🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: A autora menciona o Palmeiras constantemente, mas foca na sua própria emoção ao ver a torcida reagir, sem expressar viés a favor ou contra o time em si. O foco é a paixão pelo esporte.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como um exemplo de torcida que emocionou a autora, mas sem viés positivo ou negativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como um exemplo de torcida que emocionou a autora, mas sem viés positivo ou negativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como um time pelo qual a autora se descontrolou em uma Copa do Mundo, mas sem viés direto na análise atual.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado em um contexto histórico com o Flamengo, sem viés direto na análise atual.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Flamengo Botafogo Palmeiras River Leila Pereira Milly Lacombe

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Parem de me mandar vídeos da torcida palmeirense reagindo ao jogo Milly Lacombe Colunista do UOL 02/11/2025 13h48 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia João Martins, auxiliar do Palmeiras, celebrou vitória bebendo cerveja com torcedores Imagem: Reprodução/Instagram O algoritmo do Instagram tem certeza de que sou Palmeirense. Minha colega Alicia Klein tem convicção de que sou uma alma catequisável. Edson Rossi também, assim como Sergio Cury. Faz quase três dias que passo boa parte do tempo assistindo a vídeos da torcida do Palmeiras. Tem a ginasta patinando lá nos cafundós da Russia com a camisa do time, tem o menino que foi levado pelo pai para a porta do estádio sem saber que ia entrar e chorou quando o pai contou, tem a palmeirense de costas para o campo, trabalhando na manutenção da ordem enquanto chorava e cantava baixinho, tem marmanjo de joelhos aos prantos. Eu vejo tudo o que passa por mim. E choro todas as vezes. Chega, eu imploro. Vejam: não sou palmeirense, embora seja filha de mãe italiana nascida nas vizinhanças de Roma. Passei minha infância inteira com Sergio Endrigo, Laura Pausini e Peppino di Capri. Assisti incontáveis vezes ao festival de Sanremo. Meu sobrenome materno é Paolini. Morei em Firenze quando jovem. Entendo italiano e falo em caso de vida ou morte. Tenho tios e tias, primos e primas, por lá. Quando visito minha mãe, fico com ela na frente da TV vendo o programa do jogo das caixas na RAI. Poderia perfeitamente ter sido palmeirense, mas não sou. O que sou, orgulhosamente, é uma amante desse jogo. Chorei - confesso - com os vídeos dos flamenguistas reagindo à vitória em Lima contra o River. Chorei com botafoguenses em 2024. Seguirei reagindo assim sempre que o futebol me entregar o imponderável, o inesperado, o impossível, a poesia, a transcendência, o coletivo. Como Eduardo Galeano, ando menos fanática por meus times e mais aberta a emoção dos rivais. Gosto de achar que amadureci, ainda que, na Copa do Mundo, tenha perdido a cabeça pelo Fluminense. Tem prós e contras esse afastamento da paixão. É ruim deixar de ir do céu ao inferno e viver nessa balança ininterrupta. Ruim perder parte do vínculo. Mas, ao mesmo tempo, o que o futebol entrega quando nos abrimos ao amor e deixamos o ódio ir embora é um tipo de emoção inédita. Casagrande Palmeiras mostra força coletiva e retoma liderança Mauro Cezar Bahia brigaria pelo título se fosse eficiente fora de casa Thais Bilenky Evangélicos viralizam com posição sobre ação no Rio Josias de Souza Estado serial killer não atenua insegurança pública Quando choro vendo palmeirenses reagindo à virada não choro pelo Palmeiras. Choro pela beleza desse jogo. Um dia todos nós já sentimos isso. E voltaremos a sentir por e com nossos times. Seria indecente deixar de reconhecer a beleza do que está acontecendo com o time de Leila Pereira. Indecente deixar de reconhecer o sublime na noite de 30 de outubro. Indecente deixar de se curvar à grandeza dessa camisa, dessas conquistas. Todo torcedor e toda torcedora sabem o que o futebol pode oferecer. Ser mulher e amar esse jogo é ter a certeza de que amamos um esporte que nos detesta e que, ainda assim, de tempos em tempos nos diz que pode se transformar, que vai se transformar, que sabe o caminho pelas rotas das coisas improváveis, dos milagres, do divino. Faz três dias que choro por um time que não é o meu. Chega. Tem um limite esse troço. Ja já meus times entram em campo e preciso me recompor. Ao futebol, meus agradecimentos por tantos sentimentos e por me fazer capaz de me emocionar com torcidas que não são as minhas. Inscreva-se no canal de Milly Lacombe e Alicia Klein no Youtube Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Palmeiras vence Juventude, mantém liderança e descansa oito titulares Huck desabafa sobre megaoperação no Rio: '120 mães enterraram seus filhos' Palmeiras retoma a liderança do Brasileirão mostrando sua força coletiva Jovem é morta com tiro na cabeça em frente ao pai durante assalto em SP Felipe Anderson faz golaço, Palmeiras bate Juventude e lidera o Brasileiro