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Análise dos Times

Motivo: Citado apenas em lance polêmico (mão de Barboza); autor discute interpretação sem tomar partido

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Aparece em lances polêmicos (Barboza e Brenner); relato neutro dos fatos sem julgamento

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado no suposto pênalti sobre Rony; autor pondera que o lance é interpretativo e duvidoso

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado apenas como contexto da partida contra o Santos; tom estritamente neutro

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Goleiro citado em lance polêmico contra Brenner; sem julgamento de valor contra o clube

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Beneficiado por pênalti que o autor considera correto, objetivo e indiscutível; leve tom positivo

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Moledo cometeu infração descrita de forma objetiva; crítica é ao lance, não ao clube

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: Citada em lances de pênalti; autor avalia as decisões arbitrais, não o desempenho do time

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Beneficiado por pênaltis; autor critica a decisão do VAR, mas reconhece o primeiro lance correto

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

internacional santos palmeiras vasco coritiba mirassol brasileirao var eurocopa red bull bragantino chapecoense rony athletico barboza fifa cbf brenner pc oliveira daronco uefa moledo

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Será que o brasileiro está preparado para um VAR menos intervencionista? Julio Gomes Colunista do UOL 05/11/2026 05h30 Deixe seu comentário Daronco marcou pênalti para o São Paulo após revisão do lance no VAR Imagem: Joisel Amaral/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O VAR veio para ficar. Eu não gosto da maneira como a ferramenta apareceu em nossas vidas nos últimos 10 anos, mas, repito, veio para ficar. Então só cabe ao "planeta bola" encontrar a maneira mais próxima do ideal para utilizá-la. A Fifa deu a letra quando implementou o VAR na Copa da Rússia. Ela deveria ser utilizada somente em lances claros, objetivos, indiscutíveis, era para usar o menos possível. Mas árbitros são... humanos. A Fifa deveria ter, ao longo dos anos, criado e reforçado tutoriais. Usado lances do mundo todo para mostrar para o mundo todo em que momento o VAR deveria aparecer ou em que momento era desejável que o jogo seguisse, mesmo havendo um teórico erro em campo. Do que não gosto? Não gosto da maneira como o VAR muda a maneira de lidar com o gol. Antes do VAR, o gol era uma alegria instantânea e única. A bola entrou, juiz não apitou, bandeira não levantou? Esquece, pode gritar que nem louco, ninguém vai te tirar aquilo. Depois do VAR, o grito de gol mudou. É parcelado, tipo crediário. Grita gol. Mas aí espera. Aí grita de novo. Ou não. Mudou. Com isso, podemos concordar, não é mesmo? Mudou. Pra mim, e isso é gosto pessoal, mudou para pior. O VAR se meteu no que é a grande essência deste jogo. Juca Kfouri Passeio do líder Flamengo e virada do aliviado Vasco Narrativas em Disputa Direita leva '2ª surra' em grupos de WhatsApp Sakamoto Derrota atinge Trump onde mais dói, no ego Ronilso Pacheco A revolução silenciosa que afogou os republicanos A partir do momento em que a bomba foi lançada e a Fifa foi lá voltar a se preocupar com seus lucros, e não com o jogo, como sempre, cada país fez de um jeito. E a realidade é que o uso do VAR, quer queira quer não, é um bom laboratório de povos, de culturas. Classificação e jogos Brasileirão 2026 Na Europa, a relação com o jogo e a relação de respeito para com os árbitros é diferente da nossa. Lá, eles seguiram a linha que a Fifa queria. Menos é mais. Claro que houve e há erros, uso errado, não uso errado, não sou o vira-lata que vai falar que tudo é bom lá e tudo é ruim aqui. Em plena Eurocopa, um pênalti foi sonegado para a Alemanha em uma prorrogação contra a Espanha porque o VAR resolveu não se meter. A Uefa depois se desculpou. Mas a campeã foi a Espanha. O fato é que eles adotaram uma postura, uma norma, de intervenção menor e de compreender que árbitros acertam e erram, assim como os jogadores. Aqui no Brasil foi o contrário absoluto. O chefe de arbitragem da vez inventou um termo, o "erro zero". E abriu a porteira do inferno. É nítido, pelas declarações de vários - vários mesmo - profissionais do futebol que eles sequer entenderam até agora a lógica do VAR. "O árbitro podia dar uma olhada no VAR", dizem. Aqui no Brasil, o VAR virou uma ferramento de reinterpretação do jogo, de uma chancezinha para o juiz ir lá ao vídeo decidir o que quer fazer. Chance de se arrepender. Passamos longe, ao longo dos últimos anos, de usar o VAR somente para lances inequívocos, claros, objetivos. Vários de nós, jornalistas, passamos esse tempo todo mostrando isso. E, não por nossa causa, mas por uma troca no comando da