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Aryna Sabalenka vence na categoria melhor atleta mulher do ano A discussão sobre a divisão de receitas no tênis ganhou força às vésperas de Roland Garros. A bielorrussa Aryna Sabalenka afirmou que jogadores podem recorrer a um boicote no torneio de Grand Slam caso não haja avanços nas negociações por uma premiação mais justa. A número 1 do mundo está entre os nomes que divulgaram um comunicado no início da semana reclamando da premiação de Roland Garros. + Estrelas do tênis divulgam nota conjunta reclamando da premiação de Roland Garros + João Fonseca conhece chave de Roma e pode encarar n°5 do ranking na terceira rodada + Tenista americano tem ataque de fúria e quebra raquete na cadeira do juiz; veja vídeo + Sinner conquista Madrid Open e é o primeiro tenista a vencer cinco Masters 1000 seguidos Em declarações recentes, Sabalenka disse estar disposta a adotar medidas mais duras e classificou um eventual boicote como uma possibilidade real. Segundo a tenista, essa poderia ser “a única maneira” de os atletas conseguirem maior participação nas receitas geradas pelos principais torneios do circuito. – Vamos ver até onde podemos chegar. Se o apoio dos jogadores for necessário para o boicote, acho que podemos facilmente nos unir e apoiá-lo hoje, porque algumas coisas me parecem muito injustas. 1 de 1
Aryna Sabalenka celebra vitória em Indian Wells — Foto: Jayne Kamin-Oncea-Imagn Images Aryna Sabalenka celebra vitória em Indian Wells — Foto: Jayne Kamin-Oncea-Imagn Images O posicionamento surge mesmo após o Grand Slam de Paris anunciar um aumento de 9,53% na premiação. A competição vai distribuir 61.723.000 milhões de euros, pouco mais de R$ 363 milhões. Ainda assim, deixa Roland Garros atrás de seus rivais do Grand Slam. O US Open 2025 teve uma premiação de 90 milhões dólares (R$ 520 milhões), enquanto Wimbledon pagou 53,5 milhões de libras (cerca de R$ 360 milhões), e o Australian Open deste ano bateu o recorde em premiação com 111,5 milhões de dólares australianos (R$ 396 milhões) – Quando você vê os números e o que cada jogador recebe, percebe que o torneio depende de nós. Sem os jogadores, não haveria competição nem entretenimento, então é justo que tenhamos uma parcela maior da receita - enfatizou Sabalenka. Uma reunião entre os jogadores e os organizadores do Grand Slam é esperada durante Roland Garros para tentar chegar a um acordo. – Espero que, após todas as negociações, cheguemos à decisão certa, a uma conclusão que agrade a todos - enfatizou a tenista