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Atletas da Ponte Preta suspendem atividades por falta de pagamentos O elenco da Ponte Preta se manifestou sobre a situação extracampo do clube em nota oficial divulgada na manhã deste sábado, quando o jogo-treino previsto contra o Rio Branco acabou cancelado em protesto pela falta de pagamento dos salários atrasados. No comunicado, os jogadores, entre remanescentes do título da Série C e também recém-contratados, anunciam a paralisação temporária com base no parágrafo 5o do artigo 90 da Lei Geral do Esporte e também avisam que só vão voltar a treinar quando a diretoria quitar as pendências financeiras. + ge Ponte Preta no WhatsApp; clique aqui para seguir! - Como é de conhecimento da imprensa e torcedores, a maioria dos atletas não recebeu as férias de 2025, 13º salário de 2025, além de diversos meses de salários e direito de imagem em atraso, que em alguns casos chegam a 7 meses sem o devido pagamento. (...) Assim, comunicamos a diretoria da AA Ponte Preta que, a partir de 22/12/2025, suspenderemos nossas atividades, até que as verbas em atraso sejam regularizadas. 1 de 2
Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta — Foto: Júlio Cesar Costa/ PontePress Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta — Foto: Júlio Cesar Costa/ PontePress A mensagem foi compartilhada pelos atletas nas redes sociais (veja a íntegra mais abaixo) . Eles estão representados pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino na mobilização. - O § 5º do artigo 90 da Lei Geral do Esporte permite ao atleta profissional de futebol paralisar as atividades profissionais, inclusive recusar-se a competir, quando os salários estiverem em atraso por 2 (dois) ou mais meses, e foi essa opção que os atletas fizeram. Está na Lei, portanto, a paralisação é plenamente válida - explicou Filipe Rino. Segundo assessoria de imprensa da Ponte, o jogo-treino foi cancelado a pedido dos jogadores. O clube, ainda segundo a assessoria, entende a posição do grupo. Foi passado também que o valor que a diretoria esperava usar para pagar parte das pendências na última sexta-feira não acabou liberado "por motivos alheios à vontade do clube" e que foi estipulado um novo prazo para quitar o combinado (não a totalidade dos salários atrasados), entre segunda e terça-feira (dias 22 e 23 de dezembro). 2 de 2
Jogadores da Ponte durante treino no CT do Jardim Eulina — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Jogadores da Ponte durante treino no CT do Jardim Eulina — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Veja a íntegra da nota oficial do elenco da Ponte: "Nós, atletas da AA Ponte Preta, remanescentes da temporada 2025 e os recém-contratados para a temporada 2026, em conjunto, comunicamos que: Como é de conhecimento da imprensa e torcedores, a maioria dos atletas não recebeu as férias de 2025, 13º salário de 2025, além de diversos meses de salários e direito de imagem em atraso, que em alguns casos chegam a 7 meses sem o devido pagamento. O § 5º do artigo 90 da Lei Geral do Esporte permite ao atleta profissional de futebol paralisar as atividades profissionais, inclusive recursa-se a competir, quando os salários estiverem em atraso por 2 (dois) ou mais meses: Art 90 -... § 5º É lícito ao atleta profissional recursa-se a competir por organização esportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em 2 (dois) ou mais meses. Assim, comunicamos a diretoria da AA Ponte Preta que, a partir de 22/12/2025, suspenderemos nossas atividades, até que as verbas em atraso sejam regularizadas. Atenciosamente, Elenco Profissional de Atletas da AA Ponte Preta" Crise financeira O elenco alvinegro passou a conviver com atrasos salariais a partir de junho devido a bloqueios nas contas - a pendência chega até a oito meses para profissionais dentro departamento de futebol, contando também as categorias de base. Ainda assim, o grupo, entre jogadores e integrantes da comissão técnica e do staff, superou os problemas extracampo e conquistou o acesso para a Série B e também o primeiro título nacional da história da Ponte em 125 anos. Campeão da Série C pela Ponte Preta, Lucas Cândido espera quitar pendências A expectativa dos jogadores e dos outros profissionais era que os acertos ocorressem até o fim do ano, mas as promessas não foram honradas por enquanto, causando insatisfação interna e duas saídas durante a semana. Léo Oliveira, remanescente do elenco campeão, ficou incomodado com os novos prazos não cumpridos para a quitação dos salários atrasados desde a apresentação do grupo, em 8 de dezembro, e resolveu deixar o clube, mesmo com contrato para 2026. O provável destino é o Juventude. As incertezas em relação ao futuro também já atingiram até mesmo quem tinha acabado de chegar. Gabriel Inocêncio ficou apenas três dias no clube e comunicou a saída na última quarta-feira, alegando preocupação e insegurança com a questão financeira e também uma oferta melhor do Botafogo-SP, por quem acabou anunciado horas depois. Ponte Preta: Léo Oliveira e Gabriel Inocêncio deixam o clube; David Braz negocia + CLIQUE AQUI e leia mais sobre a Ponte Em meio à crise e com a paciência dos envolvidos no limite, não dá para descartar que a Ponte sofra novas baixas durante a pré-temporada se as pendências não forem solucionadas. Os atrasos também chegaram a funcionários do CT do Jardim Eulina, do estádio e do Clube Paineiras em dezembro, sem, até o momento, o pagamento do 13º salário também. Desde que Luiz Antônio Torrano tomou posse, em 1º de dezembro, não houve uma conversa do novo presidente com todo o elenco, seja no CT ou no Majestoso, ficando o contato direto com os jogadores sob responsabilidade de Marco Antonio Eberlin, ex-presidente e agora vice e também diretor de futebol, além do coordenador João Brigatti e do gerente Ricardo Koyama.