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Esporte Justiça aceita recurso, e Bruno Henrique vira réu por estelionato Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 04/12/2025 16h26 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Bruno Henrique fez um dos gols do Flamengo na vitória por 3 a 2 sobre o Santos, ontem, no Maracanã Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo No dia seguinte à confirmação do título do Brasileirão, o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, teve uma derrota na Justiça. Ele virou réu por estelionato, no processo no qual já estava respondendo por manipulação de partidas. A decisão foi da Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que acolheu por unanimidade um recurso do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). A medida contraria o entendimento em primeira instância em relação a uma questão técnica do processo. Inicialmente, o juiz do caso tinha tirado a denúncia contra Bruno Henrique no item estelionato, mantendo apenas a manipulação — um crime menos grave. Juca Kfouri Os asteriscos da carreira de Abel Ferreira Mariana Barbosa Joesley virou grande articulador do governo Lula Josias de Souza STF fortalece com erros os que o criticam por acertos Amanda Klein Fazenda vê PIB fraco como senha para corte de juros A visão inicial, revertida pelos desembargadores, era de que as casas de apostas não se manifestaram formalmente nos autos e, assim, não haveria uma vítima do estelionato. Sem vítima, não haveria crime. Só que o entendimento foi alterado na sessão de hoje. Os desembargadores decidiram que o fato de haver uma apuração envolvendo as instituições como CBF e Associação Internacional de Integridade em Apostas (Ibiá) é suficiente para seguir com o processo. Foi um relatório da Ibia enviado posteriormente ao MP e à Polícia Federal que deu andamento à investigação sobre o caso de Bruno Henrique. O jogador responde criminalmente por ter passado a informação ao irmão, Wander Nunes Junior, de que levaria cartão amarelo no Flamengo x Santos, pelo Brasileirão 2023. Wander, depois disso, apostou na ocorrência desse cartão e passou a dica para outras pessoas, segundo a denúncia do MP. Wander, a cunhada de Bruno Henrique, Ludymilla Araújo Lima, e outras seis pessoas também viraram réus por estelionato. Continua após a publicidade Na mesma sessão, os desembargadores negaram o pedido de pagamento de fiança no valor de R$ 2 milhões, que também havia sido feito pelo MP. Para eles, Bruno Henrique não apresenta risco de fuga. No STJD, multa Desportivamente, Bruno Henrique foi apenas multado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e pôde continuar jogando como capitão do Flamengo na reta final do Brasileirão e na Libertadores. Mas o trâmite na Justiça Comum vai seguir adiante. Para a defesa do jogador, o afastamento inicial do estelionato tinha sido uma vitória. Agora, o caso volta a ter um grau de complexidade maior, somando estelionato à manipulação. A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância. Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia. O recurso deve ser feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), após o acórdão da decisão dos desembargadores ficar pronto. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Acusada de esconder provas, mãe de motorista de Porsche é absolvida em SP Jurista: Decisão de Gilmar tem efeito político, mas é sólida juridicamente Planalto sabia, mas não coordenou ação de Joesley na Venezuela Gilmar minimiza reação por impeachment: 'Sou enfermeiro que já viu sangue' Joesley, um diplomata brasileiro