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Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: A matéria foca nas ações e preocupações do São Paulo em relação ao patrocínio e às suspeitas levantadas, apresentando os fatos de forma noticiosa.

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Palavras-Chave

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Futebol Suspeitas levam São Paulo a adiar patrocínio e cogitar demissão de diretor Pedro Lopes e Gabriel Sá Colunistas do UOL 29/04/2026 20h58 Deixe seu comentário Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo Imagem: Erico Leonan / São Paulo FC Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O São Paulo considerou suspeita uma intermediária que receberia comissão de mais de R$ 4 milhões no novo contrato de patrocínio com a Unimed, retirou a empresa da operação e discute internamente, em meio a pressões políticas, a demissão do diretor de marketing Eduardo Toni. O patrocínio prevê R$ 45 milhões por quatro anos. O departamento é o responsável por concorrências, negociações e contratações de patrocínios para o time de futebol. A intermediária em questão é a New Honest Corretora, corretora de seguros que já prestava serviços ao São Paulo, fazendo corretagem de seguro saúde de jogadores e funcionários do clube. Além da corretagem, a New Honest tem, desde 2022, "intermediação e agenciamento de negócios" como um dos seus objetos sociais. Adriana Fernandes Rejeição de Messias é vitória da baixa política Josias de Souza Boca-livre de político em jatinho é escandalosa Alicia Klein O futebol está destruindo sua classe trabalhadora José Paulo Kupfer Prévia da inflação reforça lentidão no corte dos juros A reportagem não localizou nenhum processo judicial relevante ou acusações de irregularidade envolvendo a corretora ou seus sócios. A comissão foi alvo de análise, com participação direta do presidente Harry Massis Jr. Procurado pela reportagem, Toni disse que concedeu à empresa, em 2025, um mandado para captar patrocínios para o clube. A empresa tinha bom trânsito na área e já fazia a corretagem dentro do São Paulo. "Tínhamos uma seguradora com esse patrocínio, a Blue. Quando começaram a ter problemas financeiros, achamos que seria interessante manter o São Paulo nesse segmento. Tivemos algumas dificuldades em estabelecer os contatos, e a Lúcia nos ajudou", explicou o diretor. Lúcia é Lúcia Martins, corretora da New Honest. A empresa tinha, até 2025, como única sócia e proprietária Amanda Martins, filha de Lúcia. A diretoria do São Paulo decidiu aprofundar as investigações depois de constatar que a corretora tinha sede registrada no Morumbis e capital social de R$ 1 mil. "Trabalho com corretagem de seguros há 38 anos. A sede hoje é no Morumbis porque temos um escritório lá, com contrato de aluguel. Não é necessário ter um capital social grande para fazer corretagem de ações", disse Lúcia à reportagem. Continua após a publicidade A New Honest recebeu autorização de Eduardo Toni para captar patrocínios para São Paulo no dia 15 de setembro de 2025, ainda durante a gestão de Julio Casares Dois dias depois de receber a autorização, a corretora teve a entrada de um novo sócio em seu quadro social, chamado José Luis Diniz, que assumiu imediatamente 99% do capital social. A alteração logo depois do acordo foi vista como suspeita pelo São Paulo. Questionada, a New Honest explicou que Diniz é marido de Lúcia, e padrasto de Amanda - a empresa é administrada pela família. A entrada, segundo eles, nada teve a ver com o São Paulo. A corretora aluga um espaço no Morumbis, pagando em torno de R$ 1.500 mensais. O valor, considerado baixo, foi outro ponto de atenção levantado dentro do clube. Fechado em março deste ano, o contrato de patrocínio do São Paulo com a Unimed previa pagamento de R$ 45 milhões por quatro anos, e já chegou para a presidência com previsão de comissionamento de R$ 4,5 milhões para a New Honest. A corretora afirma que trabalhou efetivamente na intermediação, e detalhou à reportagem datas de reuniões, locais e nomes das pessoas com quem mantinha contato na Unimed. A empresa possui uma carta da própria Unimed confirmando a atuação. Também foram detalhados contatos com outras concorrentes, como Porto Seguro e Notre Dame,. Continua após a publicidade Toni também confirma que a empresa teve atuação importante na aproximação entre as partes, estava autorizada a isso e diz que não houve absolutamente nada ilícito no negócio - a remuneração seria destinada apenas à New Honest pelo trabalho feito, sem qualquer tipo de desvio. Para além de suspeitas levantadas, a prática está sendo questionada internamente dentro da diretoria. A avaliação é de que o departamento de marketing do São Paulo é bem remunerado e equipado, e não deveria precisar de intermediários, em especial de pequeno porte e sem especialidade em marketing, para captar patrocínios no mercado com altas comissões. Depois das suspeitas, a aprovação do contrato entre São Paulo e Unimed foi retirada pelo presidente Harry Massis Jr. da pauta de reunião do Conselho de Administração do clube na última sexta-feira. Houve discussão sobre a situação durante a reunião, com o apontamento das suspeitas e pressão em Toni pela atuação. Depois dela, São Paulo acionou a Unimed, e pediu a retirada da intermediária do acordo. O clube se prepara para fechar diretamente com a operadora nos próximos dias, nos mesmos termos pactuados inicialmente. A New Honest diz que tem sua atuação para conseguir o patrocínio amplamente documentada por e-mails, mensagens e reuniões, e irá apresentar as provas se necessário. 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