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Esporte Mudanças de Casares na Barra Funda põem em risco ambiente do elenco do São Paulo 22/10/2025 13h25 Deixe seu comentário Vivendo talvez o momento mais instável de sua gestão, o presidente do São Paulo, Julio Casares, decidiu promover mudanças no dia a dia do CT da Barra Funda, vistas como um risco para o ambiente do elenco tricolor. Além de passar a dar expediente no local de trabalho do time profissional, Julio Casares levou consigo o superintendente geral do São Paulo, Márcio Carlomagno, para auxiliá-lo no CT. Carlomagno é avesso aos holofotes, não costuma aparecer, mas é uma figura influente nos corredores do Morumbis. Agora, o braço direito de Casares chega à Barra Funda para tentar otimizar alguns processos e ajudar o time a voltar aos trilhos nesta reta final de ano. Maria Prata Zara e H&M querem ser marcas de luxo? Reinaldo Azevedo Fux não reúne mais condições de ser juiz Josias de Souza Fux veste a primeira toga justa em Fachin Casagrande Dez garotos morreram e ninguém é culpado? Climão no CT A responsabilidade de fazer a gestão do departamento de futebol do São Paulo atualmente é de Carlos Belmonte. Porém, a presença de Márcio Carlomagno no CT pode ser interpretada como perda de poder do atual diretor de futebol tricolor. Belmonte foi um dos aliados políticos de Casares para elegê-lo presidente do São Paulo em 2020. O atual diretor de futebol era tratado como seu sucessor nas eleições de 2026, mas o mandatário tricolor aparentemente tem outros planos. Márcio Carlomagno é considerado o "candidato do presidente" na corrida presidencial do ano que vem. Belmonte, por sua vez, tem uma base eleitoral importante proveniente de seu grupo político e pode se tornar um adversário da chapa de Julio Casares. Divergências Nas últimas semanas, a relação entre Julio Casares e Carlos Belmonte ficou estremecida não só pela falta de apoio do presidente ao diretor de futebol quanto a uma possível candidatura presidencial em 2026, mas também por causa do FIP de Cotia. Continua após a publicidade O fundo de investimento em participações que tem sido articulado por Casares visa levantar R$ 250 milhões ao São Paulo para a contratação de jogadores e profissionais para as categorias de base, além do pagamento de dívidas relacionadas ao futebol. Em troca disso, os investidores teriam direito a 30% da receita líquida com a venda de atletas revelados em Cotia. Enquanto Casares entende que esse modelo poderá aliviar o caixa do São Paulo e estruturar o clube para, em alguns anos, faturar muito mais com a negociação de jogadores formados na base tricolor, Belmonte interpreta o movimento como a venda de parte de Cotia por um valor baixo. Para que o FIP seja viabilizado será preciso da aprovação do Conselho Deliberativo, e Carlos Belmonte tem uma grande influência na política são-paulina. Por isso, há o risco de a ideia de Julio Casares não contar com a anuência da maioria dos conselheiros. Restando nove jogos para o fim do Campeonato Brasileiro , o foco no São Paulo é tentar se classificar para a próxima edição da Libertadores. O clima nos bastidores do clube, entretanto, pode ser um obstáculo para que o objetivo seja alcançado, sobretudo pela discreta disputa de poder que pode se instaurar no CT da Barra Funda. Julio Casares não crava a permanência de Belmonte até o fim de seu mandato, mas em nenhum momento se mostrou disposto a demiti-lo. O diretor de futebol tricolor, por sua vez, também não pretende pedir demissão. A ver as consequências da trama. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Capitão Hunter: youtuber de Pokémon é preso por exploração sexual infantil Casagrande: 10 garotos morreram no Ninho e ninguém é culpado? Erro de cálculo, lesão e 'overbooking' fizeram Endrick sumir no Real Madrid CNH sem autoescola: Governo recua e aulas práticas devem ser mantidas Carla Zambelli é condenada a pagar R$ 20 mil a Vera Magalhães por ofensas