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Análise dos Times

São Paulo

Principal

Motivo: A matéria foca na defesa do presidente do São Paulo frente a um processo de impeachment, apresentando seus argumentos de forma detalhada e dando voz a ele.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Morumbis Julio Casares Polícia Civil

Conteúdo Original

Confira na íntegra a coletiva de apresentação de Carlos Coronel e Danielzinho no São Paulo O presidente Julio Casares enviou nesta sexta-feira uma mensagem para conselheiros do clube, uma semana antes da votação que vai definir seu futuro no São Paulo . No texto, o dirigente cita conquistas esportivas, se defende de acusações que estão em investigação na Polícia Civil e diz que aprovar o impeachment "sem provas" é um "pré-julgamento". + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp O texto foi enviado individualmente aos conselheiros do São Paulo . Para que o presidente sofra impeachment, mais de 190 dos 254 precisam votar a favor de sua saída na reunião da próxima sexta-feira, no Morumbis. – Seguirei colaborando integralmente com as autoridades e exercendo meu direito de defesa com serenidade e firmeza, confiante de que a verdade prevalecerá. A legalidade não é um discurso de ocasião; é um princípio que só faz sentido quando respeitado nos momentos de maior pressão. – Por isso, faço um apelo à reflexão e à responsabilidade institucional, votar a favor de um impeachment sem provas concretas e sem elementos jurídicos consistentes não é um gesto de coragem, mas de pré-julgamento. E o pré-julgamento, além de injusto, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e à própria ideia de Justiça que deve nos orientar – escreveu Casares. Mais do São Paulo : + Polícia pede explicações ao São Paulo sobre R$ 11 milhões sacados das contas do clube + São Paulo encaminha a contratação do zagueiro Matheus Dória 1 de 1 Julio Casares, presidente do São Paulo, em entrevista ao ge — Foto: Bruno Giufrida Julio Casares, presidente do São Paulo, em entrevista ao ge — Foto: Bruno Giufrida No texto, Casares também negou estar com medo das investigações da Polícia Civil. O inquérito conduzido pelo delegado Tiago Fernando Correia indica R$ 1,5 milhão sacado em sete operações em 2021. Em 2022, R$ 1,2 milhão em seis saques, mais R$ 1,4 milhão em 2023, novamente em seis saques. O ano de maior movimentação foi 2024, com 11 saques totalizando R$ 5,2 milhões. Em 2025, mais R$ 1,7 milhão em cinco saques. – Quero ser objetivo: não temo investigações; confio nelas. Tenho tranquilidade quanto à licitude dos meus atos e, por meio de minha defesa, já apresentei os esclarecimentos cabíveis. Tudo será demonstrado no foro adequado, com documentos, fatos e responsabilidade. – O que causa indignação não é a apuração regular – que deve existir e deve ser respeitada – mas a tentativa de transformar vazamentos em instrumento de pressão política e de julgamento antecipado. Esse método distorce o debate público, viola o devido processo legal, compromete o ambiente institucional e cria um precedente perigoso que não atinge apenas indivíduos: atinge as próprias instituições – completou Casares. Veja, abaixo, a íntegra do texto enviado por Casares a conselheiros do São Paulo : CARO AMIGO, Assumi a presidência do São Paulo Futebol Clube com plena consciência do peso institucional que esse cargo carrega. Ao longo da minha trajetória pública e privada, sempre atuei com respeito à lei, às instituições e aos princípios que sustentam a vida democrática. Nos últimos dias, vieram a público informações relacionadas a um inquérito policial instaurado a partir de denúncia anônima – procedimento previsto no ordenamento jurídico brasileiro, mas que, por sua própria natureza, não equivale a prova, denúncia formal ou juízo de culpa. Ainda assim, trechos desse procedimento vêm sendo seletivamente vazados, fora do devido contexto legal, alimentando versões e interpretações que extrapolam os fatos e tensionam garantias elementares do Estado de Direito. Quero ser objetivo: não temo investigações; confio nelas. Tenho tranquilidade quanto à licitude dos meus atos e, por meio de minha defesa, já apresentei os esclarecimentos cabíveis. Tudo será demonstrado no foro adequado, com documentos, fatos e responsabilidade. O que causa indignação não é a apuração regular – que deve existir e deve ser respeitada – mas a tentativa de transformar vazamentos em instrumento de pressão política e de julgamento antecipado. Esse método distorce o debate público, viola o devido processo legal, compromete o ambiente institucional e cria um precedente perigoso que não atinge apenas indivíduos: atinge as próprias instituições. Tenho consciência de que o clube atravessa um momento de forte tensão fora de campo – e justamente por isso faço questão de registrar: tenho convicção de que o futebol está blindado e protegido de toda essa confusão. O São Paulo precisa de serenidade, foco e responsabilidade para seguir trabalhando. Também considero importante reafirmar que o São Paulo é maior do que disputas circunstanciais. É uma instituição centenária, construída com esforço, credibilidade e respeito. Jamais utilizei, nem utilizarei, o clube como ferramenta de defesa pessoal, assim como não aceitarei que o São Paulo seja instrumentalizado como arma em conflitos internos ou externos. Ao mesmo tempo, é justo reconhecer entregas concretas desta gestão que pertencem ao clube e à sua história. Encerramos uma longa espera por títulos com o Paulistão de 2021, conquistamos a inédita Copa do Brasil, e levantamos a Supercopa em 2024 — marcos esportivos que recolocaram o São Paulo em finais, decisões e conquistas que a torcida tanto cobrava. Fora das quatro linhas, há um legado estrutural que não pode ser ignorado: avançamos em obras relevantes de contenção de enchentes no entorno do Morumbi, uma reivindicação antiga dos nossos sócios e frequentadores, melhorando a segurança, a mobilidade e a convivência do estádio com a cidade. São intervenções que permanecem, independentemente de circunstâncias momentâneas, e que ajudam a preparar o clube para o futuro. Seguirei colaborando integralmente com as autoridades e exercendo meu direito de defesa com serenidade e firmeza, confiante de que a verdade prevalecerá. A legalidade não é um discurso de ocasião; é um princípio que só faz sentido quando respeitado nos momentos de maior pressão. Por isso, faço um apelo à reflexão e à responsabilidade institucional, votar a favor de um impeachment sem provas concretas e sem elementos jurídicos consistentes não é um gesto de coragem, mas de pré-julgamento. E o pré-julgamento, além de injusto, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e à própria ideia de Justiça que deve nos orientar. + Leia mais notícias do São Paulo 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos