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Esporte Futebol São Paulo encaminha caso de camarote irregular à Comissão de Ética Gabriel Sá Colaboração para o UOL 16/12/2025 21h55 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Julio Casares, presidente do São Paulo, no jogo contra o Palmeiras, pelo Paulistão Imagem: Victor Monteiro/Ag. Estado O presidente do São Paulo FC, Julio Casares, tomou uma atitude formal nesta terça-feira ao encaminhar à Comissão de Ética os casos envolvendo diretores citados no escândalo de exploração clandestina de um camarote no Morumbis. A medida foi tomada por meio de uma carta enviada ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, após a divulgação de áudios que apontam a participação de membros da diretoria em um esquema de comercialização irregular de espaço durante eventos no estádio. No documento, Casares solicitou que a Comissão de Ética abra procedimento para investigar os diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares , que já solicitaram licença de seus cargos e agora podem ser responsabilizados e punidos na posição de conselheiros. A Comissão de Ética do São Paulo é composta por cinco membros , presidida por Antônio Maria Patiño. Os demais integrantes são José Edgard Galvão, Luiz Augusto Braga, Marcelo Felipe Neli e Milton José Neves Júnior — colegiado responsável por avaliar a conduta de associados e conselheiros à luz dos princípios estatutários do clube. Daniela Lima Ou direita se soma a Flávio ou o convence a apoiá-la Sakamoto Flávio joga água fria em Tarcísio e no centrão Alexandre Borges 'Cancelamento' do SBT por Zezé expõe a direita 'woke' Alicia Klein The Best: a Fifa não cansa de passar vergonha Clube abriu sindicâncias Antes mesmo da formalização do caso na Comissão de Ética, o São Paulo decidiu i nstaurar sindicâncias internas para apurar as denúncias envolvendo a exploração irregular do camarote. A medida foi tratada internamente como uma forma de mapear responsabilidades, identificar possíveis falhas e reunir toda a documentação que possa embasar decisões administrativas. As sindicâncias têm caráter preliminar e não resultam, por si só, em punições estatutárias, mas servem como base para eventuais encaminhamentos às comissões permanentes do clube. Internamente, a abertura das apurações foi vista como um movimento necessário diante da repercussão do caso. Pressão externa e interna O caso ampliou de forma significativa a pressão sobre Julio Casares , tanto dentro quanto fora do clube. Conselheiros de diferentes correntes políticas passaram a cobrar explicações públicas e ações concretas do presidente, avaliando que o desgaste institucional atingiu a imagem do clube junto a patrocinadores e torcedores. Nas últimas horas, a Torcida Independente, principal organizada do São Paulo, divulgou nota afirmando que irá formalizar junto ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, um pedido de exclusão de Douglas Schwartzmann e Mara Casares do Conselho. Continua após a publicidade Internamente, conselheiros entendem que o desgaste ultrapassou o campo administrativo e passou a afetar a governabilidade de Casares. Há temor de que a condução do caso influencie votações futuras e comprometa alianças que sustentam a atual gestão no Conselho. Tentativa de recuperar força A decisão de encaminhar o caso à Comissão de Ética foi comunicada por Júlio Casares durante uma reunião da Coalizão realizada nesta terça-feira, com cerca de três horas de duração. O encontro re uniu representantes dos seis grupos políticos que dão sustentação ao presidente e foi marcado por debates sobre os rumos da gestão. Segundo diversas fontes ouvidas pela reportagem, o tom da reunião foi de cobrança direta ao presidente . A avaliação predominante entre os aliados foi de que Casares precisa "mudar a rota" para estancar o desgaste político e recuperar a confiança de parte da torcida e do próprio Conselho. Conselheiros situacionistas relataram, de forma reservada, que Júlio "voltou a se cercar dos aliados errados", repetindo erros políticos de outros momentos da gestão . Ainda assim, o encaminhamento à Comissão de Ética foi visto como um gesto necessário para evitar um isolamento ainda maior dentro do clube. Medidas prometidas Continua após a publicidade Durante a reunião, Júlio Casares prometeu ir até o fim nas investigações envolvendo os camarotes e afirmou que irá solicitar as punições cabíveis aos responsáveis. O presidente garantiu que não haverá proteção política a nenhum conselheiro envolvido no episódio. Além disso, Casares formalizou aos conselheiros uma tentativa de mudança do Estatuto Social do São Paulo . A proposta se concentra em dois pontos centrais: fim do quórum qualificado para a criação de uma SAF no São Paulo e separação formal entre o futebol e o clube social. As sugestões, formalizadas em documento, serão analisadas pela Comissão Legislativa, que tem prazo de 30 dias para avaliar o conteúdo, propor ajustes e encaminhar o tema ao Conselho Deliberativo. Só após esse trâmite interno é que as eventuais mudanças poderão ser debatidas e votadas pelos conselheiros. 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