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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Final da Libertadores Feminina deixa lição para a Conmebol Alicia Klein Colunista do UOL 01/11/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jogadoras do Cruzeiro celebram título da Libertadores Feminina sobre o Corinthians Imagem: Rodrigo BUENDIA / AFP Cruzeiro e Corinthians fizeram ontem (31) uma das maiores finais de Libertadores da história, entre homens e mulheres. Aos 3 minutos do primeiro tempo, as Brabas já venciam por 1 a 0. Aos 3 do segundo, por 3 a 0, com dois gols da interminável Gabi Zanotti. Era difícil não cravar a vitória do clube que buscava seu quarto título consecutivo, o sétimo da coleção, contra as estreantes do torneio. Mas as Cabulosas fizeram 3 a 2, tomaram o 4 a 2 e foram buscar o empate, aos 45 do segundo tempo. Ao apito final, o placar indicava 4 a 4. O que parecia impossível, como às vezes é o caso no futebol, aconteceu. Ruy Castro Paixão cega, mas IA faz da pessoa otário completo Tostão Neymar e Willian José vivem fora da realidade Sakamoto Imagina se o bolsonarismo tivesse vencido Josias de Souza Flávio trocou terra natal por terra mortal nos EUA Pênaltis. Assista aos jogos da Libertadores Feminina 2026 ao vivo no UOL Play Duas cobranças convertidas para cada lado, incluindo as das artilheiras da competição Byanca Brasil e Vic Albuquerque. Aí, Pri Back perdeu para o Cruzeiro. Jaque chegou para tomar à frente e isolou. Mais duas convertidas e mais duas isoladas. Enfim, já nas alternadas, Robledo marcou um golaço e Camila Rodrigues pegou a batida de Gi Fernandes, encerrando a disputa e dando ao Cruzeiro sua primeira Libertadores Feminina. Na primeira participação. Contra o maior campeão do continente. Disputando a sexta partida em 16 dias, nos 2.850 metros de altitude de Quito, em apenas dois estádios, com gramados maltratados e atletas exauridas, Cruzeiro e Corinthians entregaram um jogo de oito gols que permite — ou exige — o adjetivo épico. Nunca em finais únicas um time que estava perdendo por três gols de diferença se sagrou campeão. Nem no feminino, nem no masculino. Agora, imaginem se essas mulheres tivessem um mês e meio de preparação para uma final (e não três dias). Se jogassem em casa diante de suas torcidas (e não em estádios vazios no Equador). Se recebessem 25 milhões de dólares pelo título (e não 2 milhões). Se passassem o ano inteiro disputando a maior copa do continente (e não duas semanas). Imaginem se elas recebessem os salários vultuosos dos homens que não conquistam nada há anos. Se desfrutassem da mesma estrutura, prestígio, cuidado. Se com tão pouco, as jogadoras entregam tanto, imaginem o que poderiam fazer se a Conmebol decidisse investir na modalidade que mais cresce no planeta, às vésperas de uma Copa do Mundo que será realizada na sua região. Vejam que ideia incrível, inovadora, inesperada. Dinheiro para isso a entidade tem. Continua após a publicidade Fica a dica, Alejandro Domínguez. E os parabéns às heroicas finalistas e às históricas Cabulosas. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Sábado de Série B teve novo líder, presidente revoltado e Z4 quase fechado Acesso negado: Corinthians falha e não vira maior campeão da Libertadores Perfis evangélicos pregam veto de igrejas a ações e religiosos de esquerda 'Não estamos dispostos a voltar pra casa', diz presidente da UNE sobre atos A 'operação de guerra' do Nordeste para reduzir abstenção na eleição