. A utilização comercial deixou de ocupar posição acessória e passou a prevalecer sobre as funções que justificaram a criação do complexo. Não admitimos que o complexo do Estádio Municipal se transforme apenas em plataforma de locação para eventos privados comerciais. Consideramos que tal situação configura grave desvio material da finalidade pública do complexo. Coletivo Pró-Higienópolis, ao UOL Continua após a publicidade O barulho de jogos e shows segue em pauta, ainda que em segundo plano, e as soluções apresentadas até agora não agradam ao grupo. Providências improvisadas e precárias não resolvem o problema estrutural. O som de um evento chega de modo diferente a cada parte do entorno, conforme diversas e complexas condições de emissão e propagação sobrepostas ao ruído de fundo da cidade. Tantas variáveis tornam ineficaz a atual legislação fundada na fixação de limites em decibéis. É necessária a realização de estudos na escala do território para o planejamento do controle dos impactos sonoros locais. Por outro lado, as edificações do complexo requerem soluções arquitetônicas de isolamento acústico. Coletivo Pró-Higienópolis Praça Charles Miller não foi privatizada e ainda pertence ao governo Imagem: Luís Adorno/UOL A Praça Charles Miller é outro ponto. Ao contrário do estádio e do restante do complexo, ela não entrou na concessão da Allegra e segue pública. O coletivo exige um regulamento para evitar exageros de barulho. Deve haver controle dos equipamentos de amplificação a partir de soluções técnicas de redução da propagação sonora, inclusive com a possibilidade de instalações de controle ativo. Cabe ressaltar que o conjunto formado pelo Estádio Municipal e pela Praça Charles Miller é tombado pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP. As soluções contra o ruído excessivo ou qualquer outra intervenção material nesses bens devem decorrer de projetos técnicos compatíveis com seus valores ambientais culturais protegidos, previamente submetidos aos órgãos de preservação, em processos públicos devidamente instruídos, com amplo acesso aos estudos, às alternativas examinadas e aos fundamentos das decisões. Coletivo Pró-Higienópolis Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora México e Argentina zeram tarifas de carros; Brasil segue outro caminho Eleições nos EUA definem governadores em 36 estados; veja os eleitos Cada vez mais brasileiros vivem sozinhos --e isso está mudando a sociedade Fla encara novo rival que poupa titulares enquanto diretoria blinda Jardim James Talarico vence no Texas e encerra jejum democrata de quase 4 décadas