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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O que mais os Estados Unidos precisam fazer para serem banidos da Copa? Milly Lacombe Colunista do UOL 01/03/2026 10h52 Deixe seu comentário Donald Trump mostra o cartão vermelho que recebeu de Gianni Infantino, presidente da Fifa Imagem: REUTERS/Leah Millis Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Donald Trump sabe que seu parceiro e sócio no projeto da Copa do Mundo masculina não vai simplesmente bani-lo do evento. Sabe que pode destruir boa parte da humanidade e, ainda assim, Gianni Infantino nada fará. A Russia está afastada dos eventos da FIFA por agredir a Ucrânia. Mas os Estados Unidos, que pela segunda vez agridem o Irã, seguem firmes como sede e como participante. Não se trata aqui de avaliar o regime iraniano, que confirmadamente não respeita direitos civis. Trata-se de respeitar leis internacionais e a constituição americana que determina que uma agressão a outro país precisa passar por sua aprovação. Mas se querem falar sobre direitos humanos falemos dos Estados Unidos. Eles respeitam? Vocês sabem o que está acontecendo com a população trans estadunidense nesse exato momento? Provavelmente não porque não há espaço para mais uma camada de horror na mídia, especialmente agora que uma guerra mundial parece estar começando. Trump vem matando sua própria população desde 20 de janeiro de 2025, quando voltou ao poder. Mata concreta e simbolicamente. Josias de Souza Exibição de força no Irã expõe fraqueza de Trump Alicia Klein Palmeiras chega à final para evitar replay de zebra Juca Kfouri Ganso ensina como se bate pênaltis e classifica o Flu Mauro Cezar Conflito com Irã aumenta tensão pré-Copa nos EUA No Kansas, pessoas trans souberam que a partir dessa semana perderão suas carteiras de habilitação. Trump vem encorajando as federações a acabarem com políticas de saúde pública para atender pessoas trans. Os direitos sociais adquiridos estão sendo retirados. A violência contra a comunidade trans aumenta todos os dias. Sem falar em imigrantes, na população negra e na feminina, aqui incluídas cis e trans. O governo dos Estados Unidos oprime seus cidadãos como qualquer ditadura sabe fazer. E seu presidente está implicado no maior escândalo de pedofilia já revelado na história. Então, não vamos cair na hipocrisia de defender a agressão ao Irã como sendo uma iniciativa em nome da liberdade. Trump não está nem aí para quem vive no Irã, muito menos para liberdades. Agora mesmo ele manda de volta ao Irã iranianos que vivem nos Estados Unidos, com ou sem a devida documentação. Quer libertar as mulheres iranianas e começa matando 80 meninas em uma escola primária? Não temos tempo para debater dissimulações. A guerra faz parte de uma ideia antiga de dominar o Oriente Médio ao lado de Israel e foi deflagrada agora para que paremos de exibir os indícios de pedofilia e estupro associados de forma direta a Trump. Está sendo desenhada para durar semanas e, assim, silenciar de uma vez Epstein e seus arquivos. O presidente passou por cima das negociações que estavam em andamento para agredir o Irã e desviar nossa atenção para a repugnância de suas ações contra crianças e adolescentes. O Irã, assim como Israel, Ucrânia, Palestina e qualquer outra nação invadida, tem direito de se defender. E a FIFA, chafurdada na lama ética, leva com ela boa parte do que amamos a respeito do futebol. O que Trump precisa fazer para ser expulso da Copa do Mundo? Explodir bombas atômicas? Bem, nesse caso estaremos todas e todos banidos. Do planeta. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Palmeiras controla o São Paulo em jogo com erros claros de arbitragem João Fonseca é campeão de torneio-exibição com prêmio de US$ 1 milhão Depois de Khamenei: o risco de um Irã mais militar e um mundo mais caro Palmeiras vence São Paulo em jogo com polêmica sobre pênaltis e vai à final BBB 26: Alberto Cowboy, Breno e Jordana estão no Paredão Falso