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Opinião Esporte SAF de torcida ou de investidor? O começo da conversa tem que ser outro Andrei Kampff Colunista do UOL 28/11/2025 05h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Sempre escrevi por aqui que a migração de um clube associativo para uma empresa não é pó de pirlimpimpim . Troca-se a natureza jurídica e, pronto, os problemas estariam resolvidos. Não é assim. Já tratei também do modelo do Green Bay Packers , exemplo de clube-empresa com alma associativa, e dos pilares que sustentam qualquer boa governança: sustentabilidade, profissionalização e transparência. Alexandre Borges Sem Bolsonaro, Tarcísio terá 4 caminhos em 2026 A Hora Centrão tenta contornar Bolsonaro preso por 2026 Daniela Lima Vaidade atrapalha punição a devedores contumazes Milly Lacombe Não foi só o São Paulo que perdeu, Flu também triturou Ja escrevi também que o futebol não é um negócio como outro qualquer . Como costumo dizer, jamais será uma franquia da Kopenhagen: siga o manual, abra a loja e espere o lucro. O futebol tem identidade, emoção e pertencimento. E é justamente por isso que modelos empresariais não podem ser copiados de forma simplista. Repito, porque é sempre bom repetir: o desafio está em alinhar interesses de torcedores e investidores, garantir o cumprimento regulatório e manter transparência real nas decisões. Se não for assim, a SAF corre o risco de ser apenas uma nova embalagem para velhos problemas. Se fala muito da SAFiel no Corinthians, que poderia ser em um modelo parecido com o Packers. Mas como essa SAFfiel seria constituída? Que capital ela tem? Como seria a governança? Quem são seus fundadores? No Brasil, estamos vivendo um momento histórico de reestruturação do futebol. SAFs se multiplicam, fundos internacionais circulam, agentes financeiros buscam espaço num mercado que a Justiça e a política ainda tentam compreender. Mas há uma pergunta básica, muitas vezes negligenciada por dirigentes e conselheiros: para quem estamos vendendo? A due diligence não é burocracia: - é mecanismo de proteção da comunidade; - é filtro para evitar aventureiros; - é defesa da autonomia esportiva; - é garantia de que não se entregará o clube a quem não tem lastro, ou, pior, a quem possa comprometer a sua própria existência. Diligência é sobre analisar origem de recursos, estrutura de governança, saúde financeira, histórico empresarial, reputação global e capacidade de investimento futuro. É também sobre perguntar quais são as motivações do comprador. Continua após a publicidade É aí que entra o compliance . Ele não decide nada, mas alerta . Aponta riscos, sugere caminhos, mostra incoerências. Acena com bandeiras vermelhas. Quem decide é quem tem a caneta. E é nessa hora que se mede a integridade de um projeto: quando a decisão é tomada olhando o que a conformidade mostra, e não ignorando o que ela revela. Transformar o clube em empresa pode ser um caminho. Mas, sem governança, o mapa continua o mesmo. E não basta ter boa intenção; é preciso ter um bom projeto - sustentável, adequado, maduro - e saber muito bem quem estará à frente. A verdadeira revolução do futebol passa menos pela troca de CNPJ e mais pela mudança de mentalidade. Governança não é rótulo, é prática. Seja associação ou empresa, o amadorismo já era. Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo Este conteúdo tem o patrocínio do Rei do Pitaco. Seja um rei, seja o Rei do Pitaco. Acesse: www.reidopitaco.com.br . Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Lei em Campo por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'A encomenda saiu para entrega': como suas compras online chegam de avião Sem Bolsonaro, Tarcísio terá que escolher entre quatro caminhos para 2026 17 estados têm isenções para elétricos ou híbridos no IPVA 2026; veja quais Juca Kfouri: Viradas do Palmeiras de Abel não podem ser desprezadas Criança de 5 anos morre ao cair do 12º andar de prédio em Uberlândia (MG)