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Esporte Futebol 'Fui desrespeitada': Fim do Brasileirão é marcado por ataques a jornalistas Guilherme Xavier e Livia Camillo Do UOL, em São Paulo 09/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Bernabei, do Inter, tira fone de ouvido de jornalista durante comemoração Imagem: Reprodução/"X" O último domingo ficou marcado por protestos contra o feminicídio e a violência contra a mulher nas ruas do Brasil. Algumas mulheres da imprensa esportiva, no entanto, vivenciaram problemas ao longo da jornada derradeira do Campeonato Brasileiro. Nani Chemello , da Rádio Inferno, viveu momentos de tensão no Beira-Rio, em Porto Alegre. Após a confirmação da permanência do Internacional na Série A, ela foi confrontada e constrangida por Bernabei , lateral do Colorado. O Bernabei chega para falar comigo, só que eu não imaginei que ele mexeria no meu fone, ele tira e grita no meu ouvido, bota o fone no meu ouvido, sai para o outro lado, vira para trás e fala de novo: "fala agora". Ele veio querer provocar e, de certa forma, me intimidar. Me senti desrespeitada no meu ambiente de trabalho, ele não tem direito de mexer no meu equipamento e gritar no meu ouvido. E aí, por ter falado do assunto, tem muita gente me chamando de oportunista, dizendo que eu quero aparecer mais que o Inter. Mas, sendo bem sincera, o que eu espero é uma retratação aí pública do Bernabei para que todas as pessoas que estão me ofendendo entendessem ele errou Nani Chimello, ao UOL Daniela Lima Bacellar deixa Castro em posição constrangedora Alexandre Borges Libertação de presidente da Alerj não surpreende Mauro Cezar Mundial pode complicar início de 2026 do Fla M.M. Izidoro Quem ensinou esses homens a amar assim? Em Santos, Aline Gomes estava realizando um "ao vivo" pela CazéTV nos arredores da Vila Belmiro. Ela teve o microfone puxado e se machucou, assim como seu cinegrafista, por um torcedor do Peixe. Eu não sei porque acontece isso, sabe? Eu não sei se tem certas pessoas dentro da mídia esportiva, da imprensa, dos jogadores, enfim, da torcida. Eu não sei se eles se sentem ameaçados por nós, que a gente está conquistando um espaço que sempre foi majoritariamente masculino. E hoje em dia a gente tá chegando mais, não só trabalhando, mas opinando. Enfim, em qualquer área envolvendo futebol, as mulheres estão crescendo cada vez mais Aline Gomes, ao UOL O que aconteceu depois? Os desdobramentos foram de suma importância para garantir a segurança das profissionais. Tanto Nani quanto Aline receberam o apoio dos respectivos clubes, torcidas organizadas e companheiros jornalistas. No caso da gaúcha, contudo, faltou a retratação de Bernabei. Até o momento da publicação desta reportagem, não houve qualquer tipo de comunicado. O agressor de Aline e seu cinegrafista não foi identificado. Segundo a repórter, ele utilizava um uniforme de uma torcida organizada do Santos. Continua após a publicidade Relacionadas Participação no Mundial 2025 pode complicar o início de 2026 do Flamengo Mattos: Flamengo e Filipe Luís avançam em negociação por renovação Cruzeiro supera Flamengo em seleção do Bola de Prata 2025; veja premiados "Como se espalhou ali entre a direção do Inter, após a coletiva, o D'Alessandro, o André Mazucco e o Jorge, que é do jurídico do Inter, vieram falar comigo e me pediram desculpas pelo acontecido, disseram que o atleta estava errado, que ele não devia fazer isso e que em nome do clube eles estavam pedindo desculpas e que conversariam com ele internamente sobre o assunto", disse Nani. "Ele ainda tomou cuidado de passar por pelo lado onde não estava a câmera e ele passou muito rápido. Então infelizmente a gente não consegue identificar com tanta clareza quem é. O Santos entrou em contato comigo também, eu achei bem legal, assim como uma das organizadas do Santos. Eles estão tentando identificar o cara", complementou Aline. Gosto agridoce Passado o susto, Nani disse que recebeu inúmeras mensagens de carinho, embora alguns torcedores ainda tenham ficado do lado do atleta. Esse fato, para ela, desanima. "A repercussão acabou sendo muito maior do que eu imaginava, muito, muito, muito mesmo, assim. E por conta dessa repercussão eu ganhei muitas mensagens positivas, mas eu recebi e estou recebendo muitas mensagens ofensivas e eu estou evitando ver as publicações que estão sendo feitas sobre o caso, porque os comentários", explicou. O ano ainda reservou outros casos de violência e intimidação contra mulheres na mídia esportiva. Em novembro, a repórter Duda Dalponte, da TV Globo, teve seu cabelo puxado durante a cobertura do AeroFla para a final da Libertadores. Continua após a publicidade Outros dois casos marcantes também ficam na memória. Renata Medeiros, da Rádio Gaúcha, foi insultada por um torcedor do Internacional: "Sai daqui, sua pu%$". Três dias depois, Bruna Dealtry, do Esporte Interativo, sofreu uma tentativa de beijo de um torcedor do Vasco antes de jogo da Libertadores. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mulher morre afogada para salvar filho e uma adolescente em praia no PR Flamengo e Cruzeiro dominam seleção do Brasileiro; Arrascaeta é o craque Três apostas acertam Lotofácil e ganham R$ 558 mil; veja números sorteados 1ª madrugada com operação 24 h do Metrô de SP recebe 13,8 mil passageiros Conselho do Corinthians aprova orçamento de 2026, mas endurece cobrança