arbitragem, o pós-Copa do Mundo aqui em nosso país entra em uma época de menos VAR. Menos intervenção. E o que vemos? A reação. Ela é imediata. Nos últimos dias, tivemos vários lances polêmicos em que o VAR não interveio, o que mostra que há um padrão - ou uma tentativa. Em Palmeiras x Vasco, a mão de Barboza. Em Red Bull Bragantino x Santos, o suposto pênalti sobre Rony. Ontem, em Curitiba, tivemos o lance em que o goleiro do Athletico derrubou Brenner, do Vasco, na área. Continua após a publicidade O que vimos depois destas não intervenções? Reclamações e mais reclamações e mais reclamações. Comentaristas de jogos, apresentadores, ex-jogadores, comentaristas de arbitragem, especialmente o principal deles, PC Oliveira, porque trabalha na principal empresa de comunicação do país, reclamando que o VAR não se meteu em tais lances. Não vou ficar aqui me atendo a cada um dos lances. Mas todos eles são interpretativos e duvidosos. Pode ser que a maioria das pessoas veja pênalti de Barboza, em Rony e em Brenner, mas será que podemos concordar sobre a não-unanimidade destes lances? Um monte de gente acha que não poderia ser marcada a mão de Barboza, que estava de costas, um monte de gente acha que Rony forçou a queda na área, um monte de gente entende que Brenner não alcançaria a bola na área. Há argumentos para todos os lados. A partir do momento em que o VAR é usado para lances de interpretação, você não está mais resolvendo o problema. Você está apenas decidindo em função do vídeo. Se é interpretativo, automaticamente o VAR vai agradar alguns (os que têm certeza que um lance X deveria ser resolvido de uma maneira) e desagradar outros (os que pensam o contrário). Então não vai "criar justiça". Vai só fazer o jogo parar mais vezes, irritar um time ou outro e gerar os mesmos debates. O uso certo do VAR é o que vimos também estes dias. Em Inter x Coritiba. Moledo levanta o pé na área, provavelmente acerta o rosto do jogador do Inter (mesmo que não acertasse em cheio seria pênalti) e o juiz havia tirado o olho do lance na velocidade da bola. Foi pênalti, é objetivo, é indiscutível e o árbitro não viu. Ponto. É somente assim que o VAR deve aparecer. Em outro jogo, em Chapecó, Chapecoense x Mirassol, o VAR interveio nos dois lances de pênalti para o Mirassol. O primeiro, corretamente. Bola cabeceada ao gol, jogador da Chape com braços abertos, em posição não natural, bola desvia no braço, é rápido, árbitro não vê no campo. É objetivo, sem debate, indiscutível, não interpretativo. Já na segunda é justamente o que não deveria acontecer. Árbitro viu a falta no campo e marcou pênalti para o Mirassol, VAR chamou para ele rever o quê? É um lance de interpretação, tem gente que acha que foi bem marcado, eu, por exemplo, acho que foi mal marcado. Mas é um lance de campo, duvidoso, interpretativo e subjetivo. O que vi nos últimos dias me faz pensar se nós, como sociedade, estamos prontos para conviver com um VAR de pouca intervenção. Ou se simplesmente não saberemos viver assim e passaremos mais tempo pedindo VAR do que os que pedimos menos VAR nos últimos anos. Continua após a publicidade Somos chorões, somos pidões, temos ótima memória (seletiva) e, quando se fala em analisar um jogo de futebol, as decisões de arbitragem costumam ganhar um peso muito maior do que as decisões dos técnicos ou dos jogadores no campo. Acho que pouco a pouco o VAR voltará a se meter mais do que tem feito, porque simplesmente é da nossa cultura. Que árbitro de vídeo se faz, ali dentro da cabine, estas simples perguntas? "Será que se eu não chamar nesse lance meu colega vai passar vergonha? Será que até a mãe dele marcaria outra coisa? Esse é um lance que não gera absolutamente nenhuma polêmica, o mundo inteiro vai concordar comigo se eu chamar o árbitro para esta correção?". Não, eles não pensam desta maneira. Pensam de maneira técnica e acreditam que somente a opinião "entendida" deles seja a que vale. Continuo achando que falta Fifa nesse caldo. Ou falta CBF, que seja. Falta uma liderança para em todas as semanas mostrar para o público e ensinar. Isso aqui foi feito da maneira correta, isso aqui foi feito da maneira errada. Isso aqui foi mal marcado no campo, porém acreditamos que haja margem para interpretações e, portanto, isso não tem que ter intervenção do VAR. Tem de haver um padrão, um critério. A coisa tem de ser melhor explicada, semana a semana, para ser criada uma maneira de lidar com a ferramenta. Eu prefiro o VAR assim como está. Menos intervenções, mesmo que (supostos) erros passem. Mas a sociedade brasileira está pronta para conviver com isso? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Dois restaurantes brasileiros estão entre os 50 melhores do mundo Yuri é expulso no Majestoso e chuta bandeira do São Paulo ao sair de campo Compositor de trilha sonora de 'Dragon Ball Z' é eleito procurador-geral do Texas São Paulo e Corinthians empilham gols perdidos e empatam em clássico quente Botafogo usa lei do ex, vence Atlético-MG reserva e respira longe do Z4