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Análise dos Times

Espanha

Principal

Motivo: O texto foca no impacto negativo da organização da Copa no treino da Espanha, demonstrando um viés de desfavorabilidade devido às circunstâncias impostas.

Viés da Menção (Score: -0.5)

Motivo: A Argentina é mencionada como tendo tido mais sorte com o clima e conseguido treinar, mas o foco principal não está em um viés positivo ou negativo para a equipe.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

FIFA Rodri Messi Espanha Argentina Scaloni Dibu Martínez Trump Luís de la Fuente

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte “Es lo que hay”: Copa do caos acaba com Espanha sem treinar Julio Gomes Colunista do UOL, em Nova Jersey (EUA) 18/07/2026 14h02 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× De la Fuente reclamou da conferência de imprensa organizada pela Fifa dois dias antes da Final Imagem: Hannah Peters - FIFA/FIFA via Getty Images Parecia até uma premonição. Na entrevista coletiva dada dois dias antes da final da Copa do Mundo, o técnico da Espanha, Luís de la Fuente, falou sobre as condições difíceis que seriam apresentadas para a Espanha, para seus jogadores e para todos na Copa do Mundo de Trump. "Es lo que hay", disse o técnico espanhol aos seus jogadores e repetiu aos jornalistas. É o que temos, em tradução livre. Não dá para controlar tudo o que poderia acontecer nesta Copa do Mundo. E aconteceu muita coisa. Mauro Cezar Broxante, 3º lugar só atrai as seleções menores PVC Está claro que a Fifa morre de medo dos EUA Sakamoto Brasil pede fim da 6x1, mas Flávio oferece Jair livre Christian Dunker A psicanálise é uma pseudociência? No ano passado, adiamentos por chuva e trovoadas marcaram o Mundial de Clubes da Fifa. Nesta Copa, isso não aconteceu com frequência. Talvez por sorte. Talvez por terem escolhido os horários certos em função do que já se conhece dos padrões climáticos. Mas, um dia antes da final da Copa do Mundo, uma chuva forte na região de Nova Jersey impediu que a Espanha treinasse para a decisão. Aqui nos EUA, parece que não inventaram para-raios. É diferente do resto do mundo. Os protocolos de segurança proíbem muitas coisas, incluindo treinos em campo aberto, quando há raios em uma determinada proximidade. A Argentina teve um pouco mais de paciência e conseguiu fazer sua sessão de treinos. Talvez a Espanha também pudesse esperar um pouco. Mas, com a água que caía naquele momento, era difícil saber se seria possível ir a campo ou se os jogadores teriam de ficar horas e horas esperando na academia por uma oportunidade que poderia nunca vir. No fim, a Espanha tomou a decisão de cancelar o treino. A Argentina, que estava a apenas 6km de distância, esperou e foi a campo quando a chuva deu uma trégua. É a gota que faz o copo transbordar — literalmente — em uma Copa em que tivemos suspensão de jogador adiada porque Trump quis, pausas para hidratação em todos os jogos que ninguém queria, decisões de VAR erráticas e uma Fifa que parece cada vez menos ter controle sobre a própria competição. Continua após a publicidade Na antevéspera, um show foi organizado para que alguém ganhasse muito dinheiro e De la Fuente, Rodri, Scaloni, Messi e Dibu Martínez ficassem expostos diante de fãs que pagaram 80 dólares para tirar fotos e fazer selfies. Um espetáculo patético, criticado em forma de tapa com luva de pelica pelos dois treinadores, que não têm absolutamente nada a ver com esse perfil de evento. De la Fuente pediu respeito enquanto falava diante do público, algo que não precisou fazer diante dos jornalistas na entrevista coletiva protocolar, histórica, que sempre ocorreu e que deveria ter acontecido da mesma forma desta vez, sem palhaçadas. Scaloni, por sua vez, reclamou que o fato de ter de ir ao evento o impediu de treinar como gostaria. Isso na antevéspera. Mal sabia ele do caos que ainda viria na véspera. É uma Copa do Mundo que se rendeu ao dinheiro e aos caprichos do presidente da nação mais poderosa do mundo. O futebol resistiu bravamente, entregando aos fãs grandes jogos e muita emoção. Mas a verdade é que o esporte foi atacado e vandalizado na parte estadunidense da Copa. Continua após a publicidade O mesmo não se pode dizer, claro, da parte mexicana, onde a Copa ocorreu de forma muito mais natural, como costumam ser os Mundiais: com ambiente, com torcida e com o futebol respirando. Talvez a Argentina precisasse mais de treinamento tático de campo do que a Espanha, um time com mais automatismos. Mas é óbvio que não ajuda em nada perder uma sessão justamente na véspera da grande final. "Es lo que hay". E assim seguimos rumo ao fim desta farra. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Filhos de Michael Jackson rompem por disputa de fortuna de R$ 4 bilhões Brasil pede fim da 6x1, mas Flávio Bolsonaro oferece Jair livre Corpo de cozinheira é identificado em Angra dos Reis; patroa é suspeita Val Marchiori acolhe filho da atual esposa de Brennand; conheça a socialite Salles critica centrão e cita Valdemar como 'orquestrador da corrupção'