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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou neste sábado à BBC que conta com um amplo apoio das associações-membro na corrida pela sua reeleição, apesar das inúmeras críticas que recebeu desde o projeto abandonado de abrir a Copa do Mundo a investidores privados. Esta declaração surge um dia após a mudança de posição da Confederação Asiática de Futebol (AFC), cujo apoio pode dar um novo impulso ao dirigente ítalo-suíço de 56 anos, que visa um quarto mandato. O futuro de Infantino parecia muito incerto há dois meses, devido ao seu projeto de criar uma empresa encarregada de gerir as atividades comerciais da Fifa e de vender participações minoritárias a investidores privados. Uefa, AFC e a Confederação da América do Norte, América Central e Caribe (Concacaf) haviam assinado uma carta na qual afirmavam que o futebol "não pertence a nenhum indivíduo". Mas agora, Infantino, que pediu desculpas na semana passada por este projeto, volta a estar em uma posição de força para ser reeleito em março do ano que vem. "Acredito que o importante é que, em uma organização como a Fifa, possam existir opiniões diferentes, pontos de vista diferentes", declarou o dirigente. "Mas, se levamos a sério a democracia, o processo democrático, se acreditamos que todos têm o mesmo voto e a mesma voz em todo o planeta, que o futebol pertence a todos (...), então também devemos respeitar as opiniões da grande maioria". "Acabo de voltar de Tóquio, onde a Confederação Asiática me deu seu apoio total. Estive em Cabo Verde, onde todos os países africanos me apoiaram. Falo com todas as associações de todo o mundo", afirmou. Por enquanto, ninguém se apresentou publicamente como candidato para enfrentar Infantino, a menos de um mês do prazo limite para a apresentação de candidaturas, que vai até 18 de novembro. Por AFP