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Análise dos Times

Motivo: A autora critica duramente a atitude e o discurso xenófobo de treinadores brasileiros, apontando para a falta de atualização técnica.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: A autora defende que o debate sobre a contratação de treinadores estrangeiros deveria ser pautado pela qualidade e que qualquer profissional que traga respeito deve ser bem recebido.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: A autora defende Ancelotti da crítica xenófoba, mas o posiciona como um técnico vitorioso que não precisa de defesa, enquanto critica a indignação seletiva dos brasileiros.

Viés da Menção (Score: 0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Carlo Ancelotti Fernando Diniz Emerson Leão Oswaldo de Oliveira

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Como criticar o discurso xenófobo sem agir de forma colonizada Milly Lacombe Colunista do UOL 05/11/2025 12h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Oswaldo de Oliveira durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol Imagem: Reprodução Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira conseguiram o que tem sido raro: a crítica unânime. Depois de mergulharem com gosto e de cabeça na vulgaridade de um discurso que soou extremamente xenófobo, estão sendo amassados pela opinião pública. O debate sobre treinadores estrangeiros trabalhando no Brasil não deve ser feito nesses termos. A pergunta central deveria ser: como e por que a qualidade de nossos treinadores caiu tanto na última década? Essa é a chave da discussão. Pegar o microfone e, aos berros, tentar uma reserva de mercado não vai funcionar. Existe um diagnóstico bastante claro: nossos treinadores perderam capacidade técnica, não se atualizaram, foram substituídos por uma parcela de treinadores de outros países. A partir disso, o que podemos fazer para melhorar? O debate sobre ter um gringo treinando a seleção também pode ser feito dentro de um campo decente que deixe a xenofobia de fora. Há, inclusive, bons argumentos para rebater até a acusação de xenofobia contra profissionais que vêm de países colonizadores. Poderíamos, com um pouco de maturidade, entrar nessa troca de ideias desde que deixássemos certezas e convicções na porta e entrássemos de boa fé. Mas não. Nossos treinadores se reuniram numa reunião estranha cheia de gente esquisita e protagonizaram um espetáculo melancólico de ressentimento e de amargura. Camila Maia Brasil finge não ver risco do excesso de energia solar Wálter Maierovitch Dick Cheney inspira política de Castro no Rio de Janeiro PVC Informações e palpites da rodada do Brasileirão Maria Prata IA está substituindo o que há de mais humano Por outro lado, o risco agora é colocarmos Carlo Ancelotti na posição de heroi e de vítima. Ele não é nem um, nem muito menos o outro. É um treinador vitorioso, um homem de posses e de riqueza, um europeu repleto de privilégios que sabe se defender bastante bem sozinho. Não acho que devamos desculpas a ele. Durante a tal reunião de treinadores na qual Leão e Oswaldo perderam a linha, Ancelotti pegou o microfone por último e disse, sem berrar, que sim, os treinadores brasileiros são fracos. Vrau. O italiano, que tem sido tratado a pão de ló desde que chegou, se virou. Vejo pessoas absolutamente indignadas com Leão e Oswaldo, pulando para defender Ancelotti, como se ele precisasse da nossa defesa, que nunca-jamais se manifestaram quando outros acharam - e acham - de bom tom convocar jogador acusado de violência contra a mulher. Onde estava a capacidade de se indignar nessa hora? Não deu as caras. Nunca deu as caras para falar de misoginia e de machismo, mas, nossa, agora que atacaram Ancelotti para tudo que eu vou sair dando voadora. O futebol é a maior reserva da misoginia que existe. O pacto que homens todos os dias reafirmam é bizarramente público. Ancelotti é um sujeito maduro que parece saber onde se meteu e tem uma contrapartida bastante boa para isso. Leão e Oswaldo são o que vimos ontem. Nossos treinadores precisam se renovar. Fernando Diniz oferece um caminho. Qualquer treinador ou dirigente estrangeiro que nos ofereça respeito deve ser respeitado. O fascismo atual escolheu a figura do imigrante para ser o novo inimigo universal. A xenofobia é perigo real e imediato e deve ser combatida com todas as nossas forças, assim como o antissemitismo, o anti-islamismo, a misoginia, o racismo, a LGBTfobia, o machismo, o capacitismo. No mais: Fuck ICE, go Birds and free Palestine. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'Treta': quem é o filho de Junno Andrade que não fala com o pai há 5 anos Homem tenta beijar pescoço e tocar seios da presidente do México durante evento Wegovy em comprimido resulta em perda de peso igual à versão injetável Sobe para nove o número de mortos em queda de avião de carga nos EUA Jamil: Carta de Trump à gestão Castro não acontece por acaso