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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Broxante, decisão de 3º lugar na Copa do Mundo só atrai as seleções menores Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL, em Nova York, EUA 18/07/2026 09h58 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra Imagem: REUTERS/Paul Childs A decisão de terceiro lugar na Copa do Mundo é, sem dúvida, uma das mais broxantes do futebol. Depois de uma campanha inteira cheia de emoção, drama e investimento emocional, as duas seleções que chegaram perto do sonho do título são obrigadas a entrar em campo apenas quatro dias após uma dolorosa eliminação para disputar um jogo que provavelmente poucos desejam jogar. Tanto para a Inglaterra quanto para a França, o jogo desta tarde em Miami tem sabor amargo. Os jogadores chegam fisicamente desgastados, mentalmente abalados e sem motivação real. Só seleções menores sonham com o terceiro lugar. No caso de ambas, o sonho é levantar a taça. O posto em disputa acaba sendo um consolo forçado, quase uma humilhação disfarçada de premiação. A Fifa insiste em manter essa partida alegando tradição e "valorização do espetáculo", mas a realidade é que o jogo costuma ser fraco tecnicamente e sem alma. Os times costumam poupar jogadores importantes, o ritmo é lento e a intensidade é muito menor do que nas fases anteriores. Virou uma espécie de "amistoso obrigatório" com cara de punição para quem quase chegou lá. Mauro Cezar Broxante, 3º lugar só atrai as seleções menores Joildo Santos Pix virou motivo de tarifa porque funcionou bem Paulo Camargo Os jovens perderam a ambição de serem líderes? Julián Fuks Elogio da desistência: o fantástico caso de Messi Para os torcedores, a sensação também é de anticlímax. Depois de vibrar, sofrer e torcer com todas as forças, ele é convidado a assistir a um jogo sem grande significado. Muitos preferem nem ligar a televisão. É o tipo de partida que interessa aos números da Fifa e seus patrocinadores, mas esvazia o romantismo da competição. No fim das contas, a decisão de terceiro lugar cumpre um papel melancólico: lembrar que, na Copa do Mundo, quase chegar lá pode ser tão doloroso quanto nem chegar. E que, para os perdedores das semifinais, restam apenas duas opções: fingir que o "bronze" muito importa ou simplesmente tentar esquecer o quanto doeu ficar tão perto e, ainda assim, voltar para casa de mãos vazias. Siga Mauro Cezar no X Siga Mauro Cezar no Instagram Siga Mauro Cezar no Facebook Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube Continua após a publicidade Siga Mauro Cezar no Threads Siga Mauro Cezar no BlueSky Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Atentado a tiros em conveniência deixa três mortos e dois feridos no Paraná Aluno sofreu reação alérgica após 'banho com óleo' em escola de aviação Tom Brady dá tapa no rosto de Logan Paul durante evento nos EUA; assista Vale a pena? Quanto a Fifa paga pelo terceiro lugar da Copa do Mundo Deschamps evita pergunta e reacende rixa com campeão mundial pela França