🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fifa Estados Unidos México Donald Trump Copa do Mundo de 2026 Canadá Andrei Kampff Sport & Rights Alliance The Guardian Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos Football Supporters Europe Ronan Evain Andrea Florence

Conteúdo Original

Reportagem Esporte Checagem de redes nos EUA ameaça direitos humanos e cobra reação do esporte Gabriel Coccetrone Reporter 15/12/2025 10h56 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), vinculada ao Departamento de Segurança Interna do presidente Donald Trump, publicou, na última terça-feira (9), um plano que prevê que turistas que viajarem ao país — inclusive durante a Copa do Mundo de 2026 — forneçam o histórico dos últimos cinco anos de atividade em redes sociais como condição para entrada. De acordo com o The Guardian, a regra se aplicaria aos 42 países que atualmente têm autorização para ingressar nos Estados Unidos sem visto, incluindo aliados como Reino Unido, França, Austrália, Alemanha e Japão. Ainda não está claro como seriam feitas as análises das redes sociais nem quais critérios, especificamente, poderiam levar o governo a impedir a entrada de um estrangeiro no país. Josias de Souza Aliados expõem na rua tática de Lula para 2026 Daniela Lima PGR vê corrupção no 1º caso sobre emendas Domitila Becker Dorival é quem desrespeitou os jornalistas Juca Kfouri Corinthians é algoz dos Palestras A proposta, que ainda será analisada, faz parte de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, assinada em janeiro deste ano, na qual ele afirma buscar "garantir que todos os estrangeiros que buscam admissão nos Estados Unidos, ou que já estão no país, sejam examinados e rastreados ao máximo possível". Ao 'The Guardian', o diretor executivo da Football Supporters Europe, Ronan Evain, classificou o plano como "inaceitável". "A liberdade de expressão e o direito à privacidade são direitos humanos universais. Nenhum fã de futebol abre mão desses direitos apenas por cruzar uma fronteira", disse. "Essa política cria uma atmosfera assustadora de vigilância, que contradiz diretamente o espírito acolhedor e aberto que a Copa do Mundo deve representar, e deve ser retirada imediatamente", acrescentou. Especialistas veem medida com preocupação Para especialistas ouvidos pelo Lei em Campo, sob a ótica dos direitos humanos, a proposta é motivo de preocupação. Continua após a publicidade "Ao exigir a exposição prévia e ampla do histórico em redes sociais, o governo adota uma lógica de vigilância que atinge diretamente a liberdade de expressão, a privacidade e o direito ao dissenso. Trata-se de uma restrição desproporcional, com claro efeito inibidor sobre manifestações legítimas, incompatível com padrões internacionais de direitos humanos. No contexto de uma Copa do Mundo, essa política compromete não apenas direitos individuais, mas o próprio caráter democrático e inclusivo do evento", avalia Andrei Kampff, advogado e mestre em direito desportivo. Andrea Florence, advogada, mestre em direitos humanos e diretora-executiva da Sport & Rights Alliance, ressalta que "os torcedores não deveriam ter que escolher entre seus direitos humanos e sua paixão pelo futebol". "O direito à privacidade e à liberdade de expressão são fundamentos universais. É urgente que a Fifa atue para garantir que os direitos humanos dos torcedores sejam respeitados na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos", afirma. Fifa pode agir? O advogado Andrei Kampff explica que a entidade máxima do futebol não pode interferir diretamente na soberania migratória de um Estado, mas tem o dever jurídico e institucional de agir quando políticas estatais geram riscos relevantes a direitos humanos relacionados ao torneio. "Desde a incorporação dos direitos humanos como eixo de governança e critério de escolha de sedes, a entidade assumiu obrigações de diligência, transparência e mitigação de riscos. Isso autoriza — e, no meu entendimento, exige — que a Fifa cobre esclarecimentos, pressione por garantias, estabeleça protocolos de proteção a torcedores, jornalistas e ativistas e torne públicos os impactos dessas medidas", afirma. Continua após a publicidade "O silêncio, nesse cenário, não é neutralidade, mas omissão incompatível com os compromissos assumidos pela própria Fifa. Afinal, o país que sedia a Copa do Mundo precisa estar comprometido com as políticas e os princípios que o evento representa", acrescenta. Copa do Mundo de 2026 A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, entre os dias 11 de junho e 19 de julho do próximo ano. O Mundial será o maior da história, reunindo 48 seleções e totalizando 104 partidas. Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo Este conteúdo tem o patrocínio do Rei do Pitaco. Seja um rei, seja o Rei do Pitaco. Acesse: www.reidopitaco.com.br . Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Lei em Campo por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Maurício Kubrusly é internado na UTI Homem que desarmou atirador na Austrália ganha vaquinha e elogio de Trump Tênis clássico Nike está com 43% de desconto; o que diz quem comprou Cruzeiro anuncia saída de Leonardo Jardim após eliminação na Copa do Brasil Record é condenada por invadir a vida privada da família de Nardoni