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Berto relata ter sido vítima de racismo em Vila Nova x Operário-PR O atacante Berto, do Operário-PR , usou a própria voz para reagir a um episódio de injúria racial sofrido no último sábado, durante a partida contra o Vila Nova pela Série B do Brasileiro. Na ocasião, o jogador acusou um torcedor do time goiano de tê-lo chamado de "macaquinho". 🗞️ Leia mais notícias do Operário-PR ✅ Clique aqui e siga o canal do ge PR no WhatsApp Abalado, Berto não escondeu o impacto emocional da situação, mas deixou claro que espera uma resposta firme das autoridades. — Espero que a justiça seja feita. Acho que eles têm que pagar pelo que fizeram, porque não é um exemplo que estão a dar para a sociedade, muito menos para crianças — afirmou. 1 de 2
Berto, atacante do Operário-PR — Foto: Reprodução/RPC Berto, atacante do Operário-PR — Foto: Reprodução/RPC Segundo o atacante, o momento foi de dor e indignação, especialmente por saber que familiares e pessoas próximas acompanharam tudo à distância. Ele é nascido em Lisboa, em Portugal, e atua pela seleção de Cabo Verde, terra natal do pai. — Fiquei muito triste, fiquei magoado, minha família toda viu o jogo na televisão, as pessoas em Portugal também viram — disse o atacante. Apesar do episódio, Berto também fez questão de destacar o apoio que recebeu após o ocorrido, tanto de torcedores quanto de pessoas de diferentes lugares. Ele ressaltou a importância de não se calar diante de situações de racismo, incentivando outros a denunciarem. — Quero também dar um agradecimento pelas mensagens de apoio, seja o torcedor do Operário, seja as pessoas em Portugal. Vamos continuar a lutar juntos porque racismo é crime — disse Berto. Jogador do Operário denuncia ato racista na Série B Para o jogador, o silêncio só contribui para a continuidade desse tipo de violência. — Quem passar por isso, seja jogador, seja trabalhador, que fale, que não fique calado, porque senão vamos continuar a sofrer com isso — pontuou o atacante Em sua fala, o atacante também reforçou uma mensagem de orgulho e identidade, defendendo a valorização das origens e o respeito às diferenças. — Cada um luta pela sua vida, cada um luta para orgulhar os seus. Eu tenho muito orgulho de ser preto, tenho orgulho de onde é que eu vim — declarou Berto. 2 de 2
Berto, atacante do Operário-PR, racismo, Vila Nova — Foto: Guilherme Alves/O Popular Berto, atacante do Operário-PR, racismo, Vila Nova — Foto: Guilherme Alves/O Popular Ele ampliou o discurso ao lembrar que esse sentimento deve ser compartilhado por todos, independentemente de nacionalidade ou cor. — Todo mundo tem que se orgulhar do país de onde é. Eu orgulho muito do meu país e vou continuar sendo forte — completou. O caso reacende o debate sobre o racismo no futebol brasileiro e reforça a necessidade de medidas concretas para combater esse tipo de crime. O Vila Nova informou que identificou o torcedor suspeito de racismo por meio do sistema interno de segurança do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA). Leia mais notícias do esporte paranaense no ge.globo/pr