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A presidente do Palmeiras , Leila Pereira , conseguiu uma "vitória dupla" contra o atacante Dudu , atualmente no Atlético-MG , na interminável briga judicial iniciada em janeiro de 2025 pelas partes .
Após derrotas recentes na 1ª e na 2ª instâncias da Justiça para a dirigente, a defesa do atleta foi a Brasília e entrou com um recurso especial ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e um recurso extraordinário ao STF (Supremo Tribunal Federal), de forma a tentar reverter as decisões desfavoráveis e instaurar uma queixa-crime contra a dirigente.
No entanto, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) emitiu dois pareceres, ambos na última quarta-feira (30), manifestando que os dois recursos não devem ser apreciados pelas cortes superiores.
Nos documentos assinados pelo promotor Fábio Brambilla , aos quais a ESPN teve acesso, o MP afirmou que os advogados do atleta não apresentaram "novos argumentos" no caso e reforçou que as decisões já emitidas pelas Justiças estaduais devem ser mantidas pelo STJ.
Quando ao recurso extraordinário no STF, o promotor salientou que "o acórdão foi claro ante a ausência de dolo nas condutas" de Leila , "não se identificando crimes contra a honra" de Dudu "nas declarações indicadas". Por isso, Brambilla afirmou que o Supremo também não deve dar provimento ao recurso.
O caso agora aguarda as decisões do STJ e do STF.
Em julho de 2025, Dudu entrou com pedido de queixa-crime contra a presidente do Palmeiras por injúria e difamação.
Ele alegou que que a dirigente ofendeu sua honra com declarações dadas em duas entrevistas coletivas, nos dias 13 e 17 de janeiro de 2025, pedindo que ela fosse punida nos artigos 139 e 140 do Código Penal Brasileiro.
Nas entrevistas em questão, Leila disse que Dudu deu "prejuízo milionário" ao Verdão ao recuar em sua decisão de ser vendido ao Cruzeiro , afirmando também que ele saiu do Alviverde pela "porta dos fundos" .
De acordo com a defesa do atleta, as declarações de Leila sobre a saída de Dudu do Palmeiras tiveram como objetivo "abalar a reputação" e "manchar a imagem" do jogador. Posteriormente, ele usou a expressão " VTNC " nas redes sociais , o que gerou um processo da presidente do Verdão e uma consequente condenação ao atleta por danos morais contra a mandatária .
Em 20 de setembro, porém, a juíza Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues, da 13ª Vara Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), afirmou que Leila não cometeu crimes contra a honra e exerceu apenas sua liberdade de expressão, negando o pedido formulado pelo atleta .
Posteriormente, o atacante entrou com recurso na 2ª instância, mas também teve o pedido rejeitado em abril deste ano , o que o levou ao STJ e ao STF na sequência.