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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A hipocrisia da Fifa de Infantino com a Copa Africana de Nações Alicia Klein Colunista do UOL 20/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Árbitro assinala pênalti nos acréscimos da final da Copa Africana de Nações, entre Senegal e Marrocos Imagem: FRANCK FIFE / AFP O último capítulo da Copa Africana de Nações 2026 teve todos os elementos de uma grande final. Alguns dos maiores craques do mundo, drama, tensão, requintes de crueldade. Gol de Senegal anulado, pênalti duvidoso marcado para Marrocos nos acréscimos com auxílio do VAR, Senegal saindo de campo e depois voltando graças a Sadio Mané, confusão entre os jogadores e a arbitragem, pênalti perdido por Marrocos com uma cavadinha rídicula de Brahim Díaz, prorrogação, golaço de Pape Gueye em cima do milagroso Bono, Senegal campeão na capital marroquina. Sim, uma equipe não pode abandonar uma partida porque não gostou da decisão do pessoal do apito. Sim, não deve haver confusão nas arquibancadas. Sim, tudo isso deve ser condenado. Mas não aconteceu nada que acabasse com o sentimento de "é por isso que eu amo este esporte". Não para quem verdadeiramente ama este esporte. Daniela Lima De saída, Haddad exibe paz com a consciência Juca Kfouri Copinha São Paulo: nem aqui nem na China Sakamoto Trump completa 1º ano de desmonte da democracia Julio Wiziack Ministro diz que elétricos viraram assunto de Estado O presidente da Fifa, porém, achou necessário se pronunciar de maneira bastante dura, do alto de sua redoma de vidro em Zurique. Depois de parabenizar as seleções, não esquecendo de bajular os presidentes das respectivas federações e até o rei do Marrocos (de cujo apoio depende para permanecer no vantajoso cargo), ele admoestou o comportamento de atletas e "torcedores" locais (os reles mortais sem votos). "As cenas feias presenciadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas. Reitero que elas não têm lugar no futebol e espero que os órgãos disciplinares competentes da CAF tomem as medidas apropriadas", afirmou o austero mandatário em suas redes sociais. Além de multas, possíveis suspensões arriscariam até a participação dos envolvidos na Copa do Mundo. Quer dizer, então, que o digníssimo dirigente achou tudo muito feio? E o prêmio da paz inventado para alisar Donald Trump? A intimidade figadal com os governos de países como Qatar e Arábia Saudita? Os casos de corrupção, misoginia, LGBTfobia e racismo que correm soltos sob o seu nariz? Aí não é feio? Não é chato? Como se não bastasse lamber as botas do presidente estadunidense, a Fifa agora se dedica a encher o saco da África. Conforme se vê, tudo sempre pode piorar. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Por que esta pequena cidade da Estônia é o 'calcanhar de Aquiles' da Otan UE pode aplicar 'bazuca comercial' contra tarifa de Trump por Groenlândia Cumprindo roteiro de despedida, Haddad exibe paz com a própria consciência Pulverização da direita na eleição vira teste para 2030 sem Lula Trump completa primeiro ano de desmonte da democracia nos EUA