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André Jardine diz que Copa do Mundo de Clubes pode levar o América do México a outro nível O vínculo do atacante Allan Saint-Maximin com o América-MEX se encerrou depois de 16 jogos. O técnico André Jardine confirmou a saída do francês e disse que o que motivou a rescisão foram os ataques racistas sofridos pelos filhos do jogador. Dias antes, Saint-Maximin expôs a situação em um publicação e garantiu que lutaria para proteger sua família. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Futebol Internacional no WhatsApp — O que existiu foi o que ele (Saint-Maximin) publicou nas suas redes. Lamentavelmente, houve atos de racismo contra as filhas dele, que aconteceram mais de uma vez. É uma coisa que ele não tolera e nós também não. Fica também o nosso pedido para que possamos combater o racismo com todas as forças, porque é algo que não pode ter espaço. É uma pena, um grande jogador, que estava fazendo muito bem para a Liga porque tem nível para atuar em qualquer lugar do mundo — afirmou Jardine em coletiva. 1 de 1
Allan Saint-Maximin assinou com o América-MEX em agosto de 2025 — Foto: REUTERS/Eloisa Sanchez Allan Saint-Maximin assinou com o América-MEX em agosto de 2025 — Foto: REUTERS/Eloisa Sanchez Saint-Maximin se manifestou na quinta-feira através do seu perfil pessoal. O jogador ressaltou que sempre foi atacado, aprendeu a se defender, mas não toleraria agressões aos seus filhos. Ele ainda destacou o desejo de que as crianças possam viver em um lugar seguro, sem preconceitos, e que vai lutar para que nenhuma ameaça os assuste. + Contratação do francês Saint-Maximin pelo América do México aumenta "invasão europeia" no país O América-MEX prestou solidariedade à família de Saint-Maximin por meio de uma nota e agradeceu pelo período em que ele defendeu as cores do clube. Nenhuma das partes deu detalhes sobre os casos de discriminação. — O problema não é a cor da pele, é a cor dos pensamentos. Atacam-me, mas isso não me preocupa. Cresci e aprendi a lutar contra os ataques, sejam eles dissimulados, ocultos ou frontais. Mas há uma coisa que nunca tolerarei: que ataquem os meus filhos. Proteger meus filhos é minha prioridade, e lutarei com todas as minhas forças para que sejam respeitados e amados, independentemente de sua origem ou cor da pele. O ódio e a discriminação não têm lugar em nossa sociedade — escreveu o jogador nas redes sociais. + América, de André Jardine, chega à quarta final seguida e sonha com tetra inédito no México Saint-Maximin tem 28 anos e foi uma das grandes contratações do América do México para a temporada vigente. Ele foi comprado em agosto do ano passado e deixou o Al-Ahli por 10,3 milhões de euros (cerca de R$ 64,8 milhões na cotação atual). O atacante também teve passagens por Fenerbahçe, Newcastle , Nice, Monaco, Bastia, Hannover e Saint-Étienne.