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Só para assinantes Assine UOL Opinião Crises no São Paulo e Corinthians: a miséria do modelo associativo Juca Kfouri Colunista do UOL 07/01/2026 12h20 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Imagem: Reprodução/Instagram/pfsaopaulo Em pouco mais de 30 anos, o São Paulo vive sua terceira enorme crise moral a exemplo do que aconteceu com Mesquita Pimenta e Carlos Miguel Aidar, ambos devidamente alijados do poder no Morumbi e, não por acaso, ainda hoje membros do Conselho Consultivo do clube que resolveu pela permanência de Julio Casares na presidência. Se amanhã a situação for insustentável, como tudo indica diante do já se sabido sobre os malfeitos em sua gestão, depois de amanhã ele estará de volta, como os dois defenestrados anos atrás. Assim caminha a política interna dos clubes associativos brasileiros. Carla Araújo Planalto já vê Flávio como melhor concorrente Nelson de Sá China não depende do petróleo da Venezuela Julio Wiziack Itaipu destinará R$ 1,5 bilhão para manter tarifa Mauro Cezar Crise política do São Paulo impacta definição no futebol Não é, como se sabe, privilégio do tricolor paulista. Não há nem sequer um grande clube brasileiro que tenha trajetória sem escândalos de corrupção. Nenhum! Olhe para o Corinthians de hoje, para o Santos de ontem, o Palmeiras de anteontem, assim como para os dois grandes gaúchos, mineiros, os quatro cariocas e pelo país afora. No mais das vezes o modelo amador de gestão abre as portas para métodos nada republicanos de remuneração da cartolagem que mantém, à custa da política interna, conselheiros vitalícios e temporários envolvidos pela mesquinhez da luta pelo poder. As SAFs não são, necessariamente, vacinas contra a corrupção, mas, ao menos, o dinheiro que arde é o de quem investe e não o de quem não corre riscos, a não ser o de ser pego com as mãos no butim. Verdade que o Flamengo, no modelo associativo, ao determinar responsabilidade patrimonial em seu estatuto para quem incorrer em gestão temerária, encaminhou com sucesso a solução para quem pensa em se locupletar com recursos do clube. Continua após a publicidade Mas é apenas a exceção que confirma a regra. Talvez as SAFs não sejam a saída ideal e a do Botafogo faz água por todos os lados. Já para o anacrônico modelo associativo não tem talvez: está em vias de extinção. Por quanto tempo mais permanecerá em estado de coma no Brasil, agonizante, não se sabe. No Corinthians, por exemplo, urge que a Justiça decida por intervenção judicial que possibilite o tratamento de choque tipo SAFiel, com a torcida assumindo papel relevante nas decisões da direção. O São Paulo exige encaminhamento semelhante. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Petro tem o dever de voltar a pegar em armas se agredido, diz ex-ministro Planalto já considera Flávio o melhor candidato para Lula enfrentar China responde EUA sobre pressão por petróleo venezuelano: 'Intimidação' Fagner se despede do Corinthians e diz: 'Pessoas quiseram e fizeram isso' Nestlé Brasil faz recall de produtos infantis; veja quais são e como agir