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Futebol Flamengo aciona STF e reforça ação das bets contra proibição do governo Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 29/09/2026 22h03 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF O Flamengo engrossou o coro das casas de apostas e ingressou no Supremo Tribunal Federal para reforçar a tentativa de derrubar o veto às bets. O clube carioca entrou com petição hoje à noite para ser amigo da corte em pelo menos duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) que tratam do assunto apostas. O Flamengo reforçou a necessidade de apreciação da medida cautelar feita pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) para que haja suspensão da eficácia da MP assinada pelo governo semana passada. Alicia Klein Paralisação do Brasileiro: a hipocrisia dos clubes Alexandre Borges Mensagens de ex-sócio de Flávio não furam bolha Daniela Lima Campanha de baixo nível mostra falha em instituições Casagrande Viu Ancelotti? Seleção melhora com três no meio Se for aceito como amicus curiae , o Fla terá direito de apresentar documentos, dados e manifestação verbal durante os julgamentos. O pedido fica sob análise do relator, o ministro Luiz Fux. O que o Fla argumenta Entre os argumentos apresentados, o Flamengo destaca que o fim repentino dos patrocínios de apostas prejudica a manutenção de modalidades que não geram receitas suficientes para cobrir seus próprios custos. O clube diz ainda que os efeitos da MP colocam em risco o mercado antes mesmo de dar ao Congresso a chance de discutir o texto. Quando o Parlamento começar a debater a MP, não haverá mais o que preservar. (...) Nada do que se pretende alcançar em outubro de 2026 deixará de ser alcançável em 2027. Por outro lado, tudo o que se destruir em outubro de 2026 estará perdido em 2027. Trecho da petição do Flamengo O documento ressalta que atletas medalhistas olímpicos e jovens promessas dependem dessa estrutura mantida pelos clubes. Segundo o clube, o corte abrupto dessas verbas pode forçar o cancelamento ou o enxugamento de programas esportivos em plena fase de preparação para os Jogos Olímpicos de 2028. Continua após a publicidade O Fla argumenta a dificuldade e o risco de cumprir o prazo de dez dias estipulado pelo governo para retirar marcas e anúncios do ar e de instalações físicas. A logística envolve uniformes confeccionados com meses de antecedência já comercializados e vestidos por torcedores, placas fixadas em estádios e transmissões de TV programadas durante as competições. A diretoria calcula perdas de até R$ 430 milhões no próprio Fla, além de um prejuízo de cerca de R$ 2,5 bilhões em todo o futebol nacional. O Flamengo ainda reforçou o argumento de que proibir as empresas reguladas não extingue as apostas, mas estimula a migração para plataformas clandestinas e ilegais. O rubro-negro é o primeiro clube a, diretamente, ingressar no STF para reforçar a discussão contra a decisão recente do governo. Os clubes, até agora, só tinham se manifestado em notas oficiais e no movimento de esvaziar a reunião que chegou a ser marcada pelo ministério do Esporte, em Brasília. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 30/9 a 10/10 Rolex, Kassio e prostitutas: os arquivos do ex-sócio de Flávio Bolsonaro Mega-Sena: Prêmio acumula e sobe para R$ 75 milhões; veja dezenas sorteadas Suspeito de comprar Rolex para Flávio Bolsonaro é dirigente do Vasco Transmissão do debate na Globo para governador de SP ao vivo: veja como assistir