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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Emissora de TV americana desvenda a existência de uma "Academia do Estupro" Milly Lacombe Colunista do UOL 16/04/2026 12h54 Deixe seu comentário homem usando celular na cama com mulher dormindo Imagem: Tero Vesalainen/Getty Images/iStockphoto Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Homens que se reúnem através de um aplicativo de mensagens para trocar informações e dicas sobre como dopar e estuprar suas mulheres. Uma prática que de nova não tem nada, apenas a organização que permite com que grupos de Telegram com nomes como "Zzzzzzz" reúnam interessados em aprender mais sobre como podem praticar o crime e onde podem assistir a outros homens estuprando suas mulheres. O site pornográfico motherless.com hospeda 20 mil vídeos com imagens de estupros. Em fevereiro o site recebeu 62 milhões de visitantes. Sessenta e dois milhões. Nos vídeos, antes de praticar o estupro, os homens levantam as pálpebras de suas mulheres para provar que estão devidamente sedadas. Eles trocam entre si informações sobre como sedar para que os medicamentos saiam do corpo o mais rapidamente possível a fim de evitar produzir provas e também sobre como evitar matar acidentalmente as vítimas. Um dos usuários diz ter montado um negócio a partir da demanda por drogas que pudessem ser usadas para dopar as mulheres. Ele passou a ser um fornecedor do material. Alguns monetizaram seus vídeos, há muitas trocas de congratulações pelas performances e a camaradagem usual. Alexandre Borges Senador que mirou STF está sendo 'esculachado' Mônica Bergamo Proposta de delação de Vorcaro só sairá em maio Gustavo Miller Bieber, o futuro da música e a internet que já não existe Letícia Casado Adversários de Paes miram governador interino do RJ Mulheres casadas com seus estupradores há 10, 15, 20, 30 anos. Homens com os quais têm filhos, vão ao cinema, tiram férias, tomam café da manhã todos os dias. O "Academia do Estupro" não é um caso isolado (sessenta e dois milhões de homens estavam nela apenas no mês de fevereiro). Ela identifica uma cultura. Uma cultura que pratica o ódio por mulheres todos os dias das mais variadas formas. Fazem parte dela os homens que efetivamente se registram e aqueles que fingem nada estarem vendo diante de qualquer caso de misoginia. O número de 62 milhões é, portanto, bastante diminuto em relação à totalidade dos homens envolvidos na disseminação do ódio às mulheres. A matéria completa está aqui . Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Vorcaro mandou travar propina a ex-BRB após descobrir investigação do MPF Real prepara 'grandes mudanças', e Arbeloa deve ser primeiro a cair Paraná Pesquisas: Tarcísio venceria Haddad, mas perde 10 pontos de vantagem Ovo com gema mole é proibido? Caso em SP teve até termo de responsabilidade EUA ameaçam retomar combate se Irã não chegar a acordo com governo Trump