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Só para assinantes Assine UOL Opinião Ao demitir Crespo do São Paulo, Massis coloca holofote sobre própria cabeça Pedro Lopes Colunista do UOL 10/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Hernán Crespo, técnico do São Paulo, durante clássico contra o Palmeiras Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Com a surpreendente demissão de Hernán Crespo ontem, o presidente do São Paulo Harry Massis Jr. coloca, de forma irretratável, a sua assinatura na gestão, e os holofotes que vem com isso sobre a sua própria cabeça. A partir de hoje, todas as consequências, boas e ruins, que vierem dessa decisão, estarão na conta da nova gestão. Crespo tem seus defeitos e teimosias - esta coluna mesmo considerou a sua escalação na eliminação contra o Palmeiras no Paulista um erro crasso - mas sofreu com situações completamente anormais no ano passado. Um diretor de futebol e um CEO indicado pela presidência comandando o departamento de futebol simultaneamente; direitos de imagem atrasados; um departamento médico em guerra interna e a maior crise de lesões da história; presidente e dirigentes denunciados por corrupção e alvo de impeachment. Letícia Casado Ala do STF aguarda gesto de Mendonça após Master Alexandre Borges STF cobra alto para defender democracia Mauro Cezar Quanto custará a 2ª demissão de Crespo Josias de Souza Consultoria da mulher de Moraes foi inútil ao Master Em 2026, com condições de trabalho dignas, vinha entregando acima das expectativas, em resultado e em desempenho. Potencializou nomes como Sabino, o recém-chegado Danielzinho e Marcos Antônio. Tinha encontrado uma forma de jogar. Justificativas de bastidores - relação com jogadores, metodologias de treinamento, decisões sobre folga, entre outras - são bem apuradas, mas até que alguém ouça Crespo, unilaterais. A demissão causou surpresa geral justamente porque não havia nada aparente no resultado do trabalho que, nesse momento, a justificasse. A troca no comando técnico do time é medida extrema, de ruptura. É decisão que coloca, automaticamente, quem a toma na posição de protagonista, de responsável pelo caminho escolhido. Massis vinha tendo um mandato relativamente tranquilo desde que assumiu o clube. Com méritos, começou uma reorganização financeira, reestruturando a dívida com o elenco. Tirou da gestão nomes ligados ao ex-presidente Julio Casares, e prometeu uma postura proativa e colaborativa com as investigações policiais que assolam o clube. Era suficiente para colocá-lo nas graças da torcida. Manter Crespo era uma decisão fácil diante do bom começo de temporada, e do carinho que boa parte da torcida ainda mantinha pelo argentino. Ao lado de Rui Costa e Rafinha, Massis optou por outra direção. Quem traça a rota é responsável pela chegada ao destino final. Continua após a publicidade Crespo causou incômodo com o discurso de que a meta no Brasileirão era fazer 45 pontos - mas a realidade é que, em quatro rodadas, o São Paulo já tinha 10, com 85% de aproveitamento. Para que a troca seja avaliada como positiva, o esperado é que o substituto pelo menos mantenha, mas idealmente melhore o desempenho. Hoje, não parece uma tarefa fácil. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Policiais mulheres limparam apartamento onde PM foi baleada, diz testemunha Frouxo, covarde: como foi o Sincerão antes do 8ª Paredão do BBB Nova parcial da enquete UOL BBB atualizada: quem será o próximo eliminado Brothers separam Jordana e Chaiany durante treta ao vivo no BBB 26 Ratinho critica trocas no horário do programa no SBT: 'Não peço as contas'