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Análise dos Times

Botafogo

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Motivo: A matéria foca na negociação da SAF do Botafogo e seu presidente. A linguagem é informativa, mas as dificuldades e impasses são apresentados.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Botafogo John Textor BTG Pactual Eagle Football Group Ares SAF Botafogo João Paulo Magalhães Lins clube social Durcesio Mello GDA Luma Hutton Capital Eagle Bidco Franclim Carvalho

Conteúdo Original

Franclim Carvalho foi apresentado oficialmente como novo treinador do Botafogo Uma carta publicada na terça-feira por John Textor movimenta os bastidores do Botafogo . No texto, o americano propôs aportar US$ 25 milhões (R$ 127 milhões) no futebol alvinegro, investimento que seria atrelado à emissão de novas ações da SAF. Nesta proposta, há menções a uma empresa nas Ilhas Cayman, e o impasse entre a SAF e o clube social perdura. Conforme apurou o ge , o banco BTG Pactual — que atua como consultor financeiro do associativo, presidido por João Paulo Magalhães Lins — ainda não emitiu um parecer sobre a nova proposta. A diretoria do social, por consequência, não informou a representantes da SAF se pretende assinar os documentos que autorizam o processo de capitalização. O que foi proposto por Textor? O empresário americano apresentou uma carta-proposta de um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 127 milhões, na cotação atual), estruturado como um aporte de capital próprio (equity). Ou seja: a SAF do Botafogo receberia a verba e, em contrapartida, haveria a emissão de novas ações. Na proposta publicada na terça, Textor cita que o clube social manteria seus 10% de participação na SAF. A injeção de recursos na SAF aconteceria em troca de ações ordinárias, que dão direito a tomada de decisões em empresas. A Eagle Bidco, detentora das ações e que tem o fundo Ares como principal credor, ainda não consentiu por escrito com mudanças societárias. + Franclim Carvalho celebra acerto com o Botafogo: "Primeiro, dizemos sim, depois pensamos" 1 de 3 John Textor em Botafogo x Corinthians, pelo Brasileirão 2025 — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF John Textor em Botafogo x Corinthians, pelo Brasileirão 2025 — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF Quais são os detalhes desse investimento? Na proposta enviada ao clube social, John Textor menciona um Contrato de Compra e Venda (SPA, na sigla em inglês) com data de 26 de janeiro de 2026. Nesse contrato, SAF Botafogo e Eagle Bidco (ambas representadas por Textor) acertam a transferência de aproximadamente US$ 40 milhões em créditos financeiros (antecipação de valores com promessa de pagamento futuro) e uma participação majoritária de 90% nas ações. Segundo o empresário, tudo isso seria repassado à Eagle Football Group, empresa criada nas Ilhas Cayman, em outubro de 2024, para consolidar os interesses dos clubes em nome do processo de entrada na Bolsa de Nova York. A transferência, no entanto, só pode acontecer se for aprovada por todas as partes, entre elas a Ares, principal credora da Eagle Bidco. Quem é quem nessa história? A Eagle Bidco é a empresa subsidiária da Eagle Football Holdings, sediada na Inglaterra, que detém a propriedade dos clubes da rede. Seria ela a vendedora das ações à Eagle Football Group, esta sendo a empresa constituída nas Ilhas Cayman. Ou seja: a atual controladora do Botafogo venderia a SAF para outra empresa, que assumiria o controle das ações. 2 de 3 John Textor na apresentação de Davide Ancelotti no Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo John Textor na apresentação de Davide Ancelotti no Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo Como o investimento e a transferência das ações se relacionam? Nos termos do SPA, consta que a Eagle Football Group (empresa compradora nas Ilhas Cayman) se comprometeria a injetar US$ 50 milhões em até cinco anos a partir da data de transferência das ações. Os US$ 25 milhões prometidos por Textor em carta pública na terça seriam a primeira parcela do montante. Além disso, a empresa nas Ilhas Cayman seria responsável por quitar os US$ 40 milhões de créditos recebíveis junto à Eagle Bidco, empresa vendedora, até 31 de dezembro de 2026. Se a Eagle Bidco está sob administração judicial, como pode haver mudanças? Fontes ligadas à SAF alegam que há validade jurídica na proposta de transferência às Ilhas Cayman, desde que haja o consentimento da Ares, visto que o documento inicial é datado de 26 de janeiro. A administração judicial na Eagle Bidco, comandada pela empresa Cork Gully, só foi instaurada em março. + Botafogo volta a disputar a Sul-Americana após três anos; veja como foi a última participação 3 de 3 John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo O que Textor pede ao clube social? O empresário americano, em carta, pediu ao clube social que assine outro documento relacionado à capitalização, enviado na última semana de janeiro. Textor quer receber o sinal verde de que o dinheiro emprestado pelos investidores GDA Luma e Hutton Capital — verba que foi usada para sanar o transfer ban — poderá ser convertido em participação acionária no futuro. E se o social não assinar? Na prática, caso o clube social não assine a capitalização, os novos US$ 25 milhões poderão ser depositados no Botafogo em forma de empréstimo. Nesse caso, não haveria nova divisão das ações da SAF, mas aumento da dívida. Para isso, bastaria a maioria dos votos no Conselho de Administração, assim como ocorreu na verba advinda dos investidores GDA Luma e Hutton Capital. À época, John Textor conseguiu aprovar a entrada da quantia com a maioria dos votos; o ex-presidente Durcesio Mello, representante do associativo no Conselho, se absteve. Atualmente, no entanto, fontes da SAF acreditam que o clube social protestaria contra a validade da dívida em cenários de falência. Ou seja: há o temor de injetar novas quantias como empréstimo devido a um risco de que o dinheiro não seja recuperado posteriormente. A postura do clube social nos bastidores é a de concordar com o parecer do consultor financeiro. A SAF, por sua vez, deseja que o clube social assine o documento e cesse negociações com a Ares. Fontes próximas a Textor entendem que, caso a Ares conteste a validade da assinatura, já que o americano não possui poderes atuais como diretor da Eagle Bidco , o assunto pode ser resolvido por vias jurídicas. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos