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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O contraste da folha salarial dos clubes com a luta pelo fim da 6x1 Alicia Klein Colunista do UOL 14/10/2026 14h04 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Flamengo e Fluminense estamparam em suas camisas a frase "proibir não é proteger" em protesto contra o veto às bets Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo Um levantamento publicado hoje pelo ge traz as impressionantes folhas salariais dos clubes da série A do Brasileirão masculino. Os números mostram algumas coisas. O Flamengo (que pediu a correção dos R$ 50 milhões inicialmente listados para R$ 37,5 milhões) lidera a lista, seguido por Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro (R$ 30 milhões cada), Atlético-MG (R$ 27 milhões), Santos (R$ 25 milhões), Bahia (R$ 22 milhões), Fluminense e Grêmio (R$ 20 milhões cada), e São Paulo (R$ 18 milhões) fechando o top 10. Tudo isso é por mês, claro. Eu poderia falar sobre a disparidade técnica entre clubes que gastam a mesma coisa (Palmeiras e Corinthians, por exemplo) ou o absurdo que é ver entidades com bilhões em dívidas terem as maiores folhas do país (Corinthians, Galo, Santos, São Paulo e companhia). Lembrando sempre que parte grande dessas dívidas é de impostos, dívidas com o Estado — portanto, dinheiro que estes clubes deixam de pagar ao povo brasileiro, dinheiro que deixa de ser investido em saúde e educação. Janaína Figueiredo Debate é perigoso para Lula e Flávio Bolsonaro Josias de Souza Lula não hesitará em expor a meleca de Flávio José Saad Neto Na era da polarização, o que podemos compartilhar? Paula Gama Carro conectado sabe onde você vai e como dirige Mas isso me parece óbvio e quase desnecessário repetir. Classificação e jogos Brasileirão O que me chama a atenção é o contraste deste levantamento com a votação que está prestes a acontecer no Senado, pelo fim da escala 6x1. Alguns dos jogadores em questão ganham milhões todo mês. Neymar recebe R$ 4 milhões só em carteira assinada, fora os direitos de imagem e sua participação nos contratos. Tratam-se de homens muito ricos que, em sua maioria, tem origem pobre. E que, mesmo com todo seu patrimônio e privilégio, raramente se manifestam politicamente a favor de quem mais precisa. No dia em que o Brasil pode aprovar dois dias de descanso para quem atravessa jornadas desumanas por salários que mal botam comida na mesa, não vemos estes milionários se manifestarem. Continuamos sem saber o que pensam. Nem eles, nem os clubes que pagam seus soldos estratosféricos, mesmo sem ter orçamento para isso. Nunca foi tão claro que o trabalhador e a trabalhadora que verdadeiramente sustentam o futebol vivem uma relação de amor de mão única. Dedicam seu tempo, seu parco dinheiro e sua saúde mental a estes clubes, a estes homens, e não recebem de volta um único post em rede social a favor dos seus direitos. Ao contrário das bets. Esse amor é uma via de mão dupla, com os torcedores sendo atropelados dos dois lados. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cor da casca do ovo faz diferença? Veja como escolher e conservar Diddy sofreu lesão na cabeça após brigar com 'lorde das drogas' em prisão nos EUA Nikolas, Pavanato e outros deputados eleitos 'puxaram' 25 colegas para a Câmara; veja quem Papa Leão 14 tem histórico de câncer na família e perdeu os pais por doença Câncer do papa: quais as chances de cura e o que vem depois da cirurgia?