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Esporte Corinthians: juíza reduz acusação contra Andrés, e promotor rebate Fábio Lázaro Colaboração para o UOL 11/12/2025 20h43 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Andrés Sánchez, ex-presidente do Corinthians Imagem: Daniel Vorley/AGIF A juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro, da Vara Especializada em Crimes Tributários e Lavagem de Dinheiro, derrubou as acusações mais graves contra Andrés Sánchez (ex-presidente do Corinthians) e Roberto Gavioli (ex-gerente financeiro do Timão). O Ministério Público havia acusado ambos de lavagem de dinheiro e crime tributário, mas a magistrada decidiu manter apenas a suspeita de uso irregular do cartão corporativo do clube. Horas depois, porém, o promotor Cássio Roberto Conserino reagiu. Ele pediu que a decisão seja anulada e afirmou que a juíza deveria ter analisado antes um pedido de afastamento dela no caso, que foi protocolado pelo próprio MP na madrugada do mesmo dia. Wálter Maierovitch Moraes tem razão; Câmara provocou no caso Zambelli Daniela Lima STF deve endossar decisão de Moraes sobre Zambelli Juca Kfouri A ideia de jerico da Fifa no Mundial Letícia Casado Decisão de Moraes sobre Zambelli já era esperada A decisão foi publicada inicialmente pelo 'ge' e confirmada pelo UOL que, por sua vez, obteve com exclusividade a resposta de Conserino nos autos. Juíza derruba acusações mais pesadas A decisão da juíza afastou completamente a tese de lavagem de dinheiro apresentada pelo MP . Para ela, os gastos pessoais atribuídos a Andrés não mostram tentativa de esconder dinheiro nem de dar aparência legal a valores ilícitos. Esses gastos seriam apenas o "resultado final" do uso irregular do cartão do Corinthians , e não um crime de lavagem, segundo a magistrada. Ela também rejeitou o crime tributário ao afirmar que ainda não existe uma cobrança formal do imposto supostamente devido — algo necessário para esse tipo de acusação. Com isso, a juíza disse que o caso deve sair da vara especializada, que julga crimes como lavagem e organização criminosa, e ser enviado a uma vara criminal comum para seguir apenas com a suspeita de apropriação indébita. Continua após a publicidade Ainda assim, Marcia Mayumi determinou o bloqueio de bens de Andrés e Gavioli em até R$ 480 mil e proibiu que ambos deixem o país sem autorização . Também foi imposto que eles não tenham contato com dirigentes do Corinthians. Promotor rebate e pede que decisão seja anulada Na reação encaminhada ao processo, o promotor Cássio Conserino afirmou que a decisão da juíza "não poderia ter sido tomada", pois primeiramente deveria ter sido analisado o pedido para que a magistrada fosse afastada do caso. A solicitação do MP foi feita às 0h35 desta quinta-feira, enquanto a decisão foi publicada às 16h56 do mesmo dia. Segundo Conserino, o pedido sequer havia sido juntado ao processo quando a decisão foi tomada. Para ele, isso viola o procedimento correto, pois, se a suspeição for reconhecida, todos os atos da juiza no processo seriam invalidados. A manifestação também levanta pontos que, segundo o MP, justificam o afastamento da magistrada, como: A relação profissional entra a juíza e o advogado de Andrés na FAAP, onde ele é coodenadora e teria participado da contratação de Marcia Mayumi; Continua após a publicidade A atuação da magistrada no Juizado do Torcedor, o que, para o MP, a colocaria em um ambiente próximo a dirigentes e advogados ligados ao futebol; A demora de quase dois meses para analisar a denúncia, constratando com decisões mais rápidas em outros casos, como as denúncias contra o ex-presidente corintiano Augusto Melo; A inclusão, pela própria juíza, de uma certidão criminal apenas de Andrés no processo um dia antes da decisão. O MP afirma que esse conjunto de fatores cria "dúvida sobre a imparcialidade" da magistrada — e que o caso deveria ser suspenso até que outro juiz analise o pedido de suspeição. Se o pedido for aceito, caso pode voltar ao início O Ministério Público fez as seguintes solicitações: Continua após a publicidade Suspensão do processo; Afastamento da juíza; Redistribuição do caso; Reavaliação de todos os pedidos cautelares feitos na denúncia. Se o Tribunal de Justiça aceitar o pedido, a decisão que derrubou as acusações de lavagem e crime tributário pode ser anulada. Isso significaria que as acusações rejeitadas podem voltar a ser discutidas. O órgão, por sua vez, deve decidir primeiro se analisa o pedido de suspeição da juíza. Esse julgamento vai definir se o caso segue apenas com a acusação de apropriação indevida ou se volta à estaca zero — com reanálise das acusações que haviam sido rejeitadas. 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