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Tiffany recebe apoio da torcida após decisão polêmica dos vereadores de Londrina Liberada pela Justiça para jogar a semifinal da Copa Brasil de Vôlei , a oposta Tifanny , de Osasco, foi recebida com festa no ginásio do Moringão, em Londrina, antes do duelo contra o Sesc-Flamengo . Muitos torcedores gritaram o nome da jogadora na apresentação do time paulista, e a atleta carregou no colo uma criança que segurava um cartaz de apoio à ela (veja no vídeo acima) . + Justiça do Paraná garante participação de Tifanny na Copa Brasil após veto de vereadores 1 de 1
Tiffany recebe carinho da torcida no Moringão antes de Sesc-Flamengo x Osasco — Foto: sportv/Reprodução Tiffany recebe carinho da torcida no Moringão antes de Sesc-Flamengo x Osasco — Foto: sportv/Reprodução A jogadora começou no banco de reservas e entrou em quadra no fim do primeiro set, muito aplaudida por todo o ginásio. Um requerimento da Câmara de Vereadores de Londrina havia vetado a participação da jogadora trans na partida , com base em uma lei municipal promulgada em 2024. Nesta sexta-feira, no entanto, uma liminar concedida pela Justiça liberou a participação da jogadora, apontando a inconstitucionalidade da medida. O STF também foi acionado pela CBV. Entenda o caso mais abaixo. Apesar da polêmica, Tifanny foi recebida com carinho pelos torcedores no Moringão. Com a menina no colo, ela posou para fotos dentro da quadra ao lado das companheiras e retribuiu o apoio com gestos e sinal de coração em direção às arquibancadas. Tiffany, do Osasco, entra em quadra e é ovacionada pela torcida em Londrina Ao repórter do sportv Felipe Bacarin, o treinador de Osasco, Luizomar de Moura , afirmou que uma opinião isolada não anula o carinho recebido pelo time na cidade paranaense e que orientou as jogadoras a não colocarem muito peso no imbróglio judicial. Entenda o caso Em abril de 2024, foi promulgada em Londrina a lei municipal 13.770, de autoria da vereadora Jéssica Ramos Moreno, a Jessicão (PP) . A legislação afirma ser "expressamente proibida a participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas, coletivas ou individuais, cuja manutenção das atividades ou realização seja vinculada, direta ou indiretamente, à Prefeitura". Um dos parágrafos da lei inclui, no rol de proibições, não apenas pessoas transgênero, mas também termos como "gay, lésbica, bissexual" e até "cisgênero". Nesta semana, Jessicão protocolou um requerimento em caráter de urgência solicitando o veto à participação de Tifanny . A medida teve 14 votos favoráveis e três contrários. Já na tarde desta sexta-feira, o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia , da Vara da Fazenda Pública de Londrina, no Paraná, concedeu uma liminar para que a jogadora de Osasco participasse da semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino. A decisão faz parte do processo iniciado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que contestou um requerimento aprovado pela Câmara Municipal para vetar que a jogadora trans competisse na cidade. A entidade também protocolou uma contestação no Supremo Tribunal Federal (STF) , que está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. A magistrada, que já atuou em casos relacionados ao tema, pode divulgar o parecer a qualquer momento.