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Análise dos Times

Motivo: Matéria dá destaque à ingerência política do governo americano contra o árbitro, com tom indiretamente crítico ao episódio

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Citada apenas como adversária da partida; sem qualquer tom avaliativo positivo ou negativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citada apenas como próximo adversário nas oitavas; sem qualquer tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

copa do mundo var estados unidos balogun fifa cbf raphael claus gianni infantino donald trump bosnia belgica conmebol federacao paulista pierluigi collina

Conteúdo Original

Raphael Claus voltou a falar sobre um dos episódios de maior repercussão de sua participação na Copa do Mundo. Mais de dois meses depois do torneio, o árbitro brasileiro comentou as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendeu a decisão tomada em campo. Convidado do programa "Altas Horas", da TV Globo, no sábado (3), Claus foi questionado sobre a dimensão que o caso ganhou fora das quatro linhas. Para ele, atuar em uma competição como a Copa exige preparação não apenas física e técnica, mas também mental. "Importante que, quando a gente vai para uma competição dessa magnitude, tem que estar muito bem preparado não só na parte física, técnica, mas também mental pela exposição que a gente tem mundialmente. Importante ter os conceitos para tomar a decisão dentro do campo de jogo, e de forma correta, como foi nosso caso", afirmou. O episódio aconteceu na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia, no dia 1º de julho. Claus expulsou Balogun após revisar no VAR uma entrada dura do atacante em Tarik Muharemovic. Com o cartão vermelho, o jogador ficaria fora da partida das oitavas de final, contra a Bélgica. A punição, no entanto, acabou suspensa pelo Comitê Disciplinar da Fifa na véspera do confronto, permitindo que Balogun fosse a campo. A decisão aumentou a repercussão do caso e levou a discussão para além da arbitragem. Segundo a imprensa americana, integrantes do governo dos Estados Unidos passaram a reunir informações para embasar um recurso contra a suspensão. Entre os materiais levantados estavam reportagens sobre Claus e sua participação na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, em 2024. Na ocasião, o árbitro foi ouvido como testemunha durante as investigações sobre suspeitas de manipulação no Campeonato Brasileiro. As apurações, porém, não encontraram qualquer evidência que o ligasse a um esquema. De acordo com o "The New York Times", esse histórico foi citado por Donald Trump em uma conversa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. O presidente americano também confirmou publicamente que pediu uma revisão do cartão vermelho e chamou Claus de "um pouco suspeito". "Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", afirmou Trump. Claus evitou entrar diretamente na discussão política e disse que tudo o que aconteceu depois da partida estava fora de seu controle. "O que aconteceu após foge da nossa esfera. Para mim, foi muito positivo, principalmente o retorno que tive de apoio. Tanto das instituições que represento, que é a Fifa, Conmebol, a CBF e a Federação Paulista. E todos os brasileiros que torceram pelos árbitros que tiveram lá, tanto eu, o Wilton Sampaio, o Ramon Abatti. É uma lembrança que vou guardar positiva na minha carreira. Uma boa recordação", completou. Apesar da repercussão e das críticas, Claus recebeu apoio da Federação Paulista, CBF e Conmebol. A atuação do árbitro brasileiro na partida também foi elogiada por Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa.