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Esporte Diretoria do São Paulo fez reunião de emergência após escândalo de camarote Gabriel Sá Colaboração para o UOL 15/12/2025 12h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Júlio Casares presidente do São Paulo antes da partida contra o Flamengo, no Maracanã Imagem: Thiago Ribeiro / AGIF A diretoria do São Paulo realizou uma reunião de emergência no CT da Barra Funda, na noite do último domingo (14), após ser notificada da publicação de uma reportagem que revelou um suposto esquema de venda ilegal de ingressos de camarotes do estádio do Morumbis. O encontro foi convocado pelo presidente Julio Casares horas antes da matéria vir a público e teve como objetivo definir estratégias para lidar com a crise institucional. Estiveram presentes na reunião os principais nomes da gestão, como Márcio Carlomagno superintendente geral e denominado de CEO do clube, Zé Eduardo Martins, diretor de comunicação, Eduardo Toni, diretor de marketing, além dos dois diretores citados diretamente: Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos, e Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto das categorias de base. Afastamentos e bastidores da decisão Após a repercussão da reportagem, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram licença de seus cargos conforme alinhado em reunião. Nos bastidores, a avaliação é de que a medida é positiva para reduzir a pressão, externa e interna, e preservar o clube em meio à crise. Amanda Klein Cassações de Eduardo e Ramagem testam Câmara Diogo Cortiz IA já muda a cabeça e o voto das pessoas Josias de Souza Aliados expõem na rua tática de Lula para 2026 Daniela Lima PGR vê corrupção no 1º caso sobre emendas No caso de Douglas Schwartzmann, o afastamento tem peso significativo. Hoje, ele é considerado o dirigente com maior poder no futebol de base do São Paulo, sendo o principal responsável pela contratação de jovens jogadores e pela condução estratégica do setor. Schwartzmann também é apontado como um dos nomes creditados pelo TecFut, departamento comandado por Eduardo Rauen, que já foi transferido para o CT da Barra Funda e passou a ter influência direta no futebol profissional, dentro de um planejamento voltado para 2026. O esquema revelado A reportagem, publicada pelo Globo Esporte, traz a público um áudio de uma ligação telefônica que aponta para um esquema de comercialização clandestina de camarotes no Morumbis, durante shows realizados no estádio, com participação de figuras da diretoria. No áudio, Douglas Schwartzmann e Mara Casares aparecem em conversas sobre o uso e venda de espaços que seriam destinados a terceiros, com a frase "todo mundo ganhou" citada como indicativo de ganhos indevidos. A gravação também menciona que o superintendente Márcio Carlomagno teria cedido o camarote para exploração, e que os dirigentes tentaram pressionar uma intermediária a retirar uma ação na Justiça relacionada ao caso. Posicionamento de Mara Casares Em mensagem enviada a pessoas próximas, Mara Casares afirmou ter sido surpreendida pela matéria, classificando o conteúdo como fruto de conversas distorcidas, retiradas de contexto e divulgadas de forma mal-intencionada, com viés de inviabilização política. Segundo ela, o áudio vazado refere-se a uma conversa isolada, em um momento de debate mais acalorado, que não pode ser tratado como verdade absoluta nem receber interpretações descontextualizadas. Continua após a publicidade Mara afirma que sua manifestação teve como único objetivo defender o São Paulo, que estaria sendo injustamente envolvido em um processo do qual não fazia parte, já que se tratava, segundo ela, de uma relação estritamente comercial entre terceiros, sem envolvimento direto do clube. Em tom pessoal, ela destaca agir com a consciência tranquila, dizendo jamais ter feito algo que pudesse prejudicar seus filhos ou manchar sua história construída com base no trabalho sério. Por fim, oficializou o pedido de licença de suas funções, afirmando que "a decisão visa garantir serenidade para esclarecer todos os pontos com responsabilidade e transparência". Clima interno Internamente, o episódio é tratado como uma das crises institucionais mais delicadas da atual gestão, com potencial impacto político relevante. A diretoria trabalha para conter danos à imagem do clube enquanto avalia os próximos passos, que podem incluir apurações internas mais profundas e eventuais desdobramentos no Conselho Deliberativo. Nas últimas horas, os principais grupos políticos do São Paulo convocaram reuniões debaterem o caso revelado e devem adotar um posicionamento ainda nesta segunda-feira (15). Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Pivô de escândalo, diretor já foi réu por lavagem de dinheiro no São Paulo Daniela Beyruti divulga carta aberta em defesa do SBT News Dino acompanha Gilmar e vota por inconstitucionalidade de marco temporal O que é hérnia inguinal, quadro de Bolsonaro, segundo seu advogado Filho de Rob Reiner é preso após assassinato dos pais