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Análise dos Times

Motivo: O texto aborda a trajetória de ambos os clubes com profundidade, mas o questionamento central e as declarações de dirigentes corintianos sobre 'querer ser o Flamengo' introduzem uma nuance de comparação que pode ser interpretada como um leve foco na perspectiva corintiana.

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Motivo: O Flamengo é apresentado como um modelo de gestão financeira e sucesso recente, o que é relatado de forma objetiva. A comparação parte de uma pergunta histórica e de declarações dos corintianos.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Corinthians Juca Kfouri Romeu Tuma Júnior Supercopa do Brasil Eduardo Bandeira de Mello Placar Andrés Sánchez

Conteúdo Original

Esporte Futebol Corinthians x Flamengo: quem quer ser quem no duelo das maiores torcidas Fábio Lázaro e Guilherme Xavier Do UOL, em Brasília (DF) e São Paulo (SP) 01/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Pedro celebra durante Flamengo x Corinthians, confronto do Brasileirão Imagem: Alexandre Loureiro/AGIF No dia 5 de fevereiro de 1982, a revista Placar estampou na capa a pergunta: "Por que o Corinthians não é um Flamengo?" O texto que provocava a reflexão sobre as diferenças entre os clubes à época foi assinado por Juca Kfouri, hoje colunista do UOL . Quem começou com essa história fomos nós, na Placar, que fizemos uma capa quando o Corinthians caiu na Taça de Prata. De fato, o Corinthians teve que jogar no Grupo B para, no mesmo ano, enfrentar os grandes no Campeonato Brasileiro. E a Placar fez uma capa questionando por que o Corinthians não é o Flamengo. Juca, ao UOL Simone Freire A justificativa para o fim das cotas Casagrande Sem Brazão, Santos teria caído no Brasileiro Sakamoto Papudinha vira QG eleitoral e implode farsa da 'tortura' Joildo Santos Por que regularizar favelas interessa a todos Naquele período, o "Super Fla" conquistava a América e o Mundo com um time histórico, formado por nomes como Leandro, Júnior, Andrade, Adílio, Zico e outros. Ainda assim, no fim daquele mesmo ano, Juca Kfouri recebeu uma resposta curiosa do então diretor de futebol corintiano, Adilson Monteiro Alves. No final do ano, o Adilson Monteiro Alves me mandou um bilhete dizendo que o Corinthians não queria ser o Flamengo, porque era muito maior. Juca A capa da revista Placar sobre Flamengo e Corinthians Imagem: Divulgação/Placar Na bola e na grana A indagação feita há mais de quatro décadas segue atual, embora por razões distintas. Continua após a publicidade Relacionadas Rybakina vira no fim, dá o troco em Sabalenka e conquista o Australian Open Rivais tropeçam, e Flamengo pode evitar 'quadrangular da morte' no Carioca Cruzeiro entra em acordo verbal por venda de Kauã Prates ao Dortmund Mesmo com arrecadações que superam a marca de R$ 1 bilhão, o Corinthians não conseguiu alcançar a saúde financeira que o Flamengo construiu nos últimos anos. Para mim, o que está muito vivo hoje é que o Corinthians tinha tudo para ser o time mais poderoso do Brasil, até mais do que o Flamengo, embora tenha menos torcida. Isso porque o Corinthians tem, na sua sede, muito mais torcedores do que o Flamengo tem na dele. Juca Kfouri, ao UOL O cenário, no entanto, já foi bem diferente. Entre 2009 e 2015, o Timão se consolidou como o time a ser batido no futebol brasileiro, poucos anos após o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro. Nesse período, conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes em 2012, enquanto o seu presidente, Andrés Sánchez, era apontado como dirigente modelo no futebol nacional. Em contrapartida, o Flamengo atravessava uma crise financeira profunda. Em 2013, o endividamento rubro-negro ultrapassava a marca de R$ 800 milhões. Quando o Corinthians subiu da Série B, estava arrebentado. Eu fui reestruturar de forma 100% independente, porque não havia acordo para ser candidato à presidência. Todo mundo queria ficar longe da Série B. No futebol, quando se faz acordo para ganhar eleição, não se consegue governar. Comigo, o Corinthians sempre foi próximo do Flamengo, com o Kleber Leite e a Patrícia Amorim. Meu sonho sempre foi fazer negócios juntos, como vender direitos de transmissão de forma conjunta. Andrés Sánchez, ao UOL Continua após a publicidade O jogo virou Após a conquista do Mundial, porém, o Corinthians passou a contrair dívidas no mesmo ritmo em que a Neo Química Arena era construída — obra que também se transformou em um grande passivo para o clube. Em paralelo, a gestão de Eduardo Bandeira de Mello conduziu o Flamengo por um processo rigoroso de reestruturação financeira. No início de 2013, buscamos recuperar a credibilidade do clube, fazendo os sacrifícios necessários não só para quitar o passivo financeiro, mas também o ético e moral. O torcedor do Flamengo estava acostumado a perder dentro e fora de campo. O clube não cumpria compromissos, devia três ou quatro meses de salário. Quem estava de fora, como eu e meu grupo, via um potencial enorme em um clube com mais de 40 milhões de torcedores, mas que não conseguia transformar isso em algo concreto. Fizemos o dever de casa e tratamos o assunto como ele merecia. Eduardo Bandeira de Mello, ao UOL Desabafo de Tuma Em agosto de 2025, durante uma entrevista coletiva no Parque São Jorge, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo corintiano, afirmou que o "Corinthians queria ser o Flamengo". Continua após a publicidade A declaração repercutiu negativamente na Fiel Torcida, mas, segundo o próprio dirigente, refletia um desejo de alcançar o patamar de gestão financeira do rival. Nem sei se me expressei mal ou se houve má-fé de quem ouviu. Minha fala não era sobre ser torcedor, mas gestor. Ninguém em sã consciência não gostaria de estar na situação em que eles estão. Eles conseguiram contratar um jogador gastando 50 milhões de euros, fazendo o caminho inverso. Havia muitas coisas acontecendo, havia esperança. Tenho certeza de que, se algumas decisões tivessem sido tomadas, não estaríamos nessa situação hoje. Talvez nem tivéssemos esse jogo, porque poderíamos ter ganho os dois campeonatos. Romeu Tuma Júnior, ao UOL Supercopa de 2026 Apesar das diferenças financeiras, Corinthians e Flamengo foram os campeões nacionais de 2025. O Timão venceu a Copa do Brasil, enquanto o Rubro-Negro levantou as taças do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. Essas conquistas colocam frente a frente os clubes das duas maiores torcidas do país na Supercopa do Brasil de 2026, a primeira final da temporada do futebol brasileiro. Continua após a publicidade A partida será disputada neste domingo, às 16h (de Brasília), no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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