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Só para assinantes Assine UOL Opinião O adeus a Hulk: a dor da despedida do ídolo que transformou o Atlético-MG Yara Fantoni Colunista do UOL 01/05/2026 22h59 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Hulk, do Atlético-MG, comemora gol sobre o Remo em partida do Brasileirão Imagem: Pedro Souza / Atlético Ai, Givanildo... A gente se enganou tentando acreditar que estaria preparado, mas não existe preparo para uma despedida assim. Quando atualizei o feed por aqui, o tempo parou por alguns instantes, doeu. E, quando vi o vídeo... eu chorei de soluçar. Chorei como quem se despede de alguém da família. Porque você não foi só um jogador que vestiu a camisa, foi alguém que entrou na nossa vida de um jeito difícil de explicar. Ana Carolina Amaral Ofensiva contra o petróleo ganha novos atores A Hora Juros altos punem mais mulheres, negros e pobres Milly Lacombe Delírio do Dinizismo nasceu para o Corinthians Mauro Cezar Arrascaeta ainda não está fora da Copa do Mundo Vem a imagem do título do Brasileiro que a gente esperou por mais de 50 anos, aquele que parecia impossível, a Copa do Brasil, a Supercopa, os Mineiros... momentos que fizeram a gente acreditar de novo e explodir de alegria. Você nos deu brilho e fez o "eu acredito" fazer ainda mais sentido. Como será a arquibancada sem o Hulk, Hulk? Sem o boneco na mão de cada criança? Você se conectou com as nossas dores. E talvez isso tenha feito tudo ser ainda mais intenso e real. Era como se em todos os problemas, lá no fundo, ficasse a certeza de que você chegaria e resolveria, sendo nosso super-herói da vida real! Confesso que está sendo difícil abrir mão desse mundo da fantasia. Era uma bola parada, e o poder do chute estava ativado! Erramos e acertamos juntos! E você nunca se escondeu da responsabilidade. O pênalti perdido, os momentos difíceis, o peso de ser quem sempre foi. E talvez por isso você tenha ultrapassado qualquer rivalidade. Porque até quem torcia contra, no fundo, te respeitava. Porque reconhecia ali algo raro: verdade, entrega e amor pelo que faz. Fora de campo... é impossível não se emocionar. O carinho com cada fã, a paciência, o olhar sincero. Você no pós-jogo, sempre no aguardo para receber alguém, independentemente da cor da camisa. Continua após a publicidade Só me vem à mente sua família que abraçou o clube, que virou atleticana de alma. E o seu pai... ah, o pai. Que virou símbolo. De orgulho, de simplicidade, de tudo aquilo que o futebol ainda tem de mais bonito. Hulk, Hulk, Hulk... e ele pulando. Hoje dói de um jeito difícil de explicar, porque algumas histórias a gente quer que sejam eternas. O seu legado fica, ecoa, vive na memória, no coração, em cada lembrança. Porque, no fim das contas... você não foi só um ídolo. Você sempre vai ser o nosso super-herói. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Pré-candidato, Zema defende alterar leis que regulamentam trabalho infantil De biquíni, Paula Fernandes manda indireta: 'Palhaço sem pintar a cara' Após atrito entre Trump e premiê, EUA vão tirar 5.000 soldados da Alemanha Famosa pelos ursinhos de goma, Haribo vai fechar fábrica no Brasil Trump diz que EUA vão tomar o controle de Cuba 'quase imediatamente'