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Análise dos Times

Motivo: O Internacional é criticado por não se manifestar sobre o caso de declaração homofóbica de seu técnico, demonstrando falta de preparo para lidar com diversidade.

Viés da Menção (Score: -0.5)

Motivo: O texto aponta que o universo do futebol brasileiro, em geral, é um ambiente que promove e valida discursos homofóbicos, evidenciando um problema sistêmico.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Internacional STJD Abel Braga Canarinhos LGBT Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ Onã Rudá Mauricio Rodrigues

Conteúdo Original

Esporte Futebol Grupos LGBT vão ao STJD contra Abel: 'Só pediu desculpa pela repercussão' Livia Camillo Do UOL, em São Paulo 02/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Abel Braga em coletiva de apresentação no Internacional Imagem: Reprodução/YouTube O coletivo "Canarinhos LGBT" acionará o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o técnico Abel Braga e o Internacional. A medida é uma reação à declaração homofóbica do treinador, que associou a cor rosa à homossexualidade durante sua apresentação no clube, afirmando que o elenco parecia um "time de veado". Na tarde de ontem, o "Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+" já havia denunciado o treinador à justiça desportiva. Os movimentos buscam um posicionamento para impedir que figuras influentes no futebol sigam propagando discursos discriminatórios sem sofrerem sanções reais. 'Desculpas não resolvem' O técnico fez uma espécie de retratação logo após o episódio. Porém, Onã Rudá, fundador do Canarinhos, afirmou que o pedido de desculpas não foi uma tentativa de resolução do problema, mas uma manobra de gestão de crise após a repercussão. Daniela Lima Michelle mostra que direita não consegue se unir Juca Kfouri Flamengo, um caso de responsabilidade fiscal Milly Lacombe Festa do Fla mostra o que Maracanã deixou de ser Josias de Souza Lula antecipa campanha na rede nacional de TV Se não tivesse repercussão, ele não ia pedir desculpa nenhuma. É como se a violência com a nossa comunidade fosse algo que devesse passar batido, ser aliviado. Não pode. Espero mesmo que haja punições, e punições severas. Desculpas não resolvem. Onã Rudá, ao UOL A análise de Rudá foi corroborada por Mauricio Rodrigues, historiador e doutor em antropologia pela Universidade de São Paulo (USP), que estuda o futebol brasileiro. O especialista explicou que o comentário de Abel faz de um ambiente que promove e valida esse tipo de opinião. Rodrigues destacou que a própria justificativa usada no pedido de desculpas — de que "gênero não é cor, é caráter" — acaba sendo tão problemática quanto a ofensa original, pois sugere que a existência LGBT estaria ligada a um comportamento inadequado. Ele reafirma o pensamento homofóbico, que não é especificamente do Abel Braga, é do universo do futebol em geral. O problema não é na cor em si, mas é a conduta. Maurício Rodrigues Diversidade ainda é tabu O episódio também expôs a falta de preparo dos clubes para lidar com a diversidade. O Internacional, apesar de ter em sua história movimentos de torcedores como a "Orgulho Colorado", não se manifestou sobre o caso até o momento. Continua após a publicidade Para os especialistas, a insistência em tratar a homofobia como "folclore" ou "brincadeira" gera um ambiente de medo que silencia profissionais dentro do esporte. Você tem mais de 2 mil atletas e nenhum se assume abertamente LGBT porque tem medo de ter a carreira destruída. Onã Rudá A expectativa do coletivo é que o STJD julgue o caso com rigor, evitando que a falta de punições severas e a morosidade do sistema levem à prescrição ou a punições brandas, "perpetuando o ciclo de violência simbólica no futebol brasileiro", como apontou Onã. Procurado pela reportagem, o Internacional não se manifestou sobre o episódio até essa publicação. Caso haja resposta, esse texto será atualizado. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Matematicamente, 10 times ainda correm risco de rebaixamento no Brasileirão Michelle queima aliança do PL com Ciro e faz PT do Ceará comemorar Weverton entra na mira do Grêmio, mas Palmeiras não quer negociar goleiro Senado vota hoje projeto que eleva impostos de fintechs e bets Com Jair Bolsonaro preso, Michelle escala crise na direita e na família