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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Houvesse justiça, os Estados Unidos seriam banidos pela FIFA de imediato Milly Lacombe Colunista do UOL 03/01/2026 13h14 Deixe seu comentário Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, concede entrevista ao lado de Gianni Infantino, presidente da Fifa, para falar sobre a Copa do Mundo 2026 Imagem: Brendan Smialowski/AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Houvesse justiça no mundo, os Estados Unidos estariam suspensos pela FIFA e a Copa do Mundo de 2026 seria realizada em outro lugar. No México, por exemplo. A seleção estadunidense, assim como a russa, seria impedida de disputar o torneio. E, claro, todos os que se escandalizaram com a invasão da Ucrânia estariam agora mesmo ainda mais horrorizados com o que faz Donald Trump na Venezuela: invasão seguida de ocupação e iminente saque das riquezas naturais. Não cabe aqui julgar o governo de Maduro porque isso nos daria o mesmo direito de julgar o de Trump e, nesse caso, teríamos que concordar com uma hipotética invasão chinesa à Casa Branca para sequestrar o presidente em exercício, um maluco-alucinado sanguinário imperialista com tiques de ditador, suspeita de envolvimento com pedófilos e condenação por estupro. Acusar Maduro de narco-terrorista, como fazem os Estados Unidos para justificar o sequestro, não é crível nem mesmo para os mais boçais entre nós. Mariana Sanches Trump coloca Washington dentro de Caracas Nelson de Sá Alvo de Trump é a China, e levar Maduro 'nada muda' Sakamoto Trump enterra duas vezes o prêmio Nobel da Paz Ronilso Pacheco Trump adota perspectiva do terrorismo como linguagem O que essa invasão à soberania venezuelana deveria fazer com todo cidadão e cidadã no Brasil é levantar a terrível suspeita de que amanhã seremos nós os invadidos. O que impede Trump de executar uma ocupação nesses termos? Todos sabem que o interesse estadunidense na Venezuela é petróleo, assim como todos sabem que o interesse de Trump pelo Brasil são as terras raras. A soberania quebrada não é apenas a da Venezuela; é a da América Latina. Quem não estiver preocupado não entendeu nada, ou entendeu mas acha que é a dupla de motoqueiros de Bacurau: vai escapar ileso quando tudo estiver dominado. Não, não vai - mas isso eles não vão ver agora. Mas como Gianni Infantino, presidente da FIFA, virou chapa de Donald Trump nada vai acontecer com a participação norte-americana na Copa. Infantino, aliás, acabou de dar a Trump uma medalha por sua atuação pela paz, numa ridícula eleição inventada para que a Federação pudesse lamber publicamente as botas do aprendiz de ditador. Os Estados Unidos nunca se preocuparam com a paz no mundo, ou em levar seu simulacro de democracia além-mar. O negócio deles são o que chamam de recursos: água, petróleo, terras raras. Invadem, saqueiam, deixam um rastro de destruição, violência contra mulheres, dívidas, mortes. A história de envolvimento estadunidense no assassinato e deposição de presidentes na América Latina é extensa e fartamente documentada. O mundo vai assistir inerte a essa agressão? Os próximos dias dirão se Trump vai ser interrompido ou se vai seguir sua sanha imperialista sem ser incomodado. Se seguir, o Brasil deve ser a próxima parada. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Mariana Sanches: Trump coloca Washington dentro de Caracas Como é o USS Iwo Jima, navio que teria levado Maduro da Venezuela aos EUA Congresso dos EUA não foi avisado de operação na Venezuela de antemão Vice-presidente venezuelana se colocou à disposição dos EUA, diz Trump Análise: Alvo de Trump é a China e, por enquanto, levar Maduro 'nada muda'