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Análise dos Times

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Donald Trump Hitler New York Times Groenlândia Robert F. Kennedy Jr. Jordan Peterson John Kelly

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O trecho mais assustador da bizarra entrevista de Trump ao New York Times Milly Lacombe Colunista do UOL 11/01/2026 10h59 Deixe seu comentário 6.jan.2026 - Presidente dos EUA, Donald Trump, posa para foto em evento com republicanos Imagem: Kevin Lamarque//AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Quatro jornalistas experientes do jornal New York Times foram recebidos na Casa Branca por Donald Trump num fim de tarde de janeiro. Durante quatro horas (duas horas entrevistando o presidente de forma oficial, duas outras horas vendo-o atuar e zanzando com ele pela Casa Branca) os profissionais ficaram frente a frente com o homem mais poderoso do mundo e saíram de lá com algumas histórias para contar. A matéria completa pode ser lida no site do jornal. Entre as muitas atrocidades ditas pelo presidente estadunidense aos quatro jornalistas, a mais assombrosa é a parte em que ele fala da Groenlândia e dos motivos que o levam a querer se apropriar do país. É um trecho que não está sendo muito repercutido, até porque os absurdos são muitos - entre eles a possibilidade de capturar Putin se assim ele achar necessário - mas que vale análise. Segundo Trump, ele quer a Groenlândia por motivos psicológicos: ele precisa ser o proprietário das coisas. "Eu sou assim", disse. Wálter Maierovitch Bolsonaro pede de tudo, e Moraes vira seu carcereiro Sakamoto Epidemia de burnout e o fim da jornada 6x1 Luciana Bugni Ricos também sofrem no Leblon de Manoel Carlos Thiago Stivaletti Maneco foi o mestre dos recalques sexuais da vida Parece uma declaração banal, mas está longe disso. O que significa ter a propriedade de alguma coisa? Se você não é proprietário, você pode ter o usufruto, por exemplo. O que distingue uma coisa da outra? O direito de destruir. Você só é proprietário daquilo que pode destruir. Por isso uma das principais ferramentas do machismo e da misoginia é a violência física e o assassinato. Trata-se da proclamação da propriedade. É minha. Era minha. Faço o que quiser. Destruo como bem entender. Dentro do Trumpismo, o masculinismo é dimensão central. Trata-se de um regime que fala sobre o que é ser homem no mundo. Conquistar, dominar, dividir, destruir. Voltar às raízes viris, lutar, bater, atirar, matar. O amalucado secretário da saúde de Trump, Robert F. Kennedy Jr, acaba de divulgar novas diretrizes alimentares colocando o consumo de carne como principal fonte alimentar. O exagerado consumo de carne animal faz parte da agenda política de inceis e teóricos masculinistas como Jordan Peterson, embora todos saibamos que a criação de gado colabora sensivelmente para o aquecimento global, a criação de frangos é da ordem das coisas mais perversas que o ser humano já produziu e a matança generalizada em nome do lucro faz parte de um modelo de negócios que precisa ser superado. Continua após a publicidade Kennedy também retirou seis vacinas do calendário de vacinação infantil. A medida vai na linha do que vimos durante a pandemia: homens de verdade não precisam usar máscaras ou se vacinar. Os fortes sobrevivem. Entre as vacinas retiradas está a da meningite. Trump e seus súditos aceleram para gozar o gozo da excepcionalidade. O presidente sabe que o tempo não joga a seu favor e vai seguir colocando a agenda imperialista em prática. Vamos lembrar que durante sua primeira administração ele chegou a dizer para o chefe de gabinete, John Kelly, que precisava de generais mais ao estilo dos generais de Hitler. Em seu segundo termo, ele talvez tenha conseguido esses generais porque age como quer. Na entrevista para o New York Times, dada na sequência da execução de Renee Nicole Good por sua polícia-milícia imigratória, Trump falou bastante do novo salão de baile que está construindo na Casa Branca. Dias depois, durante o encontro que teve com dezenas de gestores de empresas de petróleo no dia 10 de janeiro para elaborar o plano de exploração do solo venezuelanos, Trump se levantou e ficou por alguns minutos olhando as obras do colossal salão de baile da janela do salão oval, uma cena constrangedora e bizarra. Trump quer deixar sua marca como um presidente que anexou países, sequestrou recursos de nações vizinhas, acabou com o mundo e construiu um salão de baile para 100 pessoas. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Bolsonaro pede de tudo na prisão, e Moraes vira seu carcereiro Trump faz posts sobre Cuba e sugere Rubio como presidente: 'Parece bom' Queda de avião deixa 6 mortos na Colômbia; cantor popular é uma das vítimas Quem é quem em 'Coração Acelerado', novela que substitui 'Dona de Mim' Desfalcado, Corinthians estreia 2026 contra rival esfacelado e sem reforços