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Futebol Instabilidade nos EUA e no México deixam Fifa em alerta para início da Copa Thiago Rabelo Colaboração para o UOL 01/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Donald Trump mostra o cartão vermelho que recebeu de Gianni Infantino, presidente da Fifa, em evento na Casa Branca Imagem: REUTERS/Leah Millis Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A dois meses do início da Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México, a Fifa tem ligado o sinal de alerta sobre a realização do torneio que tem largada em 11 de junho. A guerra dos Estados Unidos com o Irã, os conflitos contra o narcotráfico no México e o cenário internacional cheio de incertezas afastam turistas interessados em visitar os países para acompanhar os 104 jogos que definirão o novo campeão mundial. Um sinal da baixa procura de ingressos são os comunicados feitos pela Fifa. Em novembro, a entidade declarou que quase dois milhões de ingressos foram vendidos e que havia recebido mais de 500 milhões de pedidos pelos bilhetes. Porém, há uma semana, em novo pronunciamento, o número das vendas era de um milhão. Juca Kfouri Inter dá mole e quase leva virada do São Paulo Daniela Lima Decisões de Fachin geram clima horroroso no STF Wálter Maierovitch Moraes faz escapismo para se defender Josias de Souza Moraes agiu como Ícaro ao voar em jatos de Vorcaro Com o novo formato da Copa do Mundo, desta vez com 48 países (aumento de 16 equipes) e o acréscimo de uma nova fase antes das oitavas de final, 104 partidas (78 delas nos Estados Unidos) serão disputadas para um público total nos estádios de 6,5 milhões. Por conta dos acordos com patrocinadores, apoiadores e confederações, a Fifa trabalha com o número de 6 milhões de ingressos à venda. São vários os pontos que levam ao desinteresse pelos jogos. Um deles é a insegurança e as incertezas sobre os próximos passos dos Estados Unidos em relação ao contexto geopolítico mundial. As severas ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) é um dos motivos mais apontados pela baixa procura por ingressos. Desde o início do ano, o órgão estatal tem ampliado o poder de atuação, com maior fiscalização e violência em relação a imigrantes no país. O cenário mais preocupante está em torno do Irã, que está em conflito com os Estados Unidos desde o fim de fevereiro e tem sofrido com ataques que já mataram mais de 1,2 mil pessoas, segundo órgãos oficiais iranianos. Houve até uma ameaça de boicote ao Mundial e de outros grupos políticos, mas os movimentos não ganharam força. Continua após a publicidade A Fifa tem observado os ataques entre Irã e Estados Unidos e não tem dado sinais de mudanças. Nesta semana, em entrevista ao canal mexicano N+ Univision, o presidente da entidade, Gianni Infantino, declarou que "não há plano B, C ou D" sobre uma desistência do Irã, que está no grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com chance de enfrentar os Estados Unidos na fase seguinte. "Vivemos em um mundo real. Sabemos que a situação é muito complicada. Mas estamos trabalhando para que o Irã jogue o Mundial nas melhores condições", completou o dirigente. Trump recebe 'prêmio da paz' da Fifa: ICE e guerras deixam entidade em alerta Imagem: SAUL LOEB/AFP Novas leis para atrair turistas Diferente da Copa do Mundo de 2014, quando a Fifa conseguiu instaurar a lei geral da Copa no Brasil, com a adequação de normas locais ao protocolo de exigências do Mundial, os Estados Unidos não fizeram mudanças na legislação para receber o evento. Foram poucas as adaptações nos EUA para receber mais turistas. Uma delas, anunciada no início do ano, foi a criação do Fifa Pass, um sistema de agendamento prioritário para os turistas interessados em visitar o país durante a Copa desde que tenham ingressos para algum jogo. Continua após a publicidade Com o novo sistema, a expectativa é que os vistos possam ser obtidos com um mês, reduzindo o período de espera pela metade. Um deputado de Nova Jersey também apresentou um projeto de lei para que o ICE não atue em um raio de até 1, 6 quilômetro de eventos organizados pela Fifa, como jogos ou áreas para torcedores conhecidas como Fan Fest. Apesar dos empecilhos e das incertezas políticas nos Estados Unidos, as agências de viagem no Brasil relataram uma boa procura por pacotes para o torneio, mas alertam sobre o aumento dos preços, principalmente em relação a hospedagem e deslocamento. "A principal dificuldade está na logística. Em eventos dessa magnitude, é comum o torcedor enfrentar desafios com ingressos, hospedagem e deslocamento", afirma Joaquim Lo Prete, executivo brasileiro da Absolut Sport, uma agência especializada em logística esportiva. "Existem dúvidas pontuais, principalmente em relação aos vistos, mas até o momento não percebemos impacto relevante na demanda. Temos visto um aumento consistente nos últimos meses. O mais importante nesse momento é se planejar com antecedência, garantir que a documentação esteja em dia e buscar fontes confiáveis para ingressos, hospedagem e transporte", explicou Lo Prete. A embaixada dos Estados Unidos pede para que os torcedores interessados se atentem aos documentos exigidos para que não haja problemas nos pedidos. Continua após a publicidade "No momento da entrevista, o solicitante deverá comprovar que possui os requisitos para a obtenção do visto, que cumprirá as leis americanas e que deixará o país ao término do evento. A segurança nacional e a proteção das nossas fronteiras permanecem como prioridade máxima", declarou a embaixada norte-americana. Policiais isolam área após operação militar que acabou com a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho" Imagem: Gilberto Gallo/Reuters Segurança no México O México vai receber 13 das 104 partidas da Copa do Mundo. O país chegou a ser o ponto de maior preocupação da Fifa em fevereiro, quando o narcotraficante Nemesio "El Mencho" Oseguera Cervantes foi assassinado em uma ação das forças federais mexicanas. Havia um temor que o fato desencadeasse uma escalada na violência, mas até o momento não houve reação dos narcotraficantes. Para mostrar confiança sobre a segurança local, Gianni Infantino visitou as cidades de Monterrey e Guadalajara (onde El Mencho foi morto) e se encontrou com a presidente Claudia Sheinbaum. "O governo federal tem administrado bem a crise sobre a morte de El Mencho. A visita de Infantino a Guadalajara, onde mataram El Mencho, teve enorme publicidade em suas redes sociais e foi um sinal dele para mostrar que o problema foi contornado", disse Ruben Rojas Johnson, repórter do canal Bereavision. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora BBB 26: Samira revela a Ana Paula que mentiu sobre Anjo: 'Dia da mentira' Cruzeiro faz 3 gols em 6 minutos e bate o Vitória na estreia de Artur Jorge Fluminense atropela o Corinthians em noite com briga e gesto obsceno Trump ameaça levar Irã à Idade da Pedra e atacar usinas de eletricidade 'Me arrependo por reagir mal', diz ré por racismo ao voltar à Argentina