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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: Time foco da matéria; tom analítico e neutro, alertando sobre o ambiente hostil sem elogios ou críticas diretas à equipe.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Destaca histórico de violência e intimidação da torcida e jogadores em 1968 e 1983; descreve o rival como 'mordido' em tom de alerta.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Motivo: Retratado como vítima da violência em 1983; 'façanha esportiva' e título da Libertadores citados com empatia.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Citado em episódio de agressões mútuas em 1968, com dois jogadores expulsos por violência.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Mencionado apenas como finalista derrotado em 1968, sem tom avaliativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Grêmio Flamengo Estudiantes Palmeiras Copa Libertadores Racing La Plata Renato Gaúcho Estádio UNO (Jorge Luis Hirschi) Valdir Espinosa

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Flamengo volta a La Plata, palco de noites tensas na Copa Libertadores Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL, em La Plata, Argentina 15/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Arrascaeta durante duelo entre Flamengo e Estudiantes, em La Plata, pela Libertadores 2025 Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Flamengo reencontrará um estádio cuja história na Libertadores reúne grandes vitórias, pressão das arquibancadas e episódios de violência que atravessaram décadas. Às 21h30 desta quinta-feira, pelas semifinais, o time brasileiro enfrentará o Estudiantes no remodelado Jorge Luis Hirschi, chamado de UNO desde a reinauguração, em 2019. Lá, controlar os nervos pode ser tão importante quanto a bola. São muitas as histórias. Em 1968, o confronto com o Racing pelas semifinais chegou a um ponto em que a própria participação dos dois clubes na competição foi ameaçada. Depois de perder por 2 a 0 em Avellaneda, o Estudiantes venceu por 3 a 0 em La Plata, numa partida marcada por agressões. Perfumo, do time de Avellaneda, e Pachamé, dos donos da casa, foram expulsos ainda no primeiro tempo. Um relato histórico da revista El Gráfico registra que o representante da Associação do Futebol Argentino entrou nos vestiários no intervalo e avisou que retiraria os dois times da Libertadores caso continuassem se agredindo. A ameaça conteve parcialmente a violência. O Estudiantes avançaria no terceiro jogo, no campo do River Plate. Josias de Souza Empate impõe a Flávio e Lula ida aos debates Adriana Fernandes Alcolumbre dobra a aposta por reeleição Marcela Mattos Flávio expõe contradição com ofensiva a perfis Joildo Santos O voto da periferia pode decidir o segundo turno O cotejo terminou empatado em 1 a 1 no dia 27 de abril de 1968, no Monumental. Juan Ramón Verón, La Bruja , pai do atual presidente do clube, marcou de bicicleta ( vídeo abaixo ). Juan Carlos Cárdenas fez o gol da Academia. O conjunto de La Plata avançou pelo saldo de gols dos confrontos anteriores e, adiante, conquistaria sua primeira Libertadores, batendo o Palmeiras na final. Uno de archivo. Tremenda chilena de Juan Ramón Veron para marcar el gol de #EDLP frente a #Racing en las semifinales de la Copa Libertadores de 1968, año más que especial para toda la gente de Estudiantes. https://t.co/JdfP5lcPAf -- Leonel Wasilevsky (@lwasilevsky_) April 7, 2020 Mas o duelo em território neutro não foi nada amistoso. O árbitro Ángel Norberto Coerezza expulsou quatro jogadores por ações violentas: Alfio Basile e Ricardo Chabay, do Racing, e Ramón Aguirre Suárez e Juan Ramón Togneri, do Estudiantes. Eles receberam quatro dias de prisão, com a aplicação do edito sobre reuniões esportivas após a violência dos jogos anteriores. Segundo o relato de El Gráfico , foram levados à prisão de Devoto, famosa por ser vizinha ao campo do La Madrid. Para os brasileiros, porém, a lembrança mais conhecida é a de 8 de julho de 1983. Na fase semifinal, o Grêmio abriu 3 a 1 no velho e habitualmente tenso Jorge Luis Hirschi, ainda com suas arquibancadas de madeira. A equipe argentina tee quatro jogadores expulsos: Marcelo Trobbiani, José Daniel Ponce, Julián Camino e Hugo Tévez. Mesmo com sete em campo, conseguiu empatar por 3 a 3, com gols de Sergio Gurrieri e Miguel Ángel Russo na reação final. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Mauro Cezar (@maurocezar000) Continua após a publicidade A façanha esportiva não apaga o que aconteceu naquela noite. A crônica de El Gráfico registra uma moeda que feriu a cabeça de um bandeirinha, além de pedras e garrafas arremessadas contra o goleiro Mazaropi. Dentro de campo, descreve a expulsão de Camino por agressão a Tita e a de Tévez por uma falta violenta sobre Renato. O próprio relato argentino, embora celebrasse o empate, reconhecia o descontrole dos jogadores locais. A violência também alcançou o caminho dos vestiários. Valdir Espinosa, técnico do Grêmio naquela noite, contava que ouviu insistentes batidas na porta durante o intervalo. Um segurança garantia que ninguém teria acesso ao local, mas na verdade quem tentava entrar era o atacante tricolor Caio, que ainda estava do lado de fora, sendo agredido por quem passava pelo túnel de acesso. O jogador não voltou para o segundo tempo e foi substituído por César. Décadas depois, em 2024, Renato Gaúcho resumiu a lembrança em uma declaração reproduzida pela mesma revista argentina: "Fico feliz que tenham empatado aquele jogo, porque não sei se sairíamos vivos do estádio". A frase dá a dimensão da intimidação vivida pelos gremistas, que terminariam aquela edição como campeões da Libertadores pela primeira vez em sua história. O Flamengo terá pela frente um Estudiantes novamente mobilizado. Os ingressos se esgotaram, e torcedores arrecadaram dinheiro para a festa na entrada dos jogadores. Há também o desejo de devolver a eliminação do ano passado, quando os rubro-negros avançaram nos pênaltis dentro do mesmo estádio. O visitante conhece o ambiente e sabe quanto ele pode pesar numa disputa eliminatória. Os tempos são outros. Não houve nada tão extremo nos duelos entre os dois times em setembro do ano passado e, mais recentemente, em abril, respectivamente pelas quartas de final e fase de grupos. Mas o jogo tem tudo para ser duro, com o Flamengo diante de um rival mordido. São grandes as possibilidades de o estádio UNO viver uma autêntica noite de Libertadores, talvez com uma pitada old school . 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