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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Seleção Brasileira goleia e passa vergonha na Índia Juca Kfouri Colunista do UOL 03/10/2026 12h57 Deixe seu comentário Vinicius Junior passa vergonha em Calcutá Imagem: DIBYANGSHU SARKAR/AFP Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Seleção Brasileira jogou pela primeira vez em Calcutá, na Índia, país com a maior população do planeta, quase 1 bilhão e 500 milhões de habitantes. São incontáveis os admiradores do time canarinho por lá, assim como os da seleção argentina. O Estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, para 85 mil torcedores, não estava lotado, longe disso, e os primeiros 25 minutos do time de Carlo Ancelotti foram de chorar. Hélio Schwartsman Onde foi parar a festa da democracia? Rodrigo Ratier Sexistas tendem a votar na extrema direita Julián Fuks O voto destrutivo e o medo de um país desconhecido Paulo Camargo Em que sua empresa precisa ser a melhor? Para quem queria estar na Avenida Paulista, a obrigação profissional doía nos olhos. Estava óbvio para os indianos que a admiração pela Seleção tinha a ver com o passado. É só. Aos 27, Estêvão finalizou de fora da área e o goleiro aceitou: 1 a 0. No ranking da FIFA, com 211 seleções, a brasileira é a sexta — e a indiana a 138ª. O surpreendente é a colocação da nossa porque revela que apenas cinco seleções são melhores no Planeta Bola: Espanha, Argentina, França, Inglaterra e Marrocos. Depois do gol de Estêvão, Pedro cabeceou na trave, aos 37, e chutou na rede, aos 41, em nova falha do goleiro e com o goleador em posição duvidosa, sem VAR. Continua após a publicidade O Brasil vencia por 2 a 0 e, de 1 a 100, como eram as notas na escola antigamente, a nota da Seleção era 20. A Seleção era a cara do presidente da CBF, Samir Fraude. lenta, sem alegria, com vergonha de comemorar os insuficientes gols de Estêvão e Pedro. Se era para jogar com pena, melhor ficar em casa e não parar o Brasileirão. Vanderson, Samuel Lino, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e Douglas Luiz entraram para o segundo tempo. Douglas Santos, Vini, Danilo, Bontempo e Matheuzinho saíram. Aos 52 minutos, Pedro Morisco fez sua primeira defesa. Continua após a publicidade Aos 57, Samuel Lino fez 3 a 0 e comemorou discretamente ao se aproveitar de erro de saída de bola indiana. Aos 60, saíram Marquinhos, Andrey, Pedro e Arthur Dias. Entraram Mauro Júnior, Martinelli, Jair Cunha e Endrick. Restaram apenas Morisco e Estêvão. Aos 62, quase a suprema vergonha: por muito pouco a Índia não fez gol, salvo por Mauro Júnior na linha fatal. Breno Bidon no lugar de Estêvão na metade do segundo tempo, a última troca. Continua após a publicidade Pior que o jogo só colonoscopia. O goleiro indiano, substituto do que falhou nos dois primeiros gols, era mero espectador no gramado até o 90° minuto, quando defendeu chute de Vanderson. Aos 95, Samuel Lino acertou um tirambaço e fez 4 a 0. O goleirinho também aceitou. De gravata, colete e paletó, Ancelotti suava no rosto enquanto mascava sob 28º de temperatura. Em vez de suar, deveria corar. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Pesquisa CNT/MDA hoje: veja resultados do último levantamento Fuzil e bandeiras dos EUA e Israel marcam carreata pró-Flávio em Salvador Esse Vinicius Jr. não serve para ser titular da seleção brasileira Reação de CR7 em comentário de Felipe Melo aumenta polêmica em Portugal Caminhada de Lula na Paulista tem princípio de confusão com a PM