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Esporte Corinthians tenta reverter bloqueio da Caixa que ameaça planos para 2026 Fábio Lázaro e Livia Camillo Do UOL, em São Paulo 02/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Osmar Stábile tenta reverter bloquio da Caixa Imagem: Fabio Giannelli/AGIF O Corinthians tenta reverter junto à Caixa Econômica Federal a retenção de parte da premiação pelo título da Copa do Brasil. Argumento do clube esbarra no contrato O UOL apurou que nos últimos dias Osmar Stábile conversou com Carlos Vieira, presidente da Caixa, na tentativa de destravar os recursos que haviam sido projetados para aliviar o fluxo de caixa do Timão no início do ano. Na negociação, o Corinthians sustenta que a Caixa estaria usando uma receita de 2025 para descontar juros que só venceriam em 2026 . Sakamoto Clã Bolsonaro faz plot twist oportunista e ruim de doer Casagrande Neymar e Gabriel juntos é aposta arriscada do Santos Demétrio Magnoli Difamadores de Malu são militantes políticos Mariliz Pereira Jorge A pauta do feminismo em 2026 será o homem O banco, porém, se apoia nos contratos de cessão fiduciária assinados com o clube para justificar a retenção. O UOL teve acesso a esses documentos, firmados em 2023, durante a gestão de Duílio Monteiro Alves, que mostram que a garantia dada pelo Timão não se limita ao principal da dívida nem ao exercício orçamentário . O compromisso cobre também juros futuros, encargos e correções, independentemente do ano em que venha a vencer. Nos instrumentos, o clube cede fiduciariamente ao banco receitas presentes e futuras — como bilheteria, alugueis e outros recebíveis. Isso é uma forma de assegurar o cumprimento das obrigações financeiras. Frente a isso, é possível que a Caixa retenha qualquer recebível enquadrado no contrato para se proteger contra inadimplência, mesmo que o vencimento dos juros esteja projetado para o exercício do ano seguinte . Deste modo, o argumento corintiano encontra pouca sustentação na redução contratual. Dinheiro tinha destino definido O UOL apurou que a CBF depositou R$ 69 milhões ao Corinthians pelo título da Copa do Brasil. O valor representa R$ 8 milhões a menos que a quantia bruta da premiação e o desconto representa tributos e impostos. Continua após a publicidade Desse recurso, algo em torno de R$ 34 milhões foi prometido como premiação ao elenco. A outra metade estava destinada ao pagamento de dívidas que hoje coloca o Corinthians em transfer ban e outras restrições. Ainda segundo a apuração da reportagem, esse dinheiro estava atrelado ao planejamento financeiro do clube em conjunto com a premiação do Campeonato Brasileiro , formando um pacote de receitas esperado para fechar as contas do fim de 2025 e organizar o início de 2026. Com a retenção de cerca de 50% do valor pela Caixa, o clube "perdeu" justamente a parcela que seria usada para estancar passivos mais urgentes — além de ter de buscar alternativas para honrar o compromisso assumido com os jogadores. Duílio se posiciona Presidente do Corinthians na época em que o acordo fiduciário com a Caixa foi firmado, Duílio Monteiro Alves defendeu a negociação com a Caixa e afirmou que a receita da Copa do Brasil só foi retida pelo banco porque alguma parcela vencida ficou em aberto. Continua após a publicidade Durante a minha gestão, celebramos um acordo muito saudável entre o Corinthians e a Caixa Econômica, que reduziu de R$ 3 bilhões para R$ 700 milhões uma contingência que o clube tinha a respeito da Neo Química Arena. No nosso último ano de gestão, quitamos R$ 80 milhões referentes a esse acordo. Esse pagamento deveria continuar sendo priorizado nos anos seguintes à minha saída. Se alguma receita listada como garantia foi bloqueada, isso lamentavelmente significa que alguma parcela vencida está em aberto. Duílio, em nota enviada ao UOL O ex-presidente corintiano ainda afirmou que o acordo era factível e criticou as alegações que apontam acordos feitos por gestões anteriores, como a dele, como responsáveis pelo que classificou como "irresponsabilidades administrativas" atuais. Sobre nossa gestão, cabe apenas mencionar que reduzi a dívida com a Caixa - que não foi contraída por mim - e que pagamos a primeira parcela, mostrando, em 2023, que o acordo era factível. Fizemos uma transição pacífica ao fim de 2023 com o presidente então eleito e tudo isso foi explicado. A Neo Química Arena é um dos maiores orgulhos da Fiel e sempre será. Por isso, é preciso fiscalizar e combater a tática mesquinha de demonizar e descumprir os acordos que viabilizaram a quitação do nosso estádio, especialmente quando ela é empregada para justificar as irresponsabilidades administrativas que se seguiram, rasgando acordos como se não fossem positivos, além de piorar sensivelmente a saúde financeira de um clube que, de 2021 a 2023, apresentou três superávits. Duílio Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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