Uma investigação do UOL revelou que a venda irregular de um medicamento injetável, conhecido como 'caneta emagrecedora', foi indicada pelo médico Eduardo Rauen a jogadores do São Paulo. O fornecedor do produto, identificado como Altemir Bernardes, comercializava o medicamento sem autorização da Anvisa, caracterizando contrabando ou descaminho. O clube paulista rescindiu o contrato com o médico e abriu apuração interna.
O São Paulo emitiu um comunicado oficial negando irregularidades no uso do medicamento Mounjaro por dois jogadores do elenco principal. O clube afirmou que a prescrição foi pontual e individualizada, refutando a polêmica de que o remédio seria a causa do alto número de lesões na temporada. A nota também destacou a regularização do medicamento pela Anvisa e a expertise dos profissionais envolvidos.
A colunista Milly Lacombe questiona a adequação do uso do Índice de Massa Corporal (IMC) para determinar a necessidade de medicamentos anti-obesidade em atletas de futebol. Especialistas consultados pela autora ressaltam que o IMC não considera a alta massa muscular de atletas, tornando a aplicação desse critério equivocada.