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Jornal Nacional explica como Fórmula 1 inova com carros sem combustíveis fósseis Depois de apresentar os pilotos do grid , a série do Jornal Nacional sobre a Fórmula 1 mergulha nas mudanças dos carros para a temporada 2026. Exibido nesta quarta-feira (4), o segundo episódio do especial mostra como os modelos da categoria estão diferentes: com visual renovado, menores e mais leves, têm som diferente, recursos inéditos no volante e um conjunto híbrido com combustível sustentável, com novas formas de administrar energia. F1 2026: confira o guia completo da temporada Encontro de gerações e personalidades: JN apresenta pilotos do grid da F1 2026 Na quinta-feira, a partir das 22h, você acompanha ao vivo o primeiro e o segundo treino livre do GP da Austrália no sportv 3 . A transmissão das sessões de sexta-feira começa às 22h30 também no sportv 3. A primeira corrida da temporada 2026 da Fórmula 1 no circuito de Melbourne será transmitida ao vivo pela TV Globo , pelo sportv 3 e pelo ge a partir da 0h15 na madrugada de sábado para domingo. 1 de 3
Carros da Fórmula 1 estão diferentes para a temporada 2026 — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters Carros da Fórmula 1 estão diferentes para a temporada 2026 — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters O som é uma das primeiras diferenças perceptíveis nas máquinas. Após mais de uma década desde a introdução dos motores híbridos, em 2014, o ronco ficou mais encorpado nesta temporada. Para alguns, é apenas barulho; para outros, música. Embora sigam híbridos e menos poluentes, os carros de 2026 quebram a sequência recente de modelos mais silenciosos. A transformação segue além da acústica. Pela primeira vez, metade da potência de um Fórmula 1 será elétrica – o equivalente a quase 500 cavalos. Os carros agora produzem e armazenam mais energia, que pode ser utilizada estrategicamente durante a corrida, tanto para atacar quanto para se defender. Isso acontece através de uma novidade no volante: o botão "boost mode" . – Isso é algo muito complexo, tem muita engenharia por trás disso, muitas pessoas trabalhando para arrumar a melhor solução para o motor ser o mais eficiente possível durante uma corrida – comenta o brasileiro Gabriel Bortoleto, piloto da Audi. 2 de 3
Sidepods da Audi no dia 1 de testes da F1 2026, no Circuito de Sakhir, no Bahrein — Foto: Alastair Staley/LAT Images Sidepods da Audi no dia 1 de testes da F1 2026, no Circuito de Sakhir, no Bahrein — Foto: Alastair Staley/LAT Images A outra metade da potência dos novos carros vem de um motor a combustão V6. A principal mudança está no combustível: em vez de gasolina, a categoria passa a utilizar novo biocombustível , 100% sustentável. A produção ainda é cara e um litro pode custar até R$ 1.550. Se fosse para encher o tanque de um carro convencional, o gasto poderia chegar a 150 mil reais. Com essa mudança, os carros da F1 vão reduzir até 60% das emissões dos gases de efeito estufa. Lewis Hamilton é o maior defensor dos carros movidos a biocombustível. Para ele, desenvolver uma nova tecnologia que no futuro vai servir as pessoas e fazer o resto do mundo andar na direção da sustentabilidade é muito especial. Asa dianteira da Ferrari no teste de pré-temporada da F1 2026 — Foto: Reprodução/F1 O visual do carro também acompanha essa nova fase. Agora, tanto a asa dianteira quanto traseira passam a ser móveis , aumentando a eficiência nas retas. O botão de Modo Ultrapassagem também promete mais emoção para a corrida. Acionado quando está a um 1s do adversário, ele libera energia para o motor. Ao mesmo tempo, o regulamento determinou uma redução no tamanho dos carros, seguindo uma linha contrária a um passado recente. Nas últimas décadas, a evolução tecnológica, a aerodinâmica e dos padrões de segurança fizeram as máquinas crescerem. A partir dos anos 2000, ficaram mais longas e pesadas. A Mercedes campeã de 2020 tinha cinco metros de comprimento por dois de largura, e a McLaren de Lando Norris , no ano passado, pesava quase 800kg. Em 2026, os carros perderam dez centímetros de largura, 20 centímetros de comprimento e cerca de 30 quilos. A meta é favorecer disputas mais dinâmicas em trechos onde as ultrapassagens haviam se tornado raras. 3 de 3
Charles Leclerc durante teste de largada na pré-temporada da F1, no Bahrein — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters Charles Leclerc durante teste de largada na pré-temporada da F1, no Bahrein — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters Todas as mudanças são resultado do novo regulamento técnico da Fórmula 1 , que entra em vigor nesta temporada e redefine dimensões, aerodinâmica e o conjunto de motor da categoria. Trata-se de uma das maiores reformulações dos últimos anos, pensada para tornar as corridas mais equilibradas e acelerar a transição para tecnologias mais sustentáveis. Menores, mais leves e mais potentes, os carros prometem corridas mais imprevisíveis. Ao mesmo tempo em que ganham agilidade, exigem ainda mais precisão dos pilotos nas curvas. É um novo desafio técnico para a temporada, um show sobre quatro rodas.