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Análise dos Times

Botafogo

Principal

Motivo: Tom elogioso: destaca vontade, vibração e seriedade; vitória vista como merecida, com destaques individuais e elogios ao grupo.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Citado apenas como adversário derrotado, sem qualquer avaliação de desempenho ou julgamento.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Descrito como 'desesperado' e em 17º lugar, retratado em crise na tabela do Brasileirão.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

corinthians atletico-mg botafogo brasileirao tiquinho soares nilton santos tite huguinho justino

Conteúdo Original

Se não dá na técnica, que seja na vontade. E foi esse o espírito do Botafogo na noite da última quarta-feira (4) para conquistar a vitória sobre o Atlético-MG e respirar na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. O "diferente" entregou os tão esperados três pontos. Diferente desde a escalação. Tite mudou esquema, peças, promoveu muitas trocas em relação às escalações anteriores e tentou dar uma nova cara. Linha de três zagueiros com volta de Justino ao setor, Paulinho na lateral esquerda, meio com Huguinho, Medina e Edenilson, e Danilo Pereira ao lado de Tiquinho no ataque. O clima no Estádio Nilton Santos foi de decisão desde horas antes do início do jogo. Festa na rua de acesso, arquibancada cheia e jogando junto. A torcida foi convocada a ajudar e fez sua parte. Em campo, o Botafogo finalmente mostrou a energia necessária para o cenário. Foi um time mais vibrante do apito inicial ao final. Destaques para Justino, Vitinho, Huguinho e Tiquinho Soares. O atacante, ainda que com poucas ações efetivas na frente, foi peça fundamental e referência/desafogo para a construção de jogadas. O esqueleto montado foi muito elogiado por Tite. — Enaltecer o grupo de atletas. Por vezes, nós temos que escolher um ou outro jogador. Enaltecer o Justino, o Paulinho, o Huguinho, o Toledo… Alguns estavam na base até ontem, identificados com a história do Botafogo e que são importantes. Isso não é desconsiderar outros jogadores que tenham qualidade técnica. Mas, por vezes, é o sistema, a necessidade, a circunstância, o condicionamento físico. O mais importante é trazer a consistência (para a equipe). Controlar quando está sem bola, dominar e ser efetivo. Se olhar as oportunidades criadas, o placar podia ser maior, pelas jogadas limpas. É o grupo, a equipe toda. A seriedade foi ponto alto. Partida sem riscos, com marcação pegada no meio-campo no portador da bola. Foi uma noite especial, principalmente para dar esperança na sequência, que terá Corinthians, Bahia, São Paulo e Santos. Escolhas nas substituições foram primordiais. Menos qualidade técnica, mas mais potência física para combate e atacar espaço. Entraram fechando a marcação Matheus Martins, Domingos Andrade, Kauan Toledo e Alex Telles, e Arthur Cabral para segurar no lugar de Tiquinho. Com o resultado, o Glorioso alcançou 42 pontos, respirou na tabela e agora ocupa a 11ª colocação. O próximo desafio será no dia 18, após a Data Fifa, contra o desesperado Corinthians, em 17º, fora de casa.