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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Bruno Henrique pode levar STJD à maior crise de credibilidade em 26 anos Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 10/11/2025 17h17 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Bruno Henrique, atacante do Flamengo, durante julgamento no STJD Imagem: Igor Siqueira/UOL O auditor do STJD, Marco Aurélio Choy, pediu vistas do processo de Bruno Henrique, sendo que o efeito suspensivo está ativo desde o dia 14 de setembro. Com um assunto tão quente como este, pedir vistas do processo é quase assinar atestado de incompetência. Dizer que não se preparou para um julgamento marcado para quinta-feira da semana retrasada e adiado por causa da megaoperação do Rio de Janeiro. Bruno Henrique precisa ser julgado pelo STJD, porque o próprio tribunal esportivo já lhe deu uma pena de 12 jogos, ainda não cumprida integralmente. Seu caso é mais criminal do que esportivo, mas ao aplicar a pena — e depois conceder efeito suspensivo — o STJD chamou para si a responsabilidade. O STJD nunca conseguiu ser uma instituição completamente respeitada pelas decisões que toma, porque seus critérios não são absolutamente claros. Em 1999, julgou o caso Sandro Hiroshi Na época, o STJD tomou decisão juridicamente plausível. Tirou três pontos do vencedor e atribuiu-os ao perdedor, como havia acontecido naquele mesmo ano no Campeonato de Rondônia. Thais Bilenky 'Já compraram coxinha?', provoca Janja na COP Josias de Souza Brasil apaixonou-se por equívocos na segurança Juca Kfouri Caso Bruno Henrique: o STJD está de 'parabéns' Sakamoto Negacionistas não creem em tornado no PR Ficou a impressão de benefício ao Botafogo que não houve. Existia uma chance de julgar daquela maneira. Há vinte anos, o caso da Máfia do Apito gerou muitas dúvidas. Não era simples tomar outra decisão além da anulação dos onze jogos. É possível absolver Bruno Henrique. O tribunal pode ter argumentos justos. No fundo, no fundo, o caso do atacante do Flamengo é muito mais da esfera criminal do que esportiva. Se houve fraude, estelionato, é caso de punição severa, cadeia até, se for culpado. Se for inocente, zero dívida com a sociedade. Mas o STJD entra numa perigosa procrastinação que pode comprometer a noção de igualdade do campeonato. A arbitragem já corre este risco, mas os lances são decididos em minutos, às vezes frações de segundos. Os julgamentos, não. Marco Aurélio Choy teve dez dias entre o adiamento do julgamento, pela megaoperação, e o novo agendamento. Se não deu para estudar para a prova, a incompetência é do tribunal inteiro. Continua após a publicidade Desde o caso Sandro Hiroshi não se olhava para o STJD com tanta dúvida. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Caso Bruno Henrique: o STJD está de parabéns Flamengo quer proibir sintético: 'Gramado de plástico deve ser eliminado' Tribunal tem três dias para refletir e evitar erro no caso Bruno Henrique Falência da Oi expõe vulnerabilidade do controle aéreo e lotéricas no país A Fazenda: nova parcial da enquete revela quem vai para o Super Paiol