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São Silvestre celebra a inclusão de atletas com deficiência por meio do esporte Foi em uma Corrida Internacional de São Silvestre que o psicólogo e corredor Luis Ricardo dos Santos descobriu um vínculo que mudaria sua relação com o esporte. Ao ver, pela primeira vez, uma pessoa correndo com uma pequena corda-guia, ele entendeu o papel fundamental de quem auxilia pessoas com deficiência nas provas de rua. A curiosidade daquele 31 de dezembro abriu caminho para uma nova missão dentro da corrida. A partir daquela experiência, Luis passou a atuar como guia e se juntou à ONG Achilles International Brazil, que incentiva pessoas com deficiência a praticarem atividades físicas. A proposta é simples: tirar a pessoa com deficiência de casa e mostrar que caminhar ou correr pode, e deve, ser para todos. 1 de 2
Os guias Camila e Luis ao lado da atleta Marina Barbosa — Foto: Acervo pessoal Os guias Camila e Luis ao lado da atleta Marina Barbosa — Foto: Acervo pessoal - Praticar esporte já é especial, mas viabilizar que outra pessoa faça isso é fantástico - resumiu o guia. O projeto também mudou a vida da atleta Marina Barbosa, que perdeu a visão há cinco anos e encontrou na corrida uma forma de recomeço. Sem histórico no esporte antes da deficiência, ela participou da primeira prova incentivada por outras pessoas e não parou mais. + De aliança perdida a multa por "sarrada": veja histórias inusitadas do esporte olímpico em 2025 + Caio Bonfim tenta assimilar status de ídolo após títulos e prêmio: "Não consigo processar" Neste ano, Marina corre a São Silvestre pela segunda vez, novamente ao lado de Luis. Eles ficam ligados pela corda-guia, que garante orientação, segurança e confiança durante o percurso. A edição deste ano da São Silvestre contará com cerca de 300 pessoas com deficiência inscritas. Marina e Luis fazem parte de um grupo que simboliza o espírito de união da prova, que chega à sua 100ª edição com recorde de participantes: 55 mil corredores pelas ruas de São Paulo . 2 de 2
Corda-guia para corredores com deficiência — Foto: Reprodução Corda-guia para corredores com deficiência — Foto: Reprodução - Você sente os sons, a vibração, o incentivo. Os 15 quilômetros passam rápido - disse Marina, que define a São Silvestre como uma celebração para fechar o ano. Há um século, a São Silvestre é cenário de histórias que se cruzam, unem pessoas e mostram que correr vai muito além do tempo no cronômetro. Para muitos, é assim que o ano termina: juntos, celebrando e sorrindo na principal corrida de rua do país.