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Tifanny Abreu vem se manifestando pelas redes sociais sobre seu futuro no vôlei e reafirmou o desejo de seguir nas quadras, mesmo diante da nova política de elegibilidade para competições femininas da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Em publicação feita nesta terça-feira (3), a ponteira do Osasco voltou a desabafar sobre o afastamento forçado, dessa vez compartilhando uma reflexão da companheira de profissão, Gabi Guimarães.
— "Quem vai estar na guerra ao seu lado? E isso importa? Mais do que a própria guerra." Hoje, ao reler essa reflexão compartilhada pela Gabi, percebo o quanto essas palavras fazem sentido diante do momento que estou vivendo. Existem batalhas que não escolhemos enfrentar. E, no meio delas, se revela quem permanece, quem estende a mão, quem tem coragem de se posicionar e quem escolhe caminhar ao nosso lado, mesmo quando seria mais fácil se afastar — escreveu a jogadora, citando parte do texto da capitã da Seleção Brasileira em apoio à causa.
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O trecho destacado por Tifanny faz parte do posicionamento oficial de Gabi sobre as novas diretrizes da CBV anunciadas em agosto, que restringem a participação no naipe feminino a atletas do sexo biológico feminino. A medida, que já havia sido adotada pelo Comitê Olímpico Internacional e pelas entidades máximas do vôlei mundial e continental, resultou no veto da atleta do Osasco, única mulher trans em atividade na elite da modalidade.
— Resistir também é viver. É permanecer. É acreditar que ainda existem caminhos possíveis, mesmo quando tentam fechar todas as portas. E se hoje sigo resistindo, é porque ainda tenho muito a viver, a trabalhar e a realizar — continuou.
Em outubro, Tifanny conseguiu uma liminar na Justiça comum que autorizava sua participação na Supercopa e na Superliga feminina. Na Supercopa, ajudou o Osasco a ser campeão contra o Praia Clube, marcando 15 pontos e recebendo o Troféu VivaVôlei, de melhor jogadora da partida. Ela ainda chegou a atuar na vitória contra o Brasília, pela primeira rodada da Superliga, antes da suspensão da liminar pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e, na sequência, do veto ao mandado de garantida apresentado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
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Por meio das redes sociais, Tifanny passou a compartilhar mensagens de resistência e agradecimento pelo apoio recebido. Em outra publicação, ela afirmou que continuará existindo e acreditando, mesmo diante das adversidades, e ressaltou que sua essência e luta por dignidade não podem ser apagados.
Tifanny também incentivou os fãs a mobilizarem a atuação de lideranças políticas no caso, como o presidente Lula (PT) e a deputada federal Erika Hilton (PSOL). A defesa da atleta pretende recorrer à Justiça comum para tentar reverter a decisão.
Aos 41 anos, Tiffany acumula passagens pelo vôlei italiano e pelo Sesi Bauru antes de chegar ao Osasco. No clube paulista desde 2021, ela conquistou títulos importantes, como a Superliga feminina 2024/25 e quatro Campeonatos Paulistas, além de um terceiro lugar no Mundial de Clubes. A jogadora já confirmou que se aposentará ao fim da temporada, a 10ª em atividade no Brasil